Alimentação básica na África

Escrito por robin odach | Traduzido por rodrigo da silva
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Alimentação básica na África
Os pequenos agricultores da África estão plantando menos milho e mais mandioca, porque esta é menos sensível à seca (maize ears image by lefebvre_jonathan from Fotolia.com)

Os alimentos básicos são aqueles consumidos com a regularidade suficiente para produzir energia e nutrientes. Em termos de energia, as Nações Unidas lista a dieta básica do africano contendo 46% de cereais, 20% de raízes e tubérculos, e 7% de produtos de origem animal. Os alimentos básicos que crescem na África precisam ser capazes de se reproduzir em um solo pobre em nutrientes e resistir à seca e ao clima muito quente. Vários grupos humanitários estão trabalhando para ajudar os pequenos agricultores da África a melhorar as culturas locais para fornecer mais comida e dinheiro e assim, atender às necessidades da família.

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Milho miúdo e sorgo

O cereal básico principal na África é o milho miúdo. As vantagens desta cultura é a sua resistência à seca, boa conservação e, de acordo com a Sociedade Vegetariana, contém níveis mais altos de proteína e ferro do que muitos outros cereais. O segundo cereal mais importante é o sorgo, um grão de milho como com folhas maleáveis que se adapta bem aos climas subtropicais e áridos da África. O sorgo é resistente à seca, tem 90% do valor nutricional de milho. O arroz e o milho também são alimentos importantes. O Instituto Internacional de Agricultura Tropical (IITA) desenvolveu métodos de plantio misto de feijão-frade e culturas de cereais porque o feijão corrige a necessidade de nitrogênio em solos pobres.

Mandioca

O IIAT lista a mandioca como uma cultura de segurança porque as raízes podem ficar armazenadas no chão durante dois a três anos, e podem ser cultivadas em solos pobres. Ela contém amido e pode ser consumida cozida ou crua, ou transformada em farinha ou pasta. As folhas da mandioca são consumidas como um vegetal verde e são uma boa fonte de proteína e vitaminas A e B. A África possui 54% das lavouras de mandioca do mundo. Itai Madamombe, escritor de "Africa Renewal", afirma que muitas famílias estão se voltando para o plantio do milho e da mandioca, pois não secam tão rapidamente em condições de seca, e as colheitas estão disponíveis tanto em históricas épocas de fome como no início da estação chuvosa.

Amendoins

Os amendoins, também chamados de nozes bambara, são importantes fontes de gorduras, carboidratos e proteínas e são cultivados em muitos países em desenvolvimento. Os tubérculos são secos ou torrados e usados para fazer sopas, farinha e mingau. Na África ocidental, os amendoins são altamente valorizados pelas mulheres porque elas podem usar um pouco dos lucros em dinheiro para enviar seus filhos para a escola. Além disso, o amendoim é uma boa fonte de proteína e energia para eles, bem como boas fontes de óleo de cozinha e comida para o dia a dia. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Michigan relatam que muitas agências humanitárias estão trabalhando para expandir a produção de amendoim, como forma de resolver o problema da desnutrição e dar autonomia às mulheres.

Inhame

O inhame é um alimento básico importante na África, porque ele pode ser armazenado por até seis meses sem refrigeração, e de acordo com a organização "Global Crop Diversity Trust", ele serve como uma boa malha de segurança entre as safras. Inhames são ricos em vitamina A e carotenóides, antioxidantes importantes na nutrição humana. O IITA está trabalhando em conjunto com pesquisadores da Nigéria para chegar a novas formas de produção de sementes de inhame.

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