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Artistas e bandas que fizeram história no Rock in Rio

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Introdução

O Brasil era um deserto de grandes eventos musicais até os anos 1970. Artistas internacionais se apresentavam apenas esporadicamente e em espaços fechados, de pequeno ou médio porte. Festivais, como os que ocorriam nos Estados Unidos ou na Europa, eram totalmente inviáveis. Até que um empresário ambicioso chamado Roberto Medina trouxe Frank Sinatra para cantar no Maracanã, em 1980. O sucesso da empreitada permitiu que ele fosse ainda mais longe e idealizasse um gigantesco festival, o Rock in Rio, em uma área de 250 mil metros quadrados chamada de Cidade do Rock. Relembre aqui as apresentações históricas desta grande celebração da música, que ganhou várias edições.

Jeff J Mitchell/Getty Images Sport/Getty Images

Queen

Liderada pelo vocalista Freddie Mercury, a banda vivia um momento mágico entre meados dos anos 1970 e dos 1980. Lançando discos de grande sucesso, passou a realizar shows monumentais em estádios mundo afora, originando a expressão “rock de arena”. Portanto, nada mais natural para o grupo se apresentar no primeiro Rock in Rio, em 1985. Diante de mais de 300 mil pessoas, o Queen realizou um show apoteótico, hipnotizante. Entrosados, os músicos emendaram sucessos como “Another One Bites the Dust”, “We Are the Champions”, “We Will Rock You”, “Under Pressure” e “Somebody to Love”. O ápice foi “Love of My Life”, em que o público cantou o refrão a plenos pulmões. De arrepiar.

Frazer Harrison/Getty Images Entertainment/Getty Images

Iron Maiden

Criado em 1975, o Iron Maiden se tornou rapidamente o mais popular e importante grupo da segunda onda do Heavy Metal. Em 1985, portanto, era uma grande atração para o Rock in Rio. Sua participação no festival foi importante também para revelar, a todo o país, que uma grande parcela de jovens havia aderido ao rock pesado. Milhares de pessoas com camisetas pretas foram à Cidade do Rock para ouvir “Powerslave”, “Flight of Icarus” e, claro, “The Number of the Beast”. O show teve direito à aparição de um gigantesco Eddie, o macabro mascote da banda, e a um acidente com o vocalista Bruce Dickinson. O público nem ligou, afinal de contas, tudo era festa.

Alex Wong/Getty Images News/Getty Images

James Taylor

Cantor conhecido por mesclar folk e country com música gospel, o norte-americano James Taylor viveu o auge de sua carreira nos anos 1970, mas vivia um acentuado declínio na década seguinte. Foi então que recebeu o convite para tocar no Rock in Rio. E a mágica se fez. Com um repertório de canções suaves mas impactantes, Taylor ganhou a simpatia das mais de 250 mil pessoas que o receberam de braços abertos. A execução de “You’ve Got a Friend”, cantada em coro pelo público, foi um dos grandes momentos do festival. O show catapultou novamente a carreira do cantor, que compôs até uma canção em homenagem à recepção que teve: “Only a Dream in Rio”.

Simone Joyner/Getty Images Entertainment/Getty Images

Faith No More

Em 1991, o Rock in Rio voltou a ser realizado, mas não na Cidade do Rock. O palco dos shows era agora o Maracanã e grandes grupos da época foram escalados para o lineup, entre eles o Faith No More. Criada dez anos antes e capitaneada pelo figuraça Mike Patton (foto), a banda misturava rock com vários outros estilos musicais, criando canções cruas e pesadas, mas com suingue. E foi esse som sem rótulos, mas extremamente original, que provocou uma catarse no público. Mesmo quem não conhecia a banda curtiu canções como "We Care a Lot", "The Crab Song" e "Zombie Eaters". O show agradou tanto que eles tiveram direito a bis, exclusividade das bandas principais.

