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Os cinco estágios do conflito

Atualizado em 13 junho, 2017

Todos os conflitos parecem passar por uma série de estágios. O número exato e a natureza dessas fases variam, dependendo do especialista que faz as devidas distinções. No livro "Essentials of Organizational Behavior", o autor Stephen P. Robbins descreve cinco níveis de conflito, começando com a oposição em potencial e terminando com os possíveis resultados. Eric Brahm e Louis Kriesberg, do projeto Além do Conhecimento da Intratabilidade, da Universidade do Colorado, enxergam a situação como uma série de sete patamares que, de alguma forma, sobrepõem os cinco considerados por Robbins.

O grito é um comportamento que ocorre na evolução dos estágios do conflito (Creatas Images/Creatas/Getty Images)

Emergência

A emergência acontece quando se abre espaço para a hostilidade e uma situação em potencial se torna um conflito. Segundo o contexto organizacional de Robbins, isso é dividido em dois estágios sequenciais. Começando com "oposição em potencial ou incompatibilidade". Brahm e Kriesberg chamam de "conflito latente", quando a oportunidade do embate é consumada, devido às dissidências na comunicação, ação ou questões pessoais. Se um lado for afetado negativamente por essas condições, o suficiente para reagi-las, o conflito se transforma no que Robbins chama de fase da "cognição e personalização".

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Escalação

Nesse estágio, o conflito evoluiu, de forma que as duas parte percebem a intenção do outro, seja corretamente ou, como é normalmente o caso, erroneamente. É nesse momento que os envolvidos começam a exibir comportamentos em oposição direta às intenções do oponente, como afirmações competitivas e táticas de evasão. Aqui, o embate pode se tornar "institucionalizado", caso as partes continuem a ver o outro como adversário, perpetuando suas percepções da identidade da outra pessoa, baseada na posição dessa no conflito.

Crise

Em um certo momento do conflito, os adversários se tornam tão polarizados que nenhuma parte quer conceder, mesmo com nenhum dos dois estando prontos para ganhar. Essa crise (ou fase de emergência) pode ser alcançada depois de estratégias de dominação terem falhado, os apoios terem ficado inexistentes, os recursos terem dissolvido ou se os custos dessa briga tiverem ficado muito grandes. Geralmente, é nessa hora que se abre espaço para a percepção do impasse.

Negociação

Uma vez que os dois envolvidos reconheceram que chegaram a um impasse, a tenacidade das devidas posições se afrouxa, as intensidades e os anexos emocionais se suavizam e a vontade de escutar o outro cresce. Nesse ponto, a situação chega a um nível de "desescalação" e a possibilidade de que surjam alguns acordos existe. Formam-se estratégias, como compromissos e barganhas.

Resolução

O que Robbins se refere à fase das consequências, Brahm e Kriesberg dividem em dois níveis: "acordo/resolução" e "construção da paz pós-conflito e reconciliação". Seja qual for a nomenclatura, essa quinta e fase final ocorre quando o conflito, de alguma forma, resolve-se pacificamente, se possível. Robbins nota que os resultados podem ser funcionais ou desfuncionais.

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Referências

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