on-load-remove-class="default-font">
×
Loading ...

Craques do futebol: Dunga

Carlos Caetano Bledorn Verri, conhecido no mundo do futebol como Dunga, viveu o inferno e o céu como volante da seleção brasileira. O volante de estilo aguerrido, foi estigmatizado como o símbolo do fracasso do Brasil, na Copa de 1990, mas deu a volta por cima quatro anos depois, levantando a Copa do Mundo na condição de capitão do time canarinho. Conquistou vários títulos nos clubes por onde passou, como Corinthians, Vasco da Gama, Jubilo Iwata (Japão) e, principalmente, no Internacional de Porto Alegre, onde se consagrou como ídolo. Conheça sua trajetória nos campos.

Dunga foi campeão mundial com o Brasil em 1994 (Getty Images)

O início

Dunga foi formado nas categorias de base do Internacional de Porto Alegre, seu time de coração. Estreou como profissional em 1982, aos 18 anos. Disputou dez partidas e conquistou dois campeonatos gaúchos, em 1982 e 1983. Sua raça e dedicação chamaram a atenção do Corinthians, que o contratou em 1984. No clube paulista, disputou 61 partidas e anotou cinco gols, seus primeiros no profissionalismo. Teve ainda rápidas passagens por Santos (1986) e Vasco da Gama (1987).

Loading...

Na Itália

O bom futebol desempenhado nos clubes brasileiros o levou à Itália, cujo campeonato era o mais badalado e competitivo do mundo. Disputou a temporada 87/88 pelo Pescara, disputando 23 partidas e marcando dois gols. De 1988 até 1992, defendeu o Fiorentina (124 jogos e oito gols). Foi neste período que chamou a atenção do técnico Sebastião Lazaroni e se tornou titular da seleção brasileira na Copa de 1990. Na temporada 92/93, defendeu o time do Pescara (23 jogos e três tentos).

Críticas na seleção

O sucesso na Itália levou Dunga a se consolidar na seleção brasileira. Logo virou o volante titular da equipe, impressionando pelo amor à camisa. Em sua primeira grande passagem, viveu um ótimo momento ao conquistar a Copa América de 1989, no Estádio do Maracanã, quebrando um jejum de 40 anos. Embalado pela conquista, foi apontado como o símbolo do time que disputaria a Copa de 1990, na Itália. A eliminação precoce para a Argentina (1 a 0 nas oitavas de final) ruiu seu prestígio e ele foi apontado como um dos responsáveis pela derrota.

Alemanha e o tetra em 1994

Depois da queda de rendimento no Pescara e na seleção, Dunga ressurgiu no futebol alemão, defendendo o Stuttgart (53 partidas e oito gols entre 1993 e 1995). Sempre jogando bem, cavou novamente sua vaga na seleção brasileira, agora com Carlos Alberto Parreira. Sofreu críticas de torcedores e da imprensa, que queriam o meia Palhinha em seu lugar. O atleta venceu as oposições e teve grandes atuações na Copa do Mundo de 1994, ajudando a garantir o título. Como capitão, ergueu a taça e entrou para a história.

Japão e o vice na Copa de 98

Com a imagem reforçada pelo título mundial, o já veterano Dunga deixou a Alemanha e passou a defender o Jubilo Iwata, do Japão. Entre 1995 e 1998, realizou 99 partidas e anotou cinco tentos, conquistando o bicampeonato Japonês em 1997 e 1998. Pela seleção brasileira, conquistou dois títulos em 1997: a Copa América e a Copa das Confederações. No ano seguinte, permaneceu como o capitão do time canarinho, que chegou até à final, mas foi derrotado pela França, que jogava em casa: 3 a 0.

De volta ao Brasil

Dunga retornou ao Brasil em 1999 para encerrar a carreira no Internacional. Jogou até 2000 no clube e deixou os campos como um ídolo do Colorado gaúcho. Permaneceu fora dos holofotes até 2006, quando foi convidado para ser o técnico da seleção brasileira. Mesmo sem experiência, aceitou o desafio e conquistou a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009. Foi o comandante do Brasil na Copa de 2010, mas deixou o cargo após a eliminação nas quartas de final: 2 a 1, de virada, para a Holanda.

Loading...

Referências

Loading ...
Loading ...