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Curiosidades sobre o Brasil reveladas no Censo 2010

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Introdução

Periodicamente, a cada 10 anos, o governo do Brasil faz um censo em todo o território nacional. A população brasileira é contada e classificada em sua totalidade e todos os dados são usados posteriormente em projetos e programas públicos de âmbito federal, estadual e municipal. O último grande censo brasileiro foi realizado no ano 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e revelou grandes mudanças e particularidades da nossa população, bem como de suas cidades e estados. Conheça aqui algumas das curiosidades do Censo de 2010.

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Somos menos brancos

O povo brasileiro é conhecido pela sua miscigenação e variedade racial. A população de raça branca ainda é a maior em terras tupiniquins, porém vem diminuindo a cada censo. Se compararmos com o censo de 2000, perceberemos que a raça branca não só caiu em números totais de pessoas mas também em porcentagem. Antes eram 91.298.042 habitantes da raça branca, que formavam 53,74% do total da população. O Censo de 2010 revelou que 91.051.646 brasileiros se declararam como brancos para os pesquisadores, totalizando 47,33% da população.

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Maranhão: o gigante do Nordeste

O estado do Maranhão, que é o quarto estado em número total de habitantes do Nordeste, ficando logo atrás de Bahia, Pernambuco e Ceará, é a a unidade da federação que mais cresceu nessa região nos últimos anos. Mesmo tendo o segundo pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Nordeste, só ganhando de Alagoas, o Maranhão ganhou quase um milhão de habitantes em menos de 10 anos. No Censo de 2000 eram 5.642.960 maranhenses, já na contagem de 2010 a população saltou para 6.574.789 habitantes.

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Borá: a menor cidade do país

Muitas cidades se orgulham da sua grande população, mas os habitantes de Borá, no interior do estado de São Paulo, comemoram outra façanha. Pela segunda vez consecutiva ela foi medida como a menor cidade do Brasil. Segundo o Censo de 2010, o município possui 805 moradores e teve um crescimento de somente 10 pessoas em comparação com o Censo do ano 2000. Mesmo tendo uma diminuição na população, os habitantes da cidade mineira de Serra da Saudade ficaram com a medalha de prata na disputa do título de menor município brasileiro. Na última década o número da população de lá caiu de 873 para 815 pessoas.

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Rio das Ostras: campeã no crescimento

Rio das Ostras, no litoral do estado do Rio de Janeiro, foi a cidade que mais cresceu na última década de acordo com o recenseamento de 2010. Graças à indústria do petróleo, que levou muitos investimentos e novos empregos para a região, o município quase triplicou de tamanho em dez anos. No ano 2000, 36.419 pessoas faziam parte da população, um número que pulou para 105.676 em 2010, totalizando um crescimento de 190%. Em segundo lugar como município que mais cresceu no Brasil está Balbinos, no estado de São Paulo. Sua população aumentou 181%, saltando de 1.313 para 3.702 pessoas.

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Distrito Federal: população dobrou

O Distrito Federal, formado por Brasília e suas cidades-satélites, foi a unidade federativa com o maior aumento populacional na região Centro-Oeste. Em 10 anos, o aumento do número de habitantes foi de 25,79%. A capital brasileira, inaugurada no ano de 1960, foi inicialmente planejada para ