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Os 5 presidentes do Brasil durante a ditadura militar de 1964-1985

Reprodução Wikimedia Commons|Arquivo da Agência Brasil|Attribution 3.0 Brazil (CC BY 3.0 BR)

Introdução

No dia 31 de março de 1964, o governo brasileiro sofreu um golpe por militares contrários ao então presidente João Goulart, que foi destituído do poder. As Forças Armadas assumiram o comando do Estado e impuseram um regime ditatorial militar que durou 21 anos. Este regime terminou em 1985, quando Tancredo Neves, o primeiro presidente civil desde as eleições de 1960, foi eleito indiretamente. Conheça quem foram os cinco presidentes brasileiros que governaram o país durante a ditadura militar de 1964-1985.

Reprodução Wikimedia Commons|Governo do Brasil|domínio público

Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco (1964 a 1967)

O marechal Castelo Branco instituiu os primeiros Atos Institucionais (AIs) e tomou medidas como a suspensão dos direitos políticos dos cidadãos; a cassação de mandatos parlamentares; a dissolução de todos os partidos e a criação de duas novas agremiações políticas: a Aliança Renovadora Nacional (Arena), que reuniu os governistas, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que reuniu as oposições consentidas. Castelo Branco obteve empréstimos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em acordo com os Estados Unidos, para investir na infraestrutura do País. Em 1967, entrou em vigor a nova Constituição, que buscou institucionalizar o regime militar, aumentando a influência do Poder Executivo.

Reprodução Wikimedia Commons|Governo do Brasil|domínio público

Marechal Artur da Costa e Silva (1967 a 1969)

O governo do marechal Costa e Silva enfrentou uma onda de protestos, além de greves e da reorganização política da oposição. Este foi o período em que o movimento estudantil universitário surgiu, assim como organizações de esquerda, que enfrentaram a ditadura. Em resposta a esses movimentos de oposição, o governo radicalizou as medidas opressivas. Em 1968, foi promulgado o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que implantou a ditadura oficialmente e fechou por completo o sistema político, autorizando a repressão policial-militar e restringindo a cidadania. Costa e Silva terminou seu mandato devido a problemas de saúde.

Reprodução Wikimedia Commons|Governo do Brasil|domínio público

General Emílio Garrastazu Médici (1969 a 1975)

O governo do general Médici ficou conhecido como o mais repressor da ditadura militar. A repressão fazia parte do cotidiano, assim como as prisões, torturas, exílios e desaparecimentos dos opositores ao regime. Esse também foi o período da censura às manifestações artísticas e culturais. Os empréstimos obtidos por Castelo Branco foram investidos em infraestrutura e serviram de base para o que ficou conhecido como "milagre econômico" da década de 1970. Milhões de empregos foram gerados e o Produto Interno Bruto chegou a crescer 12% ao ano. Porém, este modelo econômico gerou uma enorme dívida externa, cujos juros impediram que o Estado fosse capaz fazer novos investimentos.

Reprodução Wikimedia Commons|Governo do Brasil|domínio público

General Ernesto Geisel (1974 a 1979)

O governo do General Geisel coincidiu com o fim do milagre econômico. As altas taxas, a crise do petróleo e a recessão mundial interferiram na economia brasileira. Como resultado, a população passou a demonstrar mais insatisfação. O partido da oposição (MDB) saiu vitorioso nas eleições de 1974, conquistando grande parte dos votos para o Senado e para a Câmara, e também para as prefeituras da maioria das grandes cidades. Foi nesse período que começou a redemocratização (lenta e gradual) do País. Ao final do mandato do general Geisel, os movimentos sociais e estudantis haviam se reorganizado, junto com a oposição política, e a repressão havia diminuído. Em 1978, o AI-5 foi revogado e o habeas corpus restaurado.

Reprodução Wikimedia Commons|Governo do Brasil|domínio público

General João Baptista de Oliveira Figueiredo (1979-1985)

O governo do General Figueiredo foi o último da ditadura militar. A vitória da oposição nas eleições em 1978 começou a acelerar a redemocratização. Figueiredo concedeu, com a Lei da Anistia, o direto de retorno ao País para os brasileiros exilados políticos. Essa lei também concedeu perdão aos que cometeram crimes políticos. A recessão e os índices de inflação aumentaram e a atuação do governo foi apenas medíocre na área econômica. Em 1979, os vários partidos voltaram a funcionar e outros foram criados, como o Partido dos Trabalhadores (PT). Em 1985, o civil Tancredo Neves foi eleito pelo Colégio Eleitoral, encerrando o período da ditadura militar.