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Os animais brasileiros em risco de extinção

Tom Brakefield/Stockbyte/Getty Images

Introdução

O Brasil conta com a maior biodiversidade do mundo, mas essa linda riqueza natural se encontra fortemente ameaçada. O desmatamento, o tráfico de animais, a poluição e a caça ilegal são só algumas das ameaças a que o meio ambiente está exposto. O “Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção”, último levantamento sobre espécies animais em risco realizado pelo “Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade”, apontou que há no Brasil 627 espécies ameaçadas. Conheça algumas destas espécies, entenda mais sobre os perigos a que estão expostas e incentive o respeito à natureza.

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Cervo-do-pantanal

Este cervo costumava ser bastante comum por todo o território, estando presente às margens de quase todos os rios brasileiros. É uma espécie que gosta de áreas ribeirinhas alagadas não muito profundas, onde costuma abundar alimento e onde se sente mais protegida de predadores, como a onça, pois neste ambiente são mais ágeis que seu predador. Esta espécie vem sendo vítima da caça ilegal, de doenças do gado e da perda de seu habitat, com os rios sendo usados para o desenvolvimento da agropecuária e também na construção de represas para hidrelétricas.

Tom Brakefield/Stockbyte/Getty Images

Onça-parda

A onça-parda é um dos maiores felinos americanos e está presente em várias regiões brasileiras – de áreas mais desérticas, como o cerrado, a florestas tropicais, como a Mata Atlântica. É um predador solitário, territorialista, de hábitos noturnos, forte, rápido (pode chegar a uma velocidade de 70 km/h) e ótimo escalador, o que lhe dá vantagem na hora da caça frente a outros predadores. É ótima caçadora, boa nas emboscadas, razão pela qual também prefere as regiões com vegetação mais densa e rasteira. Vem sendo vítima da caça ilegal e do desmatamento de seu habitat natural.

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Perereca-verde

Esta perereca de pequeno porte (3,5 cm a 3,9 cm) foi classificada pelo estudo como “criticamente em perigo”. Natural da Mata Atlântica, a perereca-verde teve sua população quase dizimada pelas mudanças climáticas e pela poluição que alteraram seu habitat natural. Seu ambiente ideal são florestas com alguma fonte de água, onde possa desovar suas larvas em água parada. A espécie pode ser encontrada em algumas regiões de Pernambuco e vem sendo acompanhada em unidades de conservação do Instituto Chico Mendes, como a Estação Ecológica do Murici, em Alagoas.

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Arara-azul

Parente próximo do papagaio, a arara-azul é uma ave tipicamente brasileira. Ficou famosa como personagem principal do longa de animação “Rio” (2011), que conta a história de uma arara-azul em busca de um companheiro para continuar a espécie que está se extinguindo por conta do tráfico de animais silvestres. Assim como no filme, na vida real, a espécie corre risco de extinção devido ao contrabando e às mudanças em seu habitat natural. Esta arara, a maior espécie existente, se reproduz em buracos de árvores ou em montanhas e tem uma alimentação muito particular, fatores que também estão contribuindo para a escassez da espécie.

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Borboletas

Dezenas de espécies de borboletas foram incluídas no último levantamento de risco de extinção do Instituto Chico Mendes. Muitas são as causas que ameaçam a existência destas espécies, principalmente a poluição, as luzes artificiais, os inseticidas e a transformação de seu habitat natural. Calcula-se que no Brasil haja mais de 3.300 espécies de borboletas, algumas das quais não se têm registro há mais de 50 anos. Além de lindas, as borboletas são importantes para a polinização de plantas e o equilíbrio da cadeia alimentar.

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Sagüi-da-serra-escuro

Natural da Mata Atlântica, dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, o sagüi-da-serra-escuro gosta de regiões mais altas e montanhosas. É leve, não chega a mais de 400 gramas, e ágil, o que facilita na hora de se defender de predadores. Sua alimentação se baseia em frutos e resinas de árvores, fungos e insetos. Costuma ter o dorso negro ou pardo e a cara branca com pelos mais claros saindo da altura das orelhas. Sua principal ameaça é a mudança em seu habitat natural, mas também vem sofrendo com a competição de outras espécies em busca de alimento.

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Baleia-azul

Trata-se do maior animal do mundo, podendo chegar a 30 metros de comprimento e pesar mais de 100 toneladas. A baleia-azul encontra-se em sério perigo de extinção, tendo sido classificada pelo levantamento do Instituto Chico Mendes como “criticamente em perigo” (antes dessa categoria estão as classificações “extinta da natureza” – que pode ainda existir em núcleos de preservação – e “extinta” – espécie inteira desaparecida). É uma espécie que vive em alto mar e está presente em todos os oceanos, exceto o Ártico. A maior ameaça à espécie era a caça, atividade atualmente ilegal em todo o mundo, mas também é vítima de choques com navios, redes de pesca e poluição.

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Gavião-cinza

O gavião-cinza já era uma ave de rapina rara no Brasil, mais comum na região dos pampas ao sul do país. Este gavião mediano (de 39 a 58 cm de comprimento) alimenta-se de pequenos mamíferos, sapos e aves menores, e faz seus ninhos no chão, em áreas alagadiças. Vem sendo vítima da escassez de comida, pois se alimenta principalmente do garibaldi, uma pequena ave que vem sendo combatida com inseticidas nas plantações de arroz, e das mudanças em seu habitat natural, porque os campos alagados tem sido usados para a plantação de arroz e construção de represas.

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Tartarugas marinhas

As cinco espécies de tartarugas marinhas brasileiras encontram-se ameaçadas. O maior inimigo delas é a pesca incidental – pescadores jogam redes em busca de peixes e acabam “pescando” tartarugas ou deixando as redes no mar, onde as tartarugas se enroscam e não conseguem se soltar. Outros fatores de risco são a caça ilegal, a poluição (engasgamento com lixo, além da contaminação das águas, o que vem provocando sérias doenças) e ameaças humanas (trânsito de embarcações, mudança da vegetação próxima ao mar, etc.). Com todos estes riscos somados à ação de predadores naturais, a estimativa é de que entre mil filhotes, apenas um ou dois chegarão à fase adulta.

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Estrelas do mar

Existem cerca de cinco mil espécies de estrelas do mar, consideradas por muitas pessoas um dos exemplares animais mais bonitos da natureza. No entanto, a sua beleza está pondo em risco a sua existência, pois junto com a poluição, a captura para uso decorativo vem arrasando a população de estrelas do mar por todo o planeta. Na última “lista vermelha” do Instituto Chico Mendes, 14 espécies figuram entre as ameaçadas de extinção. Muito além de sua beleza, elas são importantes para seu ecossistema e para o equilíbrio da cadeia alimentar. Por isso, ambientalistas sugerem: não tire da natureza mais do que fotos e não deixe mais do que pegadas.