Coloque um fim nas birras na hora de dormir

Escrito por shannon philpott Google | Traduzido por ana carolina dantas
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Das lutas aos doces sonhos

Coloque um fim nas birras na hora de dormir
Estabelecer uma rotina na hora de dormir com seu filho pode acabar com as pirraças (Goodshoot/Goodshoot/Getty Images)

Os pais precisam demonstrar paciência e valorização do curto período de tempo que gastam colocando os filhos para dormir.

— Anastasia Gavalas, consultora de educação na criação de crianças

Ocenário é conhecido. É hora de ir dormir, mas seu filho quer que você leia mais um livro ou cante mais uma canção de ninar. E assim que você termina, ele quer um pouco de água, e mesmo depois ainda se recusa a ficar quieto. Antes que você perceba, ele está cansado e triste, o que resulta em uma birra -- e em uma mãe cansada. No entanto, fazer seu filho cumprir a hora de dormir não precisa ser uma batalha. Com orientações estabelecidas e um entendimento claro da necessidade do sono, os pais podem parar a pirraça e mandar as crianças para a terra dos sonhos.

Como as birras se desenvolvem

As birras variam de choramingos carentes a socos com a criança se jogando no chão. O que causa tal comportamento?

As crianças são ensinadas – inadvertidamente – a fazerem birra, diz a Dra. Deborah Gilman, psicóloga na Pensilvânia. "As birras são um comportamento que os pequenos aprendem como resultado da atenção dada a eles quando não conseguem o que querem", diz ela. "Com o tempo, a criança aprende que, se agir de maneira dramática, conseguirá o que deseja, e enquanto as pirraças lhe derem o que quer, elas continuarão e provavelmente ficarão mais dramáticas."

Na hora de dormir, o que seu filho quer é ficar com a mamãe e o papai. Cansaço e falta de estrutura são o que normalmente desencadeia as pirraças à noite.

John Duffy, um psicólogo clínico que vive em Chicago, diz que o fator mais potente geralmente é um sistema familiar que permite birras. "Se nos mantemos calmos, mesmo sob circunstâncias estressantes, normalmente recebemos o mesmo dos nossos filhos", diz Duffy. "Mas se somos irritados, explosivos e impulsivos, recebemos isso das crianças da mesma forma."

Seu filho também pode entrar em pânico quando se vê sozinho na hora de dormir. Fran Walfish, psicoterapeuta infantil e autora de "The Self-Aware Parent" (Pais autoconscientes), observa que a resistência ao sono quase sempre tem suas raízes na ansiedade da separação.

"Quando uma criança é colocada para dormi separada da mãe, é absolutamente normal que ela sinta um pouco de ansiedade", diz Walfish. "É naturalmente desagradável se sentir inseguro, então as crianças resistem chorando, gritando e exigindo implacavelmente."

O temperamento do seu filho também pode desempenhar um papel nas birras. "Se seu pequeno é decidido e teimoso, você começará um cabo de guerra", diz Walfish. "Se ele é mais doce e calmo, pode ser que não lute tanto com você."

Lutar contra o sono durante as transições da vida é natural. "Se você tem uma nova babá, uma doença ou morte na família, uma nova criança ou se um dos pais viaja a trabalho, você verá a mudança na interrupção do sono", acrescentou Walfish. "Espere e tenha um plano de trabalho ao qual possa recorrer toda vez que o tempo fechar entre você e seu filho."

Acabando com a enrolação

Se seu filho implora por mais uma história, mais cinco minutos juntos ou um copo d'água ou lanchinho, você não é a única a passar por isso. Uma das táticas de enrolação mais comuns que as crianças usam são inúmeras idas ao banheiro, diz Tammy Gold, da Gold Parent Coaching. "Para aqueles que acabaram de aprender a usar o vaso, os pais ficam super felizes de obrigá-los, então eles enrolam, vão e sentam, vão e sentam. Depois água e lanches viram motivo de enrolação, pois os pais têm medo de que eles acordem com fome no meio da noite", diz Gold.

Gold, mãe de três, diz que percebeu que as táticas dos filhos precisavam de um equilíbrio de atenção e limites. "Eu sempre recomendo pelo menos 15 minutos para ficar aconchegado e fazer aquelas coisas maravilhosas na hora de dormir, porque elas realmente fazem diferença para se ligar aos filhos e os deixarem confortáveis à noite", diz ela. "Eu nino minha filha de 1 ano com duas canções antes de colocá-la no berço e nino e canto com a de 3 anos antes de sentar na cama com minha filha de 6 e conversar sobre a noite dela. É um longo processo que começa cedo para que todas tenham tempo suficiente."

Embora Gold dê bastante atenção, ela também estabelece limites rígidos para as filhas na hora de dormir. "Elas não podem sair da cama ou do quarto após dizermos boa noite", diz Gold. "Os pais definem os horários e ponto."

Walfish recomenda que o ritual da hora de dormir seja longe da cama. "Faça um canto dos livros para leitura no quarto colocando cobertores e almofadas no chão", sugere ela. "Ao terminar, acompanhe seu filho até a cama, cubra-o, sente-se na sua cadeira e fim de papo. É uma mensagem clara para a criança de que assim que ela coloca a cabeça no travesseiro, a tarefa dela é relaxar e dormir."

Estrutura e hábito são as melhores apostas para reduzir as birras na hora de dormir. "Pais que criam um conjunto de rituais próximos a hora de deitar tendem a ter mais sorte, e ela aumenta quanto mais consistentes forem esses rituais a cada noite", diz Duffy. "Embora seus filhos nunca peçam, consistência e estrutura é o que eles mais precisam."

Benefícios do sono

Como o cansaço e a exaustão geralmente levam a fiascos na hora de dormir, garantir que seu filho esteja bem descansado pode fazer diferença para toda a família. Reconhecer a quantidade de sono que a criança precisa ajudará você a definir um horário de dormir apropriado e mantê-lo.

Gold coloca suas filhas para dormir às 19h, porque precisam acordar às 7h da manhã. "Eu acho que se você vai acordar seus filhos pela manhã, eles não estão indo pra cama cedo o bastante", diz ela. "Para uma criança, um cochilo de uma hora e meia a três horas e 10 a 12 horas durante a noite são cruciais para todas as áreas do crescimento, inclusive emocional, social e cognitivo."

Gilman diz que o sono desempenha um grande papel na atenção, aprendizado, controle emocional e tolerância à frustração, além de em como uma criança interage e se desenvolve fisicamente. "O sono é necessário para reenergizar o cérebro das crianças e prepará-las para o dia seguinte de descobrir o mundo, é como carregar o celular no final do dia", diz ela. "Se você não carregá-lo completamente, a bateria não durará até o dia seguinte."

É difícil exagerar no sono e seu filho precisa estar descansado para evitar birras a qualquer hora do dia. "O corpo fica saudável, o sistema imunológico se fortalece e você evita uma criança emocional e mentalmente exausta no final do dia", diz Duffy.

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