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Características da reprodução dos cangurus

Atualizado em 21 novembro, 2016

Os cangurus são grandes mamíferos marsupiais nativos da Austrália. Eles desenvolveram uma série de adaptações, tais como pernas traseiras fortes, ao longo de sua evolução. Eles também apresentam várias adaptações de reprodução, incluindo a capacidade de produzir descendentes durante todo o ano. As fêmeas podem carregar os embriões em fases distintas de desenvolvimento ao mesmo tempo. Os machos acasalam-se com várias fêmeas e tentam impedir que outros machos os alcancem. Os machos competem pelas oportunidades de acasalamento ao morder, socar e chutar.

Os cangurus possuem um marsupium ou bolsa, que faz parte do sistema reprodutivo (John Foxx/Stockbyte/Getty Images)

Época de reprodução

Cangurus masculinos e femininos podem acasalar em qualquer época do ano. As fêmeas estão prontas para acasalar novamente alguns dias depois de dar à luz. Os machos podem verificar se a fêmea é receptiva ao cheirar a urina. O acasalamento costuma ser rápido, muitas vezes dura 15 minutos. Embora elas geralmente deem à luz uma cria por vez, as fêmeas podem ter uma prole em diferentes estágios de desenvolvimento ao mesmo tempo, porque elas possuem uma bolsa que pode manter mais de um animal.

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Período de gestação

Os cangurus têm períodos de gestação curtos, que duram cerca de 33 dias. Isso pode variar ligeiramente de acordo com a espécie. Embora o estágio de desenvolvimento no útero seja curto, os recém-nascidos levam cerca de 70 dias sem sair da bolsa, onde terminam o desenvolvimento. Os cangurus jovens possuem cerca de 2,5 cm de comprimento quando nascem, mas possuem membros adaptados para rastejar no corpo da mãe, atingindo a bolsa, onde se ligam a uma mama.

Dentro da bolsa

Os cangurus são animais marsupiais, pois as fêmeas têm um órgão chamado marsupium ou bolsa, onde guardam o canguru recém-nascido. Embora ainda embriões no nascimento, os cangurus têm músculos fortes de mandíbula, membros e línguas. Depois de sair da bolsa pela primeira vez, os filhotes ainda voltam para a bolsa para se alimentar por cerca de um ano.

Diapausa embrionária

Embora as fêmeas sejam sexualmente receptivas e possam acasalar logo após dar à luz, o desenvolvimento de um novo embrião é interrompido em uma fase inicial. O embrião permanece dormente no interior do útero até que outros filhotes estejam permanentemente ligados à mama, dentro da bolsa. Somente quando a bolsa é desocupada, o embrião dormente continua a se desenvolver. O fenômeno é chamado de diapausa embrionária. A fêmea também possui duas vaginas, ambas funcionais para acasalamento. Durante o nascimento, as duas vaginas fundem-se para formar um canal de nascimento.

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Referências

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