Como converter-se ao budismo

Escrito por douglas matus | Traduzido por pedro santos
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Como converter-se ao budismo
Existem mais de 500 milhões de budistas no mundo (Buddha image by Harald Lang from Fotolia.com)

Ao se juntar a aproximadamente 500 milhões de budistas que existem no mundo na busca pela iluminação espiritual, você responderá várias questões filosóficas e espirituais profundas. Budistas são pessoas bem humoradas, que amam a paz e têm o compromisso de viver uma vida altamente espiritualizada. O budismo não tem uma ideologia fechada e inquestionável, como a maioria das crenças religiosa, mas com certeza existem elementos de misticismo e espiritualidade.

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Saiba o que faz o budismo ser diferente das outras religiões

No budismo, não existe Deus, nem deuses ou deusas, serafins, querubins, arcanjos, demônios, feras mitológicas, familiares, ciborgues pan-dimensionais ou arbustos falantes. Essa é uma coisa que o diferencia das outras grandes religiões e também é o que o torna tão atraente para a ultra-racional e cientificamente treinada mente ocidental. A única regra inquebrável do budismo é que você deve aceitar os ensinamentos do Buda. Existe uma história da tradição budista sobre um devoto de outra religião que procurou o Buda e tentou convertê-lo. O homem ficou tão impressionado com as palavras do Buda que decidiu se tornar um seguidor dele. O Buda disse: “Faça uma investigação adequada primeiro”. Perceba que o Buda não pregou agressivamente, mas sugeriu que as pessoas deveriam pegar ou largar de acordo com sua avaliação pessoal, sem confiar no que ouviram falar ou na mera tradição.Por isso, estude quantas fontes achar necessário e decida por si mesmo. Mantenha essa história em mente ao ler sobre o budismo; ela exemplifica fortemente seus valores centrais de conquistar sua própria felicidade interior em vez de seguir cegamente as palavras de outros. Práticas e ensinamentos comuns vêm de dois ramos: a Escola de Anciãos (Theravada) e o Grande Veículo (Mahayana), que tem como uma subdivisão bem conhecida o Budismo Zen.

Entenda os sinônimos para Buda

Buda é chamado de várias formas e mencionado em diferentes textos e livros antigos. Todos estes nomes são sinônimos de Buda: Siddharta Gautama, Aquele Que Despertou, O Abençoado, Shakyamuni, Tathagata, Grande Vidente, Aquele Que Mostra O Caminho e O Iluminado.

Aprenda as quatro nobres verdades

O Buda falou pela primeira vez na condição de “Aquele que despertou”. Sua palestra explicou as Quatro Nobres Verdades do Budismo. Essas Nobres Verdades são o centro do sistema de crença budista. A única forma de alcançar a iluminação (que é algo bom) é aceitar essas nobres verdades. A primeira nobre verdade: a Vida é caracterizada pelo sofrimento, dor e insatisfação. A Segunda Nobre Verdade: a origem do sofrimento é o desejo de prazer, existência e não-existência. A Terceira Nobre Verdade: Existe um modo de livrar-se do sofrimento. A Quarta Nobre Verdade: para se livrar do sofrimento, você deve seguir a Senda Óctupla.

Siga a Senda Óctupla e os Cinco Preceitos

O motivo para tornar-se um budista é alcançar a felicidade e tornar-se “iluminado”. Para isso, você deve seguir a Senda Óctupla. Depois que tiver conquistado os oito passos, você estará oficialmente iluminado.

  1. Conhecimento correto: esforce-se para compreender as Quatro Nobres Verdades. Isso pode parecer redundante, mas a linguagem é enganadora, e o Grande Vidente queria assegurar que você estivesse garantido por todos os lados. As Nobres Verdades talvez não sejam tão diretas quanto parecem a princípio. Por isso você deve esforçar-se para compreendê-las totalmente.

  2. Pensamento correto: dedique-se conscientemente a viver em harmonia com as Nobres Verdades elucidadas pelo Buda.

  3. Fala adequada: nada de fofoca, mentira, deslealdade e linguagem chula. Se você não tem anda de valor a dizer, fique quieto.

  4. Conduta correta: para o budista laico (ou seja, budistas que não são monges), a Conduta Correta significa seguir os Cinco Preceitos. Se você é um monge, existem algumas regras de conduta, mas não se preocupe com elas até que esteja pronto para se tornar um monge.

