Altos níveis de dióxido de carbono no sangue

Escrito por dee davies | Traduzido por andre trapani possignolo
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Altos níveis de dióxido de carbono no sangue
O excesso de monóxido de carbono no sangue deve ser tratado imediatamente (Comstock Images/Comstock/Getty Images)

Hipercapnia consiste em altos níveis de dióxido de carbono no sangue arterial, um estado de saúde grave que pode resultar em danos permanentes aos órgãos internos, levando a morte se não tratado apropriada e imediatamente. Medicamentos, uma saúde ruim ou fatores do ambiente podem contribuir para essa situação. O envenenamento por dióxido de carbono tem alguns sintomas em comum com o monóxido de carbono, todavia são diferentes.

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Processo natural

O dióxido de carbono produzido pelo corpo humano não é tóxico. Os níveis dessa molécula no sangue só são perigosos se alcançarem extremos. Esse subproduto metabólico costuma ser rapidamente expelido. Uma vez que se dissolve na corrente sanguínea, transforma-se em bicarbonato e é expelido pelos rins ou carregado até os pulmões, nos quais volta à forma de dióxido de carbono e é exalado. O mesmo processo expele o gás carbônico inalado.

Causas

A causa mais comuns de altos níveis de dióxido de carbono no sangue é a alta taxa de bicarbonato devido a medicações. Tomar diuréticos, usar esteroides prolongadamente ou abusar de laxantes, por exemplo.

Outros exemplos são: a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que aumenta a taxa de monóxido de carbono devido à redução na absorção de oxigênio; a inspiração de dióxido de carbono expelido, devido a ventilação inadequada; os casos de mergulhadores que seguram a respiração com frequência para poupar o tanque de ar.

Sintomas

Sintomas mais leves incluem pele corada, contrações musculares, batimentos cardíacos elevados, falta de ar e danos mentais mínimos, como confusão. Sintomas intermediários são letargia, pânico, tontura e suor excessivo. Dentre os mais graves estão inconsciência, convulsões, coma, parada respiratória e morte. Quanto mais tempo o indivíduo ficar sem tratamento ou exposto a uma fonte externa de dióxido de carbono, mais graves se tornam os sintomas e mais rápido se deteriora seu organismo.

Tratamento

Altas taxas de dióxido de carbono no sangue podem resultar em danos cerebrais ou cardíacos permanentes caso não ocorra tratamento imediato. Dependendo da gravidade do envenenamento, o individuo deve receber oxigênio através de uma máscara, um ventilador ou uma câmara hiperbárica. A oxigenoterapia hiperbárica consiste na pressurização de oxigênio em até duas vezes a pressão normal, forçando-o para o corpo. Esse processo acelera a saída de gás carbônico da corrente sanguínea.

Equívocos

O dióxido e o monóxido de carbono com frequência são confundidos. Ambos são gases incolores, insípidos e inodoros. São venenosos em níveis elevados e podem matar. Entretanto, têm composições químicas de origem diferentes. O dióxido de carbono é composto por um átomo de carbono para cada dois de óxigênio. É um subproduto gasoso natural que resulta da função metabólica de respiração de um organismo. O monóxido de carbono é o resultado da queima inadequada e incompleta de combustíveis a base de carbono.

Prevenção e solução

Garantir a ventilação adequada de espaços fechados, não segurar a respiração com frequência e realizar somente o uso adequado de esteroides e laxantes são alguns meios de prevenir os altos níveis de monóxido de carbono no sangue. Pessoas com doenças, como DPOC, ou que estejam tomando medicamentos, como diuréticos ou esteroides prescritos, podem evitar a hipercapnia realizando exames sanguíneos regulares.

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