Complicações da Cirurgia Reversiva de Colostomia

Escrito por gary brown | Traduzido por luis fernando dias carvalho
Complicações da Cirurgia Reversiva de Colostomia

Médicos preparando o paciente para a reversão da colostomia

Jupiterimages/Comstock/Getty Images

A colostomia é uma abertura feita em uma parte do cólon (intestino grosso) que permite a evacuação de fezes para coleta em uma bolsa externa anexada à pele. Uma colostomia pode ser realizada por diversos motivos; o mais comum é a obstrução do cólon devido ao câncer. As complicações da cirurgia para reverter a colostomia podem ser divididas em dois tipos: aquelas relacionadas à anestesia e as relacionadas ao próprio procedimento cirúrgico.

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Complicações anestésicas

Apesar de haver um número de complicações anestésicas que possam ocorrer, elas normalmente são raras. Reações alérgicas podem acontecer devido aos medicamentos usados na anestesia. Pode haver também dificuldade em inserir o tubo respiratório, quedas de pressão sanguínea e laringoespasmo severo (espasmo da traquéia que resulta em extrema dificuldade respiratória). Essas complicações não ocorrem com frequência e não são típicas da cirurgia de reversão da colostomia, podendo ocorrer em qualquer procedimento cirúrgico que necessite de anestesia geral.

Complicações cirúrgicas gerais

Uma infecção de ferimento pode se desenvolver após a cirurgia de reversão da colostomia. Apesar de esta complicação não ser específica desta cirurgia, nela há uma incidência maior de infecção do ferimento. Sangramento excessivo é outra complicação cirúrgica universal.

Falha na ligação das extremidades do cólon

Ao reverter a colostomia, o cirurgião deve reconectar o cólon reparando a abertura criada na cirurgia anterior. Isto é para restabelecer continuidade. O cólon restaurado é então recolocado no abdômen, e a pele e os tecidos subcutâneos também são reparados. A complicação mais temida da cirurgia é a falha do cólon restaurado em se curar. Quando isto ocorre, fezes entram na cavidade abdominal e causam uma infecção intra-abdominal severa, sendo necessária outra cirurgia para evacuar o líquido infectado (pus) e as fezes. Quando isto acontece, geralmente outra colostomia é feita, porque não é seguro tentar um outro reparo do cólon. A infecção intra-abdominal pode ser tão severa a ponto de exigir a remoção de uma grande parte dos intestinos ou até mesmo internação na unidade de terapia intensiva. Falha na recuperação do cólon pode não manifestar sintomas até cinco dias ou mais após a realização do reparo. Os sintomas incluem dor abdominal, vômitos, constipação, febre, inchaço abdominal e perda de apetite.

Outras complicações

Outras complicações que não estão diretamente relacionadas à reversão da colostomia mas sim a qualquer procedimento cirúrgico que necessite de anestesia geral podem ocorrer; a exemplo, pneumonia, infecção urinária e trombose venosa profunda.

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