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15 Bandas que escreveram seu nome no rock nacional

Jupiterimages/Polka Dot/Getty Images

Introdução

O rock, ritmo transgressor e que tanto moveu o mundo, chegou ao Brasil na década de 50. Desde então, muitas bandas passaram pelo cenário musical e algumas delas foram além, escreveram seu nome na calçada da fama por seu estilo, sua atitude e principalmente pela boa qualidade musical. Algumas ainda fazem parte do rock brasileiro, muitas delas já não existem mais ou têm outros músicos em sua formação. Partindo do Rio Grande do Sul, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e chegando ao Distrito Federal, vamos comentar sobre as 15 bandas que escreveram seu nome na história do rock brasileiro.

Wikimedia Commons | Dimang Kon Beu | Agência Minas | Attribution 3.0 Unported (CC BY 3.0)

Os Paralamas do Sucesso

Surgidos no final dos anos 70, Os Paralamas estão formados por Herbert Vianna (guitarra e voz), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) e fazem parte do quarteto sagrado do rock brasileiro. Com uma discografia de dar inveja -- são 35 discos entre nacionais, internacionais, ao vivo e em estúdio -- a banda coleciona 22 prêmios musicais, entre eles oito Grammys Latino. Com muitos sucessos, em 1995 a banda foi censurada pela música "Luiz Inácio (300 picaretas)", mas o processo não foi levado adiante. No ano 2001, Herbert Vianna sofreu um acidente que o deixou paraplégico. Quando todos achavam que a banda iria terminar, Herbert, que havia perdido sua mulher no acidente, resolveu voltar e a banda continua a sua trajetória de sucessos.

Wikimedia Commons | Zé Carlos Barretta | Attribution 2.0 Generic (CC BY 2.0)

Titãs

Em 1982, os Titãs, que também fazem parte do quarteto sagrado do rock nacional, apareceram para o Brasil. Naquele tempo, ainda eram uma banda muito grande. A sua formação inicial era composta por nove músicos: Sérgio Britto, Marcelo Fromer, Paulo Miklos, Tony Belloto, Arnaldo Antunes, Branco Mello, Nando Reis, Ciro Pessoa e André Jung. Chamava-se Titãs do Iê-Iê. No ano de 1984, Ciro Pessoa deixou a banda e decidiram substituir Jung por Charles Gavin. Foi também nesse ano que o nome Titãs se consolidou e o "Iê-Iê" foi excluído devido à confusão e dificuldade de pronúncia. Em 1997, a banda foi a primeira a gravar um show em versão acústica. Hoje em dia, a banda é composta por Tony Belloto, Sérgio Britto, Paulo Miklos e Branco Mello. Arnaldo Antunes e Nando Reis deixaram o grupo para seguir carreira solo. Já Marcelo Fromer faleceu em 2001. Com 22 discos em toda a trajetória da banda, eles somam 21 prêmios e muitos hits.

Wikimedia Commons | Cássio Abreu | Attribution 2.0 Generic (CC BY 2.0)

Ultraje a Rigor

Idealizada e inciada nos anos 80 pelo vocalista Roger, a banda Ultraje a Rigor teve seu nome escolhido em meio a uma conversa. Roger e Leôspa (que até 1991 foi o baterista da banda) chegaram à conclusão de que o nome deveria ser "Ultraje", mas acreditavam ser muito punk para a época da ditadura. Edgar Scandurra, que foi o guitarrista solo da banda até 1983, pegou o bonde andando e perguntou: "Como é? Que traje? O traje a rigor?". Daí surgiu "Ultraje a Rigor". Em 2008, o álbum "Nós vamos invadir sua praia", que foi gravado em 85, foi reconhecido como o melhor álbum do rock nacional pela MTV. Atualmente, a banda tem um espaço fixo no programa Agora é Tarde, de Danilo Gentili.

Wikimedia Commons | Priscila Leal | Editorial J | Attribution-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-SA 2.0)

Los Hermanos

"Quem te ver passar assim por mim, não sabe o que é sofrer." A banda carioca, que atualmente está em hiato, apareceu no ano de 1997 com o sucesso "Anna Julia". E essa música, que não reflete o verdadeiro estilo de seu primeiro disco, tomou conta de todo o País. Seguido pelo sucesso de "Primavera", que também não traduzia seu estilo, Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Rodrigo Barba e Bruno Medina foram aprendendo a conviver com a fama. Em seu segundo disco, a banda mudou totalmente o estilo e isso tornou-se ainda mais visível em seu terceiro e quarto disco. A música Anna Julia chegou a ser gravada por George Harisson e Jim Capaldi. Atualmente, Camelo está em carreira solo e Amarante está iniciando carreira solo, depois de sua passagem pela banda Litte Joy.

