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Craques do futebol: Raí

Raí Souza Vieira de Oliveira começou sua carreira de futebolista nos anos 1980, à sombra de seu irmão famoso, Sócrates. Em pouco tempo, porém, passou a emanar brilho próprio e a se consolidar como grande jogador de sua geração. À frente do São Paulo e do Paris St. Germain, o craque conquistou vários títulos e chegou à seleção brasileira. Elegante, dono de passes precisos e ótimo domínio de bola, também se destacou pelas ações fora de campo. Em 1998, criou uma fundação para ajudar jovens carentes. Relembre os grandes lances de Raí nos gramados de todo o mundo.

Raí foi o principal jogador no São Paulo, nos anos 1990 (Getty Images)

No interior

A exemplo de seu irmão Sócrates, iniciou a carreira no Botafogo de Ribeirão Preto (SP). Fez sua primeira partida profissional em 1984 e permaneceu no clube até 1987. Disputou 38 partidas, anotando dez gols. Neste período, teve uma breve passagem pela Ponte Preta, em 1986. Emprestado ao clube de Campinas, marcou dez gols em 28 partidas. Portanto, em seus primeiros três anos de carreira, marcou 20 gols, em 66 partidas. Uma média razoável para um meia iniciante. Mas o melhor ainda estava por vir.

Início no São Paulo

Em 1987, foi contratado pelo São Paulo, clube que na época disputava os títulos paulistas com o Corinthians. Em seu início de trajetória no Tricolor, teve uma passagem discreta: nos três primeiros anos, marcou apenas 26 gols. Conseguiu se tornar titular da equipe do Morumbi, mas mesmo assim demorou para engrenar como um jogador decisivo. Em 1990, esteve na terrível campanha que resultou no rebaixamento ao Paulistão daquele ano. Tudo mudou em outubro de 1990, quando o técnico Telê Santana assumiu o time.

Sucesso na Era Telê

Em 1991, o Raí que entrava em campo era outro: tornou-se um jogador muito mais decisivo e desandou a fazer gols. Somente naquele ano, balançou as redes 28 vezes, mais do que nos três anos anteriores. Conquistou o Brasileirão naquele ano e o bicampeonato da Copa Libertadores da América (92/93). Seu grande momento ocorreu em dezembro de 1992, na disputa da Taça Intercontinental, considerada na época o Mundial Interclubes. Marcou os dois gols da virada sobre o poderoso Barcelona (2 a 1) e levou o título para o Morumbi.

Na seleção

Apesar do sucesso no São Paulo, Raí nunca conseguiu repetir suas atuações na seleção brasileira. Mesmo assim, exibiu futebol suficiente para se manter como titular do time canarinho na Copa de 1994. Marcou um gol de pênalti na estreia, contra a Rússia, mas acabou perdendo a titularidade. O técnico Carlos Alberto Parreira queria um time ainda mais retrancado e o trocou pelo volante Mazinho, do Palmeiras. De qualquer forma, integrou o grupo que conquistaria o tetracampeonato nos Estados Unidos.

Sucesso na França

Raí deixou o São Paulo em 1993, logo após conquistar a Libertadores, como um dos maiores ídolos que já passaram pelo Morumbi (128 gols, em 393 jogos). Foi contratado pelo Paris St. Germain, onde também fez muito sucesso. Em 215 partidas, anotou 72 tentos e conquistou vários títulos: Campeonato Francês (1994), Copa da França (1995 e 1998) e Recopa Europeia (1996). Até hoje, é lembrado como um dos melhores atletas que passaram pelo clube na história recente.

Retorno ao São Paulo

Ainda na França, Raí declarou que gostaria de retornar ao São Paulo, para encerrar a carreira. O retorno aconteceu em 1998, a tempo de disputar a segunda partida da final do Campeonato Paulista, contra o Corinthians. Marcou um gol e conquistou mais um título. Em 1999, porém, sofreu uma grave contusão, que o deixou um ano parado. Já recuperado, disputou algumas partidas pelo Paulistão e encerrou a carreira em julho daquele ano. Neste último período, anotou 3 tentos, em 24 partidas.

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