O que acontece quando um país declara bancarrota?

Escrito por shane hall | Traduzido por rúben carlos esteves
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O que acontece quando um país declara bancarrota?
A crise econômica e a bancarrota dos países (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

As consequências da crise econômica de 2008 não se limitaram às donas de casa endividadas, aos financiadores e às grandes instituições financeiras. A crise disseminou-se, deixando nações inteiras enfrentar a ruína financeira. Uma insolvência nacional não é apenas um problema de um país oficialmente declarar a bancarrota. Ao contrário, uma nação em estado de bancarrota provoca consequências econômicas graves dentro e fora do país, muitas vezes necessitando de resgate financeiro a partir dos investidores estrangeiros ou das instituições globais, como, por exemplo, o Fundo Monetário Internacional.

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Definição

O jornal alemão "Spiegel" noticiou a questão das bancarrotas nacionais em 2008, depois da Islândia ter declarado falência. Quando um país já não pode mais pagar os juros da dívida ou convencer outros a emprestar dinheiro, diz-se que atingiu a bancarrota. O jornal noticiou que existem causas possíveis para a bancarrota de um país, como, por exemplo, guerra ou má gestão econômica.

História

Uma nação insolvente financeiramente não é um fenómeno novo. O jornal "Spiegel" noticiou em um artigo em 2008 que a Alemanha declarou falência duas vezes durante o século 20: uma, em 1923, depois da Primeira Guerra Mundial, e a outra depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Desde então, o jornal trouxe a notícia de que a Rússia entrou em falência em 1998, seguida da Argentina em 2001. Em 2008, a Islândia tornou-se o primeiro país a ser vítima da crise financeira ocorrida após o colapso do mercado de habitação americano. O jornal noticiou ainda que outros países, incluindo a Ucrânia e o Paquistão, confrontam-se também com a ruína financeira.

Efeitos

Quando uma nação declara bancarrota e é negligente quanto aos seus empréstimos, os bancos centrais podem tentar atrair investidores estrangeiros, aumentando as taxas de juros em títulos do tesouro. O jornal noticiou que o banco central da Islândia aumentou a taxa preferencial para 18%, em 2008, enquanto a Venezuela ofereceu uma taxa de 20%, na esperança de vender os títulos. Esses aumentos vertiginosos das taxas de juros têm um impacto negativo sob as notações de crédito dos países, mas o Spiegel disse que muitas vezes têm como consequência o anulamento das dívidas dos empréstimos aos credores.

Inflação crescente

Quando um país atinge a falência, a inflação crescente é o resultado mais provável para consumidores e negócios. O preço das ações cai vertiginosamente em conjunto com o valor da moeda. À medida que esse valor apresenta queda, a corrida aos bancos pode ser sinônimo de cidadãos em pânico para retirar dinheiro. Em 2001, isso ocorreu na Argentina depois de o governo ter congelado as contas, limitando o montante que cada um podia retirar. O jornal "Spiegel" disse que muitos cidadãos desesperados chegaram até mesmo a dormir em frente ao caixa eletrônico, na expetativa de retirar o maior saldo possível.

Conselho

Em alguns casos, a agitação social e política pode ocorrer se um país entrar em falência. Na Argentina, em 2001, os habitantes enfurecidos envolveram-se em tumultos e saquearam supermercados como resultado da insolvência do país. Na Islândia, o chefe do banco central foi obrigado a renunciar ao cargo depois da crise instalada no país, custando o emprego e a poupança de milhares de islandeses, conforme a reportagem de 2009, do "The Times of London".

Prevenção/solução

Para evitar a bancarrota ou para lidar com os efeitos, os estados insolventes procuram no estrangeiro um resgate financeiro. As nações que passam por momentos difíceis buscam empréstimos de emergência do Fundo Monetário Internacional (FMI). A assistência financeira do FMI incluiu a Hungria e a Ucrânia. Contudo, ela traz em anexo uma série de condições. Em alternativa à assistência do FMI, o jornal "Spiegel" noticiou que a Ucrânia foi obrigada a congelar as despesas sociais, a privatizar alguns serviços estatais e a aumentar os preços do gás natural.

Potencial

Em 2009, Niall Ferguson, um historiador de Harvard, previu que um número cada vez maior de países europeus estava em risco de declarar a falência econômica. No "The Guardian", um jornal do Reino Unido, ele disse em uma reportagem que a Irlanda, Itália e Bélgica estavam prestes a declarar a bancarrota, sendo que o Reino Unido também estava em risco.

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