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Os 10 maiores vilões de novelas da Globo

TV Globo / João Miguel Júnior

Introdução

A maior vingança para um vilão de novela é ser mais lembrado do que o mocinho e permaner para sempre no imaginário popular, mesmo quando a história termina. A maior prova disso é o bordão “Quem matou Odete Roitman?”, que surgiu entre os anos 1988 e 1989 na novela Vale Tudo e até hoje é recordado com carinho pelos telespectadores brasileiros. A maldosa Odete Roitman, interpretada pela atriz Beatriz Segall, é apenas um exemplo clássico de vilão inesquecível da teledramaturgia brasileira, mas existem outros. Confira a seguir as perversidades, trapaças e mentiras memoráveis dos 10 maiores vilões de novelas da TV Globo.

TV Globo / Estevam Avellar

Felipe Barreto, de “O Dono do Mundo” (1991)

Felipe Barreto (Antônio Fagundes) é um bem-sucedido e inescrupuloso cirurgião plástico que aposta com um amigo que vai conseguir tirar a virgindade da inocente Márcia (a bela Malu Mader), noiva de Walter (Tadeu Aguiar), um simplório empregado de sua clínica. Para isso ele oferece uma viagem de lua de mel aos recém-casados e viaja junto, alegando ter negócios a tratar. Para conseguir o que quer, o vilão afasta temporariamente o noivo e aproveita para seduzir a jovem, dormindo com ela na noite de núpcias. Quando descobre a traição, Walter se suicida. A vida da doce Márcia se transforma e ela se converte em uma mulher obcecada por vingança.

Divulgação Globo Marcas

Leôncio Almeida, de “Escrava Isaura” (1976)

A primeira versão da novela Escrava Isaura, produzida pela TV Globo, foi assistida no Brasil e em mais de 80 países. Muito desse sucesso se deve ao carisma da protagonista, a escrava branca interpretada por Lucélia Santos. Porém, a trama também tinha um excelente vilão, o ardiloso Leôncio Almeida (Rubens de Falco). Apaixonado por Isaura e sem ser correspondido, o poderoso fazendeiro esconde a carta de alforria da moça e a submete a inúmeras crueldades durante toda a história. No fim, falido e desprezado, se suicida.

4/12 TV Globo / João Miguel Júnior TV Globo / Estevam Avellar Divulgação Globo Marcas Rede Globo/Renato Rocha Miranda

Carminha, de “ Avenida Brasil” (2012)

Vinda do lixão, Carminha, interpretada por Adriana Esteves, alternava entre um lado falsamente bonzinho e seu verdadeiro eu, uma mulher dissimulada e cheia de luxúria. E haja luxúria: ela não hesitou em levar seu amante, Max (Marcello Novaes), para viver debaixo do mesmo teto que ela e o marido, o rico jogador de futebol Tufão. Além disso, seu ódio pela heroína Nina (ou Rita, interpretada por Débora Falabella) levou as duas a um dos maiores duelos já vistos na TV brasileira. Carminha entrou para a lista das vilãs mais amadas das novelas da Globo por sua extensa lista de crueldades, entre elas, a de abandonar a menina Rita no lixão e forjar o próprio sequestro para conseguir tirar mais dinheiro do inocente Tufão.

Flickr: tvbrasil | Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-NC-SA 2.0)

Odete Roitman, de “Vale Tudo” (1988)

Odete Roitman (Beatriz Segall), rica e esnobe, infernizava a vida de sua filha, a sempre alcoolizada Heleninha (Renata Sorrah). Essa vilã de primeira grandeza conseguiu eclipsar até mesmo a outra malvada da novela, Maria de Fátima (Glória Pires), que passava por cima de todos os valores de sua mãe, a honesta Raquel (Regina Duarte). E até depois de morta a ricaça continuou dando o que falar, enquanto o Brasil perguntava "Quem matou Odete Roitman?", frase lembrada até hoje. A vilã marcou definitivamente a carreira da atriz Beatriz Segall, que continua sendo chamada de Odete Roitman onde quer que vá.

TV Globo / Frederico Rozario

Flora, de “A Favorita” (2009)

De início Flora (Patrícia Pillar) parecia uma heroína injustiçada, incriminada indevidamente pelo assassinato de seu amante Marcelo, marido de Donatela (Claudia Raia), sua parceira em uma dupla sertaneja. Mas no decorrer da trama, a “vítima” se revelou uma verdadeira psicopata. Ela matou personagens da novela como uma autêntica serial killer e foi capaz de envenenar até o próprio pai. As duas rivais ainda disputavam o afeto de Lara (Mariana Ximenes), jovem herdeira milionária que era filha de Flora, mas foi criada por Donatela.

TV Globo / João Miguel Júnior

Bia Falcão, de “Belíssima” (2005)

Quando a modelo Stella Assumpção, fundadora da Belíssima, referência mundial em roupas íntimas, morreu em um acidente, deixou dois filhos que passaram a ser criados pela controladora Bia Falcão (Fernanda Montenegro). Essa avó grã-fina não admitia que seus netos se envolvessem com pessoas de classes sociais que ela considerava inferiores. Mas as suas maldades iam muito além disso: ela foi capaz de forjar a própria morte e de sequestrar sua bisneta, tudo para permanecer no controle da família e ser a número 1 da marca Belíssima.

8/12 TV Globo / João Miguel Júnior TV Globo / Estevam Avellar Divulgação Globo Marcas Rede Globo/Renato Rocha Miranda Flickr: tvbrasil | Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-NC-SA 2.0) TV Globo / Frederico Rozario TV Globo / João Miguel Júnior TV Globo / Gianne Carvalho

Nazaré Tedesco, de "Senhora do Destino" (2004)

A prostituta Nazaré (Renata Sorrah) finge estar grávida para dar o golpe no amante, Luís Carlos Tedesco (Tarcísio Meira). Mas ela é estéril, e por isso rapta a filha recém-nascida de Maria do Carmo (Suzana Vieira), Lindalva (Carolina Dieckmann). Além desse crime, Nazaré cometeu assassinatos e fingiu ser paralítica. Fria, dissimulada e até mesmo divertida, Nazaré transformou a tesoura e a escada de sua casa em símbolos de tortura e terror, ao mesmo tempo em que fazia o público rir com a forma como xingava os personagens que eram seus inimigos na trama. Um dos pontos altos da novela foi o encontro de Nazaré com Maria do Carmo, quando a heroína descarregou seu ódio na vilã com uma sanguinolenta surra que a deixou toda machucada.

Divulgação Globo Marcas

Perpétua, de "Tieta" (1990)

A beata Perpétua (Joana Fomm) defendia a moral e os bons costumes da cidade de Santana do Agreste, e infernizava a todos os seus habitantes com a sua mania de interferir nas relações para preservar a decência e o decoro. Na juventude, fez a cabeça de seu pai para expulsar de casa a fogosa Tieta, sua irmã, que voltou depois de alguns anos ainda mais sensual, para a ira de Perpétua e das carolas que são suas seguidoras fiéis. Essa vilã guardava no armário uma caixa misteriosa. No fim da trama, o público descobriu o que existia ali: o órgão genital de seu falecido marido.

TV GLOBO / Divulgação

Raquel Araújo, de "Mulheres de Areia" (1993)

Raquel (Glória Pires) se aproveita de sua semelhança física com a irmã gêmea (Ruth) para roubar seu grande amor, o rico empresário Marcos Assunção (Guilherme Fontes). Raquel também ficou famosa por zombar das limitações mentais do escultor Tonho da Lua (Marcos Frota). No fim, a vilã morreu em um acidente de carro e a irmã boa ficou livre para ser feliz.

TV Globo / Frederico Rozario

Laurinha Figueiroa, de "Rainha da Sucata" (1990)

A estrela maior de "Rainha da Sucata" e personagem título da trama era Regina Duarte, a extravagante Maria do Carmo, uma emergente que fez fortuna com o negócio de ferro-velho de seu pai. Mas quem quase roubou o show foi a vilã, Laurinha Figueiroa, a socialite falida interpretada por Glória Menezes, que era perdidamente apaixonada por Edu (Tony Ramos), seu enteado. Para ficar com ele, Laurinha era capaz de qualquer coisa, até mesmo colocar Maria do Carmo na cadeia.