Alimentos que contêm capsaicina

Escrito por joanne marie | Traduzido por tradutor em demand media studios
Alimentos que contêm capsaicina
Os pimentões são ricos em capsaicina (Polka Dot Images/Polka Dot/Getty Images)

Você adiciona alimentos picantes e ardidos à dieta porque aprecia o sabor, mas pode não estar ciente dos possíveis benefícios saudáveis da capsaicina, um dos compostos naturais desses alimentos. Chamada de fitoquímico porque é encontrada em alimentos de origem vegetal, a capsaicina é responsável pelo sabor "ardido" que pode queimar a língua em pratos com pimentas picantes. A capsaicina também está presente em quantidades menores, mas possivelmente benéficas, nas pimentas doces.

Pimentas

A capsaicina é um composto que se liga aos receptores das fibras nervosas que transmitem a dor e, eventualmente, o calor, explicando os efeitos dela sobre os tecidos que revestem a boca. Ela é presente em pimentas produzidas por certas plantas de pimenta (Capsicum frutescens), incluindo variedades chamadas caiena, pimentão-verde ou vermelho, espora ou tabasco, que contêm quantidades especialmente elevadas de capsaicina. Essas variedades de pimentas contêm cerca de 198 mil ppm (partes por milhão) de capsaicina.

Outras fontes

Outros tipos de pimentas, geralmente chamadas de pimentas doces, porque não são quentes ou picantes, também contêm capsaicina. O conteúdo do produto químico é menor do que o contido nas pimentas, no entanto, são uma boa fonte de capsaicina, quando consumidas regularmente. As pimentas doces são produzidas por uma planta da pimenta (Capsicum annum), que é diferente da que produz pimentas picantes. Essas são geralmente chamadas de sino, cereja, cone, pimentão-verde ou páprica, dependendo do cultivo específico da planta que as produz. Cada uma dessas pimentas contém 4.000 ppm de capsaicina, cerca de 25% do que é encontrado entre os tipos mais quentes e mais picantes. A raiz de gengibre (Zingiber officinale) também contém capsaicina, mas apenas em quantidades vestigiais.

Benefícios da capsaicina

As pimentas picantes foram utilizadas como remédios pelos índios americanos há milhares de anos. A pesquisa moderna sugere que o consumo de pimentas ricas em capsaicina pode ter benefícios significativos para a saúde. Por exemplo, um estudo clínico publicado na Revista Americana de Nutrição Clínica descobriu que os indivíduos que consumiam pimentas como parte de diferentes tipos de refeições por quatro semanas tiveram níveis reduzidos de insulina após a ingestão, o que sugere que a capsaicina pode ajudar a reduzir o risco de diabetes tipo 2. Outro estudo que investigou o possível benefício cardiovascular de capsaicina, publicado na Revista Europeia de Nutrição Clínica, descobriu que os homens que consumiam pimentas diariamente durante quatro semanas apresentaram uma frequência cardíaca de repouso mais baixa e melhora em outros indicadores da função cardíaca do que apresentavam no começo do estudo.

Precauções da ingestão

As pimentas que contêm grandes quantidades de capsaicina podem causar irritação se tocarem membranas mucosas, os olhos ou as áreas onde a pele é "quebrada", por isso sempre tenha cuidado ao manusear esses alimentos. Depois de lidar com pimentas, lave as mãos imediatamente com sabão para retirar os resíduos do composto. Ainda que a ingestão de pimentas ricas em capsaicina seja geralmente considerada segura e não apresente nenhum risco durante a gravidez, não as consuma durante a amamentação porque a capsaicina passa para o leite materno, de acordo com o Centro Médico da Universidade de Maryland. Além disso, uma boa ideia é consumir esses alimentos com moderação para evitar gases ou outros problemas digestivos.

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