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Brincar é coisa séria: a diversão certa para cada fase da criança

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Introdução

Ao brincar, a criança ao mesmo tempo se desenvolve e se diverte. Por isso, é importante saber quais brinquedos são os indicados para cada idade, pois cada fase da infância é responsável pelo desenvolvimento de uma habilidade específica. As atividades ideais colaboram com o desenvolvimento cognitivo, intelectual e motor da criança. Tudo isso pode ser desenvolvido através de brincadeiras. Veja as mais recomendadas pelos especialistas.

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Até os quatro meses de idade

Do primeiro mês de vida até os dois anos, o bebê está na fase sensório-motora, na qual ele descobre o mundo através dos sentidos. Após o nascimento, a visão começa a se desenvolver, por isso são recomendados móbiles. A especialista em desenvolvimento infantil Teresa Ruas revela em entrevista ao site Bebê Abril que os olhos são considerados as primeiras mãos da criança. Por isso, eles acompanham os movimentos atentamente. O uso de mordedores pelo bebê também é recomendado. "Sons, cores, texturas atraem muito a atenção dele e estão entre as brincadeiras ideais dos primeiros meses de vida", destaca Ruas.

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Dos quatro aos seis meses de idade

Dos quatro aos seis meses de idade, o bebê começa a identificar os movimentos que consegue produzir nos objetos. Por isso, são recomendados brinquedos para a criança empilhar ou arrastar. Essa é a idade em que ela mais gosta de deixar as coisas caírem no chão. Isso inclui não apenas a comida, mas também os brinquedos. Portanto, evite aqueles que se quebrem facilmente, pois provavelmente serão atirados o mais longe que a criança conseguir. O melhor mesmo são objetos de pano ou uma bola para o neném ver o efeito de sua ação sobre eles.

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Dos seis aos dez meses de idade

Entre os seis e os dez meses de idade, o bebê começa a identificar formas e sons diferentes. Assim, os brinquedos de encaixar e os que emitem sons em resposta às ações da criança são recomendados. Além disso, ela passa a ter um controle maior sobre o próprio corpo, sendo capaz de se sentar sozinha. De acordo com a arte-educadora do Ateliê Artes e Movimento Suzana Soares, em entrevista ao site UOL Mulher, "no princípio de cada estágio motor percebemos dúvidas, tentativas e erros. Mas, uma vez adquirido o gesto ou movimento, podemos notar a boa qualidade da coordenação e a economia de esforço".

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Dos 10 meses ao 1 ano de idade

O final do primeiro ano de vida é o período em que a maioria dos bebês dá os primeiros passos. Por isso, é necessário incentivar o desenvolvimento motor dos pequenos. Procure deixar um amplo espaço para seu filho engatinhar ou andar. Além disso, nessa etapa o bebê passa a tomar consciência sobre seu corpo e tende a começar a dançar. Estimule-o e esteja disposto a entrar na brincadeira, afinal ele vai aprender através da imitação, repetindo seus movimentos. Para o desenvolvimento sensorial, uma opção são os cavalinhos e cadeiras de balanço, que fazem o movimento de vai-e-vem.

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De um aos dois anos de idade

No segundo ano de vida, a criança começa a fazer alguns rabiscos, então tenha sempre papel e giz de cera à disposição. Isso auxilia na coordenação motora dos pequenos. Aproveite e use brinquedos de encaixar e montar mais complexos. Esse é o momento de aproveitar para inserir tarefas do cotidiano na diversão da criança. "Essa é uma fase em que ela já explora objetos do dia a dia. Penteie o cabelo de sua filha e depois o da boneca, por exemplo", aponta Ruas. Faça o mesmo ao dar banho e escovar os dentes.

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Dos dois aos três anos de idade

Ao final do segundo ano de vida, as crianças já conseguem pedalar em triciclos, montar quebra-cabeças fáceis e brincar com baldes de areia. Os pequenos vão amar fazer e refazer todas as atividades. Portanto, tenha uma grande variedade de brinquedos do mesmo tipo. É nesse momento também que eles vão amar as piscinas de bolinha. Elas são ótimas para a criança perceber o corpo ocupando o espaço, além do movimento das bolas coloridas. Essa atividade melhora a percepção espacial, o senso de controle e o desenvolvimento do equilíbrio da criança.

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Dos três aos quatro anos de idade

Dos três aos quatro anos de idade, a criança desenvolve a criatividade. Dessa forma, ofereça a ela massa de modelar, tinta e lápis de cor. Deixe-a expressar a imaginação. Outro ponto importante dessa etapa do desenvolvimento infantil é querer brincar de faz de conta. Por isso, incentive-a a fantasiar-se de aventureira ou herói e deixe o mundo da imaginação tomar conta. Com essa idade, os pequenos percebem que os desenhos se parecem com a realidade, então você vai receber muitas ilustrações suas feitas por eles. Afinal, eles passam a entender melhor que o que produzem pode ser oferecido ao outro.

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Dos quatro aos cinco anos de idade

A criatividade continua bastante presente dos quatro aos cinco anos de idade, e nessa fase a criança continua gostando de brincar de faz de conta. Aproveite o tempo com seu filhos para ter uma conversa imaginária pelo telefone ou brincar de boneca e fazendinha. Deixe a criança livre para inventar situações de acordo com o cenário. O interesse no desenho continua, então mantenha o giz, o lápis e as canetinhas. Ao final do quinto ano, comece a incentivar a criança a reconhecer o próprio nome escrito e brincar de escrever, mesmo que de mentirinha.

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Dos cinco aos seis anos de idade

Aos cinco anos de idade, a criança começa a elaborar a própria identidade e consequentemente a fantasia vai perdendo espaço. Nesse processo de construção ocorre uma separação maior entre meninos e meninas. Elas começam a se interessar por bonecas, bolsas e bijuterias, enquanto eles costumam procurar trenzinhos, caminhões e todo o universo dos carrinhos. A escola deixa de ser apenas brincadeira e a criança assume mais um pouco de responsabilidade com a leitura e a escrita. É nesse momento também que aumenta o convívio com outras crianças e o número de atividades em grupo.

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Dos seis aos oito anos de idade

A partir do sexto ano de vida, a criança se engaja em brincadeiras que exigem mais raciocínio lógico, como jogos de tabuleiro ou cartas. Aproveite para inserir nas atividades revistas com passatempos e quebra-cabeças mais complexos. Essa é a etapa também do desenvolvimento da competitividade, então trabalhe isso de maneira sadia, através de esportes e jogos cooperativos. Como nessa idade a criança tende a procurar mais os jogos de computador, apresente a ela atividades educativas online. Introduza ainda a leitura de livros, gibis e revistas infantis e controle o tempo gasto com eletrônicos.

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Dos oito aos 12 anos de idade

O final da infância é marcada por jogos com regras. Nisso incluem-se os jogos de tabuleiro, de quadra ou baralho. A partir dos oito anos, a criança já sabe da existência de regras básicas e isso faz com que o jogo seja levado mais a sério. Procure por atividades que promovam a interação familiar e deixe que seu filho perca algumas vezes. Perder é muito importante para o desenvolvimento dele, pois ele precisa saber como lidar com a frustração. Além disso, vai prepará-lo para o mundo real, regido pelas normas da sociedade.