  5. Viver corretamente: vá em paz para o mundo e não faça mal aos outros. Por isso, escolha uma profissão que não faz mal aos seres vivos e não mate pessoas.

  6. Esforços corretos: domine o fluxo de pensamentos negativos, substituindo-os por bons pensamentos.

  7. Consciência correta: atinja uma intensa consciência de seu corpo, emoções e estados mentais. Aquiete os ruídos em sua mente e viva no presente.

  8. Concentração correta: aprenda a respeitar (e pratique) vários tipos de meditação, importante foguete que o impulsiona na plataforma de lançamento para a iluminação.

Os Cinco Preceitos são regras básicas do budista laico. Não são mandamentos dados a você por um Deus zangado que o ameaça caso você o desobedeça, em vez disso, são diretrizes que devem melhorar seu karma e ajudá-lo ao longo da Senda Óctupla no caminho da Iluminação. Essas poucas regras o mantêm afastado dos piores tipos de perigo, mantendo-o mais feliz. Não mate homens ou animais. Não roube. Não minta. Não traia a pessoa amada. Não use drogas ou beba álcool.

Refugie-se no Buda, no Dhamma e na Sangha

O budismo é basicamente feito de três coisas: O Buda: Aquele que despertou; O Dhamma: o ensinamentos, incluindo as Quatro Nobres verdades, a Senda Óctupla e um grande cânone de textos sagrados; e a Sangha: uma comunidade de monges budistas e seres iluminados. Você torna-se um budista, em parte, “refugiando-se” no Buda, no Dhmma e na Sangha. Isso significa que você concorda em aprender com exemplo do Buda, com os textos sagrados e em participar de algum modo na organização de monges budistas e pessoas laicas. É uma boa ideia entrar em contato com um sacerdote budista. Procure templos ou associações na internet ou veja a seção Guia de Recursos Globais no Journal of Buddhist Ethics (Periódico de Éticas Budistas). O sacerdote (que pode ser um homem ou uma mulher) irá guiá-lo em sua iniciação em seu ramo de budismo e talvez estabelecerá algum ritual de compromisso, que não é absolutamente necessário. Se você não quiser entrar em contato com um sacerdote (ou não puder), mas ainda assim gostaria de fazer algo parar marcar a ocasião em que sai em direção a um novo caminho, você pode fazer uma iniciação online do tipo “faça você mesmo”. Do contrário, apenas tente seguir os Cinco Preceitos e aprender sobre as Quatro Nobres Verdades.

Decida como quer fazer do budismo uma parte de sua vida

Às vezes, o budismo, principalmente do modo como foi adotado no ocidente, pode parecer tão liberal e diluído que fica difícil distinguir entre um budista de verdade e um simples “mente aberta em procura da verdade”. Não existe uma lei sagrada dizendo que você deve, por exemplo, comparecer a uma cerimônia no templo toda quarta-feira e doar 10 por cento de sua renda ao Dalai Lama. O budismo laico é o mais flexível que uma religião pode ser. Mesmo assim, um de seus refúgios como budista é a Sangha (comunidade de monges e monjas). Eles passam todos os dias tentando tornar-se pessoas melhores e mais sábias (com diferentes graus de sucesso) e alguns deles estão disponíveis para lhe fornecer conselhos e orientações em determinados horários. Sua jornada espiritual pode beneficiar-se da sabedoria deles, bem como da companhia de outros budistas.

O budismo pode ser frustrante para alguém que procure orientação espiritual exatamente pelo fato de que “Aquele que despertou” percebeu a mais alta sabedoria como uma espécie de ausência. Toda vez que você encontrar uma estrela no firmamento budista para guiá-lo, ela desaparecerá na escuridão. E esse é, de certo modo, o objetivo. A verdade do Caminho do Meio deve estar além do alcance daqueles que a buscam. Relaxe. Aproveite a vida. Regozije-se na ausência do peso de regras ou doutrinas. Descobrir o budismo não é o começo de sua busca por sabedoria, e refugiar-se o Buda não será o fim. Siga a orientação de seu sacerdote (caso tenha um), continue lendo e adote uma doutrina espiritual que pareça adequada a você. Isso pode incluir ir ao templo local, fazer atos de caridade, ir para um retiro, meditar, contemplar os textos sagrados ou, talvez, até tornar-se um monge noviço.

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