Jason Merritt/Getty Images Entertainment/Getty Images

Guns N' Roses

Guns N’ Roses era a banda mais popular do mundo quando aportou ao Rio de Janeiro em 1991 para a segunda edição do festival. O vocalista Axl Rose e o guitarrista Slash comandavam o grupo, que chegou com a pompa de ser a principal atração do Rock in Rio. A expectativa era grande e eles a satisfizeram totalmente com uma fileira de hits como “Paradise City”, “Sweet Child O’ Mine” e “Welcome to the Jungle”. Afiados e muito motivados, os integrantes fizeram dois shows antológicos. Não era sempre que o público brasileiro via, em sua própria casa, uma apresentação da maior banda do mundo. E todos aproveitaram muito bem a oportunidade.

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Oasis

O Rock in Rio voltou à Cidade do Rock em sua terceira edição, em 2001. E trouxe mais uma vez uma grande lista de atrações internacionais. Entre elas, estava o Oasis. Após obter um explosivo sucesso na segunda metade dos anos 1990, a banda dos irmãos Gallagher tinha uma verdadeira metralhadora de hits, que foi disparada à vontade no público brasileiro. Eles já abriram os trabalhos com “Go Let it Out” e logo veio mais: “Supersonic”, “Wonderwall”, “Cigarettes & Alcohol”, “Don’t Look Back in Anger” e “Rock and Roll Star”, que fechou a apresentação. Com tantas canções matadoras, o show só podia ser sensacional.

Scott Gries/Getty Images Entertainment/Getty Images

R.E.M.

O R.E.M foi outra das grandes atrações da terceira edição do Rock in Rio, em 2001. Na época, a banda já se consagrava como veterana, com mais de dez discos lançados e clássicos consolidados em seu repertório. Foi com este status que Michael Stipe e seus asseclas chegaram à Cidade do Rock. Eles superaram os problemas técnicos, que haviam atrapalhado o show dos artistas anteriores, e fizeram uma apresentação memorável. Aditivado pela recém-descoberta caipirinha, Stipe cantou “Man on the Moon”, “The One I Love”, “Everybody Hurts” e, claro, “Losing My Religion”. A apoteose veio com “It’s the End of the World as We Know It”, com o público gritando “And I Feel Fine”.

Mike Lawrie/Getty Images Entertainment/Getty Images

Foo Fighters

Quando resolveu montar o Foo Fighters, Dave Grohl já tinha colocado seu nome na história do rock como baterista do Nirvana. A banda ganhou fama com um rock simples, direto e grudento. E foi com estes ingredientes que o grupo se apresentou na terceira edição do Rock in Rio, em 2001. O carisma de Grohl, aliado a um repertório matador, fez com que a apresentação fosse um sucesso total. Hits como “Learn to Fly”, “My Hero” e “Everlong” levaram os fãs à loucura. Um dos pontos altos do show foi a execução de “Stacked Actors”, em que Grohl e o baterista Taylor Hawkins protagonizaram um genial duelo de baterias.

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Paul McCartney

Após três edições, o Rock in Rio volta em 2004 para uma série de grandes shows em... Lisboa! Alegando razões “estratégicas”, o empresário Roberto Medina transfere o festival para terras portuguesas, mas mantém o nome original. No lineup, ele mistura artistas brasileiros e portugueses a grandes astros. Todos, obviamente, são ofuscados por Sir James Paul McCartney, por motivos óbvios. Não há como resistir a um show com “Hey Jude”, “Live and let Die”, “Get Back”, “Eleanor Rigby”, “All My Loving”, “Blackbird” e tantas outras. Ao todo foram 34 canções executadas com um vigor de adolescente pelo ex-beatle então sessentão. Não há como não classificar um show destes como inesquecível.

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The Police

O Rock in Rio teve três edições em Lisboa: 2004, 2006 e 2008. Neste mesmo ano, Roberto Medina resolve inventar mais uma das suas e leva o festival para Madri. O sistema foi o mesmo adotado em terras portuguesas: somar atrações locais e brasileiras aos grandes astros. Bandas poderosas como Franz Ferdinand foram escaladas, mas a expectativa maior era para o retorno de um clássico dos anos 1980: The Police, que retornara para uma turnê mundial. Canções históricas, como “Message in a Bottle”, “Every Little Thing She Does Is Magic” e “Every Breath You Take” fizeram a festa dos saudosistas e dos fãs mais jovens, que nunca os vira ao vivo.