Como fazer uma avaliação neurovascular em pacientes

Escrito por roseanne omalacy | Traduzido por marina vidal
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Como fazer uma avaliação neurovascular em pacientes
Pacientes nas áreas de traumatologia e ortopedia têm grande risco de sofrerem complicações neurovasculares (arm and a leg of a golfer. image by Olena Talberg from Fotolia.com)

As avaliações neurovasculares são realizadas nos pacientes para avaliar o funcionamento nervoso e a circulação sanguínea em diversas partes do corpo. Elas normalmente são feitas quando o paciente sofre alguma lesão ou trauma, necessitando de gesso ou de uma bandagem restritiva. Os enfermeiros costumam ser responsáveis pela realização das avaliações para detectar sinais e sintomas de possíveis complicações, e elas são compostas por cinco passos que servem de guia para os profissionais ao analisarem as funções circulatórias e nervosas.

Nível de dificuldade:
Moderadamente desafiante

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Instruções

  1. 1

    Pergunte ao paciente se ele está sentindo dores, anotando o local, a radiação e intensidade, além de tudo que as faz aumentar ou diminuir. Peça ao paciente que dê uma nota à dor em uma escala de um a dez, sendo que um indica a ausência de dor e dez, a pior dor possível.

  2. 2

    Monitore sinais e sintomas de síndrome compartimental, que consiste em um acúmulo da pressão em um membro que resulta em danos irreversíveis ao tecido, perda de sensibilidade, infecções e amputação. A dor severa que piora com o movimento e não é aliviada através do uso de medicamentos costuma ser um dos primeiros sinais da síndrome e deve ser informada ao médico imediatamente.

  3. 3

    Verifique o retorno capilar pressionando as pontas dos dedos das mãos e dos pés para assegurar o fluxo sanguíneo apropriado. O tecido ficará pálido enquanto a pressão for aplicada, mas a coloração deve voltar ao seu normal rosado dentro de três segundo após a pressão ser removida. Avalie mudanças de cor e temperatura em áreas acima e abaixo da área machucada, que podem significar fluxo sanguíneo insuficiente.

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    Avalie fraqueza e paralisia no membro machucado, guiando o paciente por exercícios de amplitude de movimento e anotando qualquer deficiência de movimento ou força na extremidade machucada. Fique atento para dores severas e espasmos musculares durante os movimentos, o que pode indicar que o paciente tem danos em nervos ou tendões.

  5. 5

    Pergunte ao paciente se tem sentindo mudanças na sensibilidade, como dormência ou formigamento nas extremidades. Verifique se há perda de sensibilidade tocando acima e abaixo da área machucada e observe as reações verbais ou não-verbais em resposta aos estímulos. Documente e reporte qualquer perda ou falta de sensibilidade na área afetada.

  6. 6

    Verifique o pulso nos pulsos e pés e anote a frequência e a qualidade do fluxo sanguíneo em cada extremidade, usando as pontas do dedo indicador e médio para pressionar suavemente o pulso para obter uma medição precisa. Fique atento à diminuição ou falta de pulso, que indica uma redução do fluxo sanguíneo na área.

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    Compare constatações de ambos os lados do corpo, assim como acima e abaixo da área machucada. Mudanças e inconsistências são bons indicadores de fluxo sanguíneo reduzido ou danos nervosos, que devem ser informados ao médico. Caso seja possível, compare os resultados obtidos a resultados de exames anteriores à lesão para uma avaliação neurovascular mais precisa.

Dicas & Advertências

  • Compare os resultados obtidos em ambos os lados do corpo para reconhecer mais facilmente mudanças sutis no problema.
  • Monitore sinais de infecção no membro machucado, como o aumento de vermelhidão, calor ou inchaço próximos à área machucada.

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