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Atividades para alunos com discalculia

Escrito por michael monet | Traduzido por ritaciro cavalcante
Atividades para alunos com discalculia

Alunos com discalculia precisam de atividades táteis

old math game image by peter Hires Images from Fotolia.com

Um aluno com discalculia apresenta dificuldades em acompanhar as aulas de matemática. Se não for tratado, este distúrbio de aprendizagem afetará o estudante pelo resto de sua vida acadêmica, pois, depois que uma base sólida é estabelecida no ensino fundamental, as lições matemáticas dependem umas das outras. A matemática é tida como uma área extremamente lógica, em que perguntas diretas têm respostas exatas. Se seu filho ou aluno mostra sinais de discalculia, você pode ajudá-lo a acompanhar o ritmo dos seus colegas com uso de atividades interativas.

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Sobre discalculia

Um professor está sempre ocupado com elaborar planos de aula, dar aulas todos os dias, gerenciar alunos e corrigir provas, testes e deveres de casa. Ser inovativo e instigante em toda aula parece ser uma tarefa difícil, mas ajuda os alunos a aprenderem, eliminando o esforço em ensinar conceitos matemáticos. Alunos com discalculia se sentem frente a números da mesma forma que disléxicos se sentem frente a palavras e frases. Um aluno discalcúlico pode achar impossível usar a calculadora, enquanto outro vê os números invertidos quando escritos em uma equação. Para ensinar estudantes com discalculia, você tem que fazê-los tocar, ver e manipular objetos físicos.

Adição e subtração

Adição e subtração são operações que envolvem dar e tirar. A forma mais fácil de ilustrar isso é com objetos que podem ser tocados e movidos. Eles podem ser uniformes, como blocos, Legos, moedas ou bolas de gude. No começo do dia, dê a cada aluno o mesmo número de itens. Use um número simples, como 20, para começar. Peça aos alunos para contarem e lembrarem o número inicial. Os alunos continuarão seu dia, com uma sacola contendo os 20 itens. Quando um aluno se comportar mal ou ir ao banheiro durante a aula, o professor retira uma bolinha. Os estudantes devem estar sempre cientes de quantos itens lhe restam. Você deve perguntar aleatoriamente a um aluno quantas bolinhas ele tem, dando-lhe cinco segundos para a resposta. Se ele errar, tire mais uma bola. Se acertar, dê-lhe mais uma. No fim da semana, conte todas as bolinhas e dê um pequeno prêmio àqueles que ficaram com a maior quantidade. Lembre-se de, durante a semana, perguntar a todos os alunos quantos itens eles tem para evitar injustiças. Quando seus alunos dominarem a adição e subtração, dê-lhes pequenos gráficos que mostram todo o progresso e que serão úteis para a memorização na próxima etapa, de multiplicação e divisão.

Multiplicação

Quando se quer diagnosticar a discalculia, você deve procurar por certos comportamentos, como um aluno que conta com os dedos ao invés de usar uma calculadora. Estas ferramentas não vão ajudar seu aluno discalcúlico a memorizar operações como multiplicação e divisão. Ao invés disso, use um baralho de UNO. As cartas deste jogo são identificadas por números e cores. Você normalmente joga com atenção às cores, mas neste caso mude a atenção dos alunos para os núneros. Comece com operações simples, como multiplicação de 2 por 5. Coloque uma carta 2 e uma carta 5 na mesa diante dos alunos. Mostre que, para resolver o problema, os alunos podem pensar em dois 5 ou cinco 2, e disponha duas cartas 5 e cinco cartas 2 no chão. Peça aos alunos para adicionar as cartas até chegar a 10. Repita várias vezes. Começando o jogo, divida os alunos em grupos iguais. Dê a eles um número igual de cartas e empilhe o resto. Vire uma carta da pilha e, em turnos, os alunos descartam cartas que são um múltiplo da carta da pilha. Por exemplo, se virar um 2, um aluno com 4, 6 ou 8 pode descartar. Se ele não tem uma carta para descartar, deve sacar cartas da pilha até achar uma.

Divisão

Frações são problemas de divisão, em que o número acima da linha é dividido pelo número abaixo. Alunos com discalculia terão problemas em discernir esta estrutura em papel ou no quadro-negro. Para ajudá-los a visualizar o problema, arranje uma mesa com espaço embaixo para uma atividade de culinária. Embaixo da mesa, guarde um número pré-determinado de itens de cozinha, como duas tigelas, dois copos e três colheres. Pergunte ao aluno quantos itens estão embaixo da mesa, e ele deve responder sete. Peça a três alunos escolherem uma tigela, uma colher e um copo cada, e coloque-os sobre a mesa. Pergunte quantos itens estão sobre a mesa e sob ela. A resposta deve ser três e quatro, respectivamente. Agora, um aluno deve colocar três folhas de papel embaixo da mesa como substitutas das três peças que agora estão acima dela. Pergunte novamente a quantidade, e a resposta deve ser três e sete. Isto ilustra o objetivo de uma fração, o número de baixo numca muda. Quando algo é retirado debaixo da mesa, deve ser substituído para sempre representar o número total de utensílios que você possui. Se tiver tempo, deixe os alunos cozinharem algo quando tiverem entendido o conceito de fração. Atividades divertidas como esta ajudam a fixar o conteúdo.

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