Adaptações animais para climas quentes

Escrito por verity jones | Traduzido por mayara leal
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Adaptações animais para climas quentes
Camelos permanecem por um longo tempo sem água (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

O clima quente do deserto é um ambiente de teste para os seres vivos. Os dias quentes e as noites frias significam que eles precisam estar bem equipados para lidar com os extremos. Esses fatores, juntamente com a falta de água e de abrigo, fizeram com que os animais adaptassem seus corpos para se adequar ao clima.

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Padrões de comportamento

Animais em climas quentes adaptaram padrões de comportamento para evitar a parte mais quente do dia ou a estação do ano. Por exemplo, o beija-flor da Costa Rica procria no final da primavera e deixa a área para o verão quente. Enquanto isso, répteis e mamíferos só são ativos ao entardecer ou à noite. Fazer abrigos é também um mecanismo útil. Lagartos se enterram na areia durante o dia, enquanto os roedores criam tocas e encobrem a entrada para impedir a infiltração de ar quente.

Dissipação de calor

Para manter o frescor, os animais criaram mecanismos para estimular a circulação do ar pelo corpo e dissipar o calor. Camelos têm uma fina camada de pelo por baixo da barriga para ajudar a perder calor, enquanto uma camada mais espessa passa pelas suas corcovas para protegê-los. Corujas, pássaros noturnos e noitibós-de-nuttall voam com a boca aberta, de modo que a água é evaporada pela boca. Abutres urinam nas pernas para refrescá-las enquanto o líquido evapora. Eles também podem voar alto para detectar fluxos de ar mais frios.

Adaptações de água

É um equívoco comum pensar que um camelo armazena água na corcunda. Na verdade o camelo adaptou-se ao calor, sendo capaz de passar por um longo período sem beber água. Mamíferos se adaptaram para extrair água de cactos. Pequenos insetos sugam o néctar do caule das plantas, enquanto animais maiores extraem água das folhas. Curiosamente, ratos-canguru se abrigam em buracos e reciclam a umidade de sua própria respiração para beber a água retida. À medida em que o rato exala, a água condensa na membrana nasal. Esse processo significa que o rato pode economizar uma grande quantidade de água para que ele não precise beber por dias.

Outras adaptações

Alguns animais se adaptaram de maneira única para sobreviver a climas quentes. Alguns roedores têm túbulos adicionais nos rins, para remover o excesso de água a partir da urina, de modo que possa ser retornado para a corrente sanguínea para a hidratação. Répteis e aves se adaptaram excretando ácido úrico como um composto branco que carece de umidade. Isso significa que podem reter água vital para funções corporais. Outros animais, como camelos, também têm uma grande área de superfície em relação ao volume para se livrar do calor de forma eficaz.

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