Criptografia no Android

Escrito por erik arvidson | Traduzido por rodrigo castilhos
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Criptografia no Android
Deixe o seu smartphone mais seguro (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Os smartphones que executam o sistema operacional móvel Android, do Google, tendem a ser mais vulneráveis a hackers e outros problemas de segurança do que as demais plataformas. Porém, graças às melhorias na criptografia desses dispositivos, eles estão menos suscetíveis a isso, evitando o roubo de dados confidenciais e sensíveis. Os aparelhos que executam versões mais antigas desse sistema operacional ainda podem ter que usar aplicativos de terceiros para criptografar suas informações.

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Antecedentes

A partir da versão 2.3.4 do Android, apelidada de “Gingerbread” (pão de gengibre), os smartphones com esse sistema passaram a dar suporte de fábrica à criptografia em nível de aparelho. Entre os primeiros a aproveitarem essa segurança adicional estão o Droid Bionic e o Samsung Galaxy S II. Além disso, o sistema operacional para tablet do Google, o Android 3.0, apelidado de “Honeycomb” (favo de mel), também inclui suporte de fábrica nesse caso. No entanto, de acordo com um artigo da InfoWorld de maio de 2011, cerca de 99,7% dos telefones Android ainda executam uma versão 2.3.3 ou mais antiga, o que significa que eles não são criptografados.

Criptografia de dispositivo

A criptografia de aparelhos usa um filtro baseado em um arquivo que bloqueia o telefone do usuário utilizando um número de identificação pessoal (PIN), que impede o uso do aparelho, a menos que o PIN seja digitado. Muitas empresas exigem que os smartphones usados pelos funcionários tenham esse recurso para poderem se conectar ao Microsoft Exchange Server e acessas dados corporativos, como e-mail, calendário e contatos. A falta de criptografia nos aparelhos com versões anteriores do Android fez algumas organizações de tecnologia da informação impedirem os funcionários de usarem telefones Android ou tablets, de acordo com um artigo da Ars Technica de janeiro de 2011.

Criptografia de software

Embora a criptografia de dispositivo esteja faltando em versões mais antigas do OS, o Android 2.2 dá suporte a softwares de criptografia, de acordo com um artigo da Network World de outubro de 2010. Isso significa que os dados usados com esse software instalado no aparelho foram protegidos. Entretanto, esse tipo de criptografia é "menos que um obstáculo" para os hackers em potencial do que a de dispositivos, de acordo com Tim Armstrong, pesquisador da Kaspersky Lab, em entrevista à Network World.

Versões mais antigas

Os donos de telefones que executam versões mais antigas do Android podem instalar um software de terceiros que ofereça uma criptografia de dispositivo mais segura. Em março de 2011, a companhia de software Whisper Systems lançou um aplicativo chamado WhisperCore, que proporciona criptografia completa do disco para os dados armazenados no dispositivo Android, de acordo com um artigo da CNET. Ele permite que o usuário defina uma frase como senha, criando uma chave que protege os dados salvos no aparelho, relata a CNET.

Considerações

Em um relatório de junho de 2011, a empresa de softwares de antivírus Symantec descobriu que as versões mais antigas do Android, especialmente as anteriores ao Android 2.3.4, para smartphones, e 3.0, para tablets, usam apenas um "modelo de isolamento" em vez de uma criptografia de hardware para proteger os telefones. Isso significa que os aplicativos são isolados do kernel do Android, o componente principal do sistema operacional. Se uma pessoa roubar um aparelho Android ou seu cartão de segurança digital (SD), ela poderá roubar grande parte dos dados armazenados no dispositivo, de acordo com a Symantec.

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