Consenso vesus teoria do conflito

Escrito por walter johnson | Traduzido por alexandre girardi
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Consenso vesus teoria do conflito
As mensagens de protestos radicais modernos são contra privilégios da elite dominante. (graffiti fist image by Goran Bogicevic from Fotolia.com)

Em termos de entender o comportamento humano e suas restrições, nada pode ser mais oposto que o consenso e a teoria do conflito. A teoria do consenso salienta o que um grupo social tem em comum, enquanto a teoria do conflito salienta o fato de diferentes grupos terem variadas formas de acesso ao poder e à riqueza. De fato, suas evidenciações estão completamente opostas no que tange as ações do homem, fazendo disso o centro de toda a sociedade humana.

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História

A maioria das teorias sociais tem historicamente sido baseadas na noção de consenso. Até o século XVIII e as revoluções que se seguiram não havia surgido a ideia de conflito no centro das atenções. Escritores como Platão e Rousseau haviam salientado meios de evitar o conflito criando ingredientes de consenso. Apenas quando teóricos marxistas, anarquistas e racistas começaram a aparecer na metade do século XIX é que noções de conflito tomaram lugar do consenso dentro da teoria social. De acordo com tais ideias radicais, o consenso era impossível, a não ser que diferenças de poder e riqueza fossem eliminadas.

Características

O consenso gira em torno da cultura. Cultura, em sua definição mais reducionista, são as normas quais a maioria da sociedade decidiu serem úteis para se proceder. Defensores da cultura afirmam que normas culturais existem porque elas têm resistido ao tempo e provaram a si próprias na arena da história. A teoria do conflito ataca essa abordagem dizendo que a cultura em si é criação de uns poucos privilegiados.

Definições

A teoria do consenso procura determinar o que todas as pessoas na sociedade têm em comum. Esta semelhança se torna o elemento central do homem médio da sociedade. Essa abordagem teórica salienta o fato de que a realidade do consenso, aquele homem médio (ou personagem público), deve preceder a articulação real daquele consenso. Em outras palavras, é uma realidade social e um meio de entender essa realidade. A teoria do conflito, por outro lado, procura determinar quem, por que e como aqueles com poder puderam impor específicos aspectos de cultura em uma sociedade. De acordo com essa teoria, cultura é um meio pelo qual os poderosos, que são aqueles com riqueza ou status social, impõem sua vontade sobre a sociedade. Sendo assim, uma poderosa esperança de fazer a "cultura" parecer um consenso, enquanto na realidade, é a criação de uma elite.

Desafios

Ambas as teorias têm dificuldades substanciais. Quanto à teoria do conflito, pode-se pensar que falta uma explicação de como o consenso foi imposto às sociedades e por que tem sido geralmente aceita por longos períodos. Por outro lado, teóricos do consenso podem ser acusados de se esquecer sobre como pessoas em qualquer cultura estão divididas umas das outras e têm acesso desigual ao poder. Os poderosos têm acesso à educação, prestígio social e riqueza que lhes possibilita vantagens enormes para fazer sua voz ser ouvida sobre a do resto.

Significância

As duas teorias, em último caso, existem para promover um consenso. O problema real é qual tipo, e sob que condições. Os teóricos do conflito, tipicamente identificados com algum tipo de socialismo, acreditam que possa existir o consenso tão logo as pessoas sejam iguais. Mas também fica claro que apenas a revolução e um partido revolucionário podem fazer isso acontecer. Teóricos do consenso asseguram que a história não pode ser destruída tão facilmente e que as identidades das pessoas variam e derivam do consenso tradicional que tem existido há muito tempo. A revolução não poderia mudar isso, segundo eles.

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