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Como ajudar seu filho a lidar com a rejeição do pai

Atualizado em 20 julho, 2017

Quando um pai rejeita emocionalmente um filho, uma ferida psicológica profunda pode surgir. Com sensibilidade, apoio, paciência e amor, no entanto, os meninos podem superar o sofrimento e a dor impostos. Os psicanalistas sugerem que a maternidade e a paternidade não pertencem necessariamente a gêneros diferentes; muitos pais ou mães solteiros descobrem que podem (e devem) desempenhas ambos os papeis. Um pai ausente não necessariamente resultará em déficit de paternidade embora a maioria dos meninos que sofrem a rejeição paterna vão encontrar-se profundamente em silêncio, preocupados com uma questão atormentadora: por quê?

Instruções

Incentivar a livre expressão de pensamentos e sentimentos de um filho pode ajudá-lo a lidar com a rejeição paterna (Jupiterimages/Pixland/Getty Images)
  1. Reafirme ao filho rejeitado que ele não tem culpa do comportamento do pai. Anna Freud, uma pioneira na psicanálise infantil, descobriu que crianças e adolescente frequentemente atribuem as causas dos eventos dolorosos a eles mesmos. O psicanalista Adam Phillips sugere que crianças que passam pela experiência de eventos incompreensíveis como um intrinsecamente traumático podem lançar-se em uma busca frenética por significados. As crianças pequenas frequentemente recorrem ao pensamento "mágica" para alcançar este objetivo. Por exemplo: "Ele me odeia porque eu disse uma mentira e bati na minha irmãzinha." Meninos rejeitados precisam de garantias repetidas de que nunca poderiam causar sua rejeição pelo pai.

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  2. Evite dar "explicações" precipitadas ou pejorativas, como "Seu pai é um idiota!" Isso pode descarregar a frustração em uma situação tensa, mas quase certamente deixará o menino tão perplexo quanto antes. Sua principal questão continuará a ser - "Mas por que ele me rejeita?" O psicanalista Bruce Fink argumenta que mais importante do que respostas em relação aos acontecimentos enigmáticos são as questões que eles geram. Respostas preemptivas, embora dadas para aliviar o sofrimento, podem bloquear o surgimento de questões únicas que um menino rejeitado pode precisar formular primeiro.

  3. Ouça pacientemente quando um menino fizer perguntas. Fink sugere que isso representa o início da mudança. As respostas podem não existir nesse estágio, mas as perguntas podem convidar novos pensamentos. Por exemplo, perguntas como "Alguma vez ele me amou?" sinalizam que as crenças perturbadoras como "eu não era bom o suficiente para ele" já estão disponíveis para a correção. Reagir perguntando sobre o que vem em sua mente após essa pergunta pode ajudar mais do que apressar as coisas com garantias bem intencionadas, mas não convincentes. A tarefa acaba sendo mudar as crenças dele não expressas anteriormente sobre a rejeição de seu pai.

  4. Incentive um filho rejeitado a expressar suas teorias, e não apenas os seus sentimentos, sobre o porquê de seu pai ter se comportado assim. Freud sugere que os sentimentos não ficam reprimidos, pensamentos e crenças sim. As pessoas muitas vezes sentem emoções intensas que parecem fora de qualquer proporção se comparado ao detalhe que as desencadeou. Esse detalhe pode muito bem ter "tocado" uma crença inconsciente de alguma forma e ter gerado sentimentos poderosos, conscientes e ligados ao pensamento, que permanece inconsciente. Expressar sentimentos por si só pode transitoriamente aliviar a aflição, mas não resolverá a causa subjacente: a crença retida do processamento consciente.

  5. Use a "conversa livre" para trabalhar em prol da crença inconsciente dolorosa; as perguntas espontâneas de um menino podem abrir o caminho para pensamentos adicionais em uma conversa livre. O objetivo é deixar a mente vagar livremente, sem auto-censura, permitindo perguntas e pensamentos se cristalizarem na consciência. Por conscientemente expressar uma crença improvável ou irracional, pela primeira vez, como "Eu fiz o meu pai me odiar", um menino se torna disponível para modificação racional e correção por um membro da família amoroso e fiel.

  6. Use a "brincadeira livre" para garotos mais novos. A psicanalista Melanie Klein descobriu que crianças que carecem de maturidade vocabular para expressar ideias mais complexas em palavras ainda podem fazer uma "livre associação" bastante plena com materiais lúdicos como brinquedos pequenos e desenhos. Por exemplo, se um filhote de leão de brinquedo é deixado sozinho por um leão adulto e grita por socorro, um cenário de rejeição/abandono se expressa. Perguntas como "Por que o leão pai deixou o leão bebê?" pode gerar respostas mais reveladoras do que uma pergunta direta do tipo "Como você se sente sobre o papai?"

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Dicas

  • Não se puna por não ser capaz de aliviar rapidamente o sofrimento de um filho rejeitado. O sofrimento emocional não pode ser aliviado em um piscar de olhos. Ficar ao lado do filho rejeitado dando calor e compaixão e ouvir pacientemente as suas perguntas e pensamentos é profundamente confortante.

Aviso

  • Caso um menino se torna profundamente retraído ou lida com seus sentimentos dolorosos através de um comportamento destrutivo, você pode precisar de ajuda mais especializada. Um psicoterapeuta qualificado pode criar um ambiente delimitado de forma segura, em que as consequências da rejeição de um pai podem ser cuidadosamente exploradas.

Referências

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