Coevolução de plantas e animais na polinização

Escrito por doug leenhouts | Traduzido por angela spada
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Coevolução de plantas e animais na polinização
As orquídeas em geral são polinizadas por vespas (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

A flora e a fauna compartilham uma relação simbiótica, sendo cada qual essencial para a sobrevivência e reprodução do outro. Sem os insetos e pássaros para transportar o pólen, muitas plantas não seriam capazes de compartilhar seu material genético. Esses polinizadores não transportam intencionalmente o pólen entre as plantas, eles as usam fonte alimentar. A troco de seus serviços de polinização, esses insetos e pássaros são recompensados no futuro, quando novas plantas crescem e reiniciam o processo.

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Gimnospermas e angiospermas

As plantas podem ser classificadas em dois tipos, de acordo com seus métodos reprodutivos: gimnospermas e angiospermas. Os gimnospermas -- que supostamente são o ramo mais velho das plantas, incluindo coníferas, samambaias e musgos -- têm cones masculinos que liberam o pólen no ar, o qual é capturado pelos cones fêmeas antes de ocorrer a fertilização. É neste ponto que entra a a seiva, pois é usada para capturar o pólen aerógeno. Os angiospermas são plantas florescentes que enviam o pólen do órgão reprodutor masculino, o estame, para o órgão reprodutor feminino, o pistilo. Isto pode ser facilitado pela difusão do pólen no vento ou listando a ajuda de insetos e animais, quer queiram ou não. Usando insetos para o transporte de pólen, as plantas podem empregar menos energia na sua produção, uma vez que sua distribuição é mais focalizada.

Coevolução geral

O caso genérico de coevolução, em termos de polinização, é demonstrado pelo fato de que algumas plantas e insetos não evoluíram especificamente em benefício de apenas uma espécie. Isto significa que algumas plantas evoluíram para que seu pólen fosse disseminado por abelhas, besouros e outros insetos e não por uma só espécie. Este tipo de polinização resulta em desperdício de pólen e, portanto, de energia e recursos, visto que muitos desses polinizadores não visitam o mesmo tipo de planta com muita frequência.

Coevolução específica

Quando insetos e plantas evoluem juntos, cada qual sucumbe às forças da seleção natural para reduzir as características que não se combinam, isto é chamado de coevolução específica. Por exemplo, muitas plantas florescentes têm marcas características que atraem somente certo tipo de polinizador. Outras plantas e insetos evoluíram para alterar suas formas a fim de se acomodarem, como a planta da iúca e a mariposa-da-iúca. A abertura da flor desta planta ocorre no tamanho exato para que este tipo de mariposa se introduza em seu interior, cobrindo-se de pólen, enquanto se alimenta. A planta comum, boca-de-lobo, é outro exemplo, evoluindo de modo que o formato de sua flor possuísse o tamanho exato do zangão, de acordo com a University of Cincinnati.

Formatos de flores

Embora as flores sejam as primeiras a atrair os polinizadores para uma planta e devam acomodar os insetos, elas também devem se proteger contra eles. Um exemplo deste tipo de proteção pode ser visto na estrutura foliar dobrada para cima, de algumas plantas, para que o óvulo não seja comido por insetos famintos. Outras plantas, como a orquídea-língua, evoluíram para parecer exatamente uma vespa fêmea, a fim de atrair vespas machos. Quando a ingênua vespa macho começa a fazer sexo com o que pensa ser uma fêmea, a orquídea então o cobre de pólen, que então é espalhado para outras plantas.

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