Wikimedia Commons | Editorial J | Atribuição-CompartilhaIgual 2.0 Genérica (CC BY-SA 2.0)

Charlie Brown Jr.

A banda que "vem de Santos" está na estrada desde 1992. Com letras que se traduzem em críticas à sociedade, sempre do ponto de vista do jovem, o Charlie Brown Jr. conquistou o país do samba. A origem do nome vem de uma barraquinha de água de coco, onde Chorão viu o desenho de "Charlie Brown", mas resolveu acrescentar o "Jr." por se considerar filho do rock. Mesmo com uma carreira um tanto atribulada, devido à algumas confusões internas e externas, a banda tem 19 discos gravados e nove prêmios, entre eles: Grammy Latino, Multishow e VMB. Da sua formação original apenas o baterista Renato Pelado não voltou, preferiu seguir a vida religiosa em uma igreja de Santos, em São Paulo.

TV Globo / Zé Paulo Cardeal

Capital Inicial

Originários do grupo "Aborto Elétrico", a banda Capital Inicial surgiu em 1982, na capital do Brasil. A banda está composta por Dinho Ouro Preto, Flávio e Fê Lemos e Yves Passarell. Os maiores sucessos da banda são: Música Urbana, O Passageiro, Independência, Eu vou estar, À sua maneira (versão da canção "De Música Ligera", da banda argentina Soda Stero) e O Lado Escuro da Lua, último sucesso. O conjunto tem 13 discos gravados e apenas um prêmio, o Prêmio Multishow de Música Brasileira.

Divulgação

Legião Urbana

Uma das bandas de maior sucesso do Brasil, Legião Urbana -- que teve sua origem no Distrito Federal no ano de 1982 e também veio do "Aborto Elétrico" -- faz parte do quarteto sagrado do rock brasileiro. O grupo, que teve Renato Russo como vocalista e baixista, é considerado muito além da sua época. Com 16 álbuns gravados e mais de 20 milhões de discos vendidos, Legião é, ainda hoje, a terceira maior banda em vendas no Brasil. Algumas músicas criadas por eles têm sido gravadas por outros artistas, inclusive internacionais, como é o caso de Ataque 77, uma banda Argentina que gravou "Perfeição" e "Fábrica". Recentemente foi feito um tributo à Legião Urbana com o ator Wagner Moura nos vocais.

Flickr: brunocambraia - Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-NC-SA 2.0)

Engenheiros do Hawaii

Fundada em 1984, em Porto Alegre (RS), Humberto Gessinger é o único "sobrevivente" da formação original. Alunos da Faculdade de Arquitetura da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) se juntaram e formaram uma banda para protestar contra a paralisação das aulas. E o nome foi justamente para satirizar os estudantes de engenharia que adoravam se vestir como surfistas. A formação deu certo. Em menos de quatro meses, eles integraram a coletânea "Rock Grande do Sul", com diversas bandas gaúchas. Hoje em dia, Humberto deseja voltar com a banda, mas vale lembrar que no passado ele mesmo adiou a volta dos Engenheiros por quatro vezes. Tudo isso devido ao "Pouca Vogal", seu projeto com Luca Leindecker (cantor de Cidadão Quem), com quem faz apresentações de músicas de suas bandas e canções da própria Pouca Vogal.

TV Globo / João Cotta

Barão Vermelho

Fundado em 1981, no Rio de Janeiro, o Barão Vermelho também forma parte do quarteto sagrado do rock. Tudo começou quando Guto Goffi e Maurício Barros assistiam a um show e tiveram a ideia de formar uma banda. Decidiram nomear o conjunto como o principal inimigo dos Aliados da Primeira Guerra: Barão Vermelho. Depois, se uniram à banda: Dé, Frejat e Léo Jaime. Porém o timbre de voz de Léo Jaime não pegou com o Barão, que saiu e deu lugar à Cazuza, uma grande estrela do rock nacional. Hoje em dia, muito depois da morte de Cazuza, a banda continua na ativa fazendo bastante sucesso, agora, com Frejat nos vocais.

TV Globo / Zé Paulo Cardeal

Raimundos

Outra banda de Brasília da geração dos anos 80. Raimundos tem sua origem no nome Ramones, uma forte influência para o grupo. E foi por isso que Digão (baterista) e Rodolfo (guitarra e voz) decidiram chamar Canisso (baixista) para tocar com eles e formar Raimundos. A banda chegou a se separar nos anos 90, mas resolveram voltar em 1992: Digão voltou tocando guitarra, pois não podia mais com a bateria devido a problemas auditivos, e chamaram Fred, um assíduo fã da banda, para substitui-lo. Mas só em 95 é que o Raimundos se consagrou no cenário musical brasileiro com "Lavô tá Novo". Em 1999, eles gravaram "Só no Forevis" um álbum que alcançou grande sucesso. Em 2001, Rodolfo resolveu deixar a banda para seguir vida religiosa. E a banda seguiu e segue carreira, agora com Digão, Canisso, Marquim e Caio.

TV Globo / Caroline Bittencourt

O Rappa

Com uma mistura de samba, reggae, funk, MPB, rock e tantos outros ritmos, a banda surgiu para acompanhar o cantor Papa Winnie em sua turnê pelo Brasil, em 1993. A formação contava com: Nelson Meirelles, Marcelo Lobato, Xandão e Marcelo Yuka, mas ainda não tinha um vocalista. Foi feito um anúncio em um jornal do Rio e dentre todos os candidatos Falcão foi o escolhido. O nome surge de "rapa", ato em que os policiais capturam os camelôs. Sucessos, como "Pescador de Ilusão" e "Me Deixa", fizeram a banda ganhar notoriedade. No ano 2000, Marcelo Yuka, o baterista, foi baleado durante um assalto e ficou paraplégico, o que fez com que ele deixasse a banda. No total, O Rappa lançou oito discos, conseguiu sete prêmios e vendeu mais de 5 milhões de cópias.

Flickr: drake lelane - Attribution-NonCommercial 2.0 Generic (CC BY-NC 2.0)

Os Mutantes

Esta banda surgiu em 1966, na época da Tropicália, e é um dos principais ícones do rock brasileiro. Muito influenciados por The Beatles, a banda não deixa de lado as raízes brasileiras, e mais: se aproveita disso para exercer a criatividade. Durou até o ano de 1978. Em 2006, a banda resolveu voltar. Rita Lee e Liminha não aceitaram o convite para se juntar ao grupo, alegando compromissos. Foi então que Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Dinho Leme convidaram Zélia Duncan para se juntar aos Mutantes, no lugar de Rita. A primeira apresentação foi feita em 2007. No fim desse mesmo ano, Zelia e Arnaldo deixaram o grupo para se dedicar a projetos pessoais. Sérgio e Dinho convidaram então Bia Mendes para os vocais e esta é a formação atual.

Flickr: ducamendes | Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-NC-SA 2.0)

Biquíni Cavadão

Pertencente à segunda geração das bandas de rock dos anos 80, o Biquíni se formou no Rio de Janeiro, e em sua formação original contava com Bruno Gouveia, Carlos Coelho, Miguel Flores e Álvaro Birita. Tiveram sua primeira música gravada, "Tédio", com a ajuda de Herbert Vianna. E foi graças a essa música que eles conseguiram gravar o primeiro disco, na Polygram. Foi também de Herbert a ideia do nome. Biquíni foi a primeira banda brasileira a ter um site na internet e até lançou um disco com o nome "biquini.com.br", em 1998. Com dez álbuns, a banda, que ainda continua na ativa, é uma verdadeira viagem ao século 20, com músicas tão boas quanto aquela época.

TV Globo / Bob Paulino

Skank

Banda mineira de rock, o Skank é formado por: Samuel Rosa (voz e guitarra), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferreti (bateria), e estão juntos desde o ano de 1991. Com nove discos ao longo desses 22 anos, a banda soma DVDs, trilhas sonoras, festivais e seis premiações diferentes, em um total de 33 prêmios. Os primeiros sucessos foram: "Jackie Tequila" e "Te Ver". Em 95, lançaram o disco "O Samba Poconé" e ganharam fama não só no Brasil, mas também em outros países da América Latina e Europa. Alguns dos seus grandes sucessos são: É Uma Partida de Futebol, Garota Nacional, Saideira, Resposta, Três Lados, Mil Acasos, além de vários outros hits.

TV Globo / Zé Paulo Cardeal

Ira!

Fundada em 1981, em São Paulo, a banda se originou a partir do grupo Subúrbio, de onde vieram Scandurra e Nasi. O Ira! foi completado por Ricardo Gaspa e André Jung. Com os sucessos "Dias de Luta", "Envelheço na Cidade" e "Flores em Você", a banda ganhou o coração dos brasileiros. Devido ao fato de Nasi ser contra algumas apresentações, a banda deu uma sumida e só voltou ao cenário musical no final dos anos 90. Gravou o "Ao Vivo MTV" em 2001, e o "Acústico MTV" em 2004. Para o ano de 2008 estava previsto férias coletivas para o Ira!, mas antes disso Nasi se desentendeu com Scandurra e com seu irmão, o empresário da banda, e o Ira! chegou ao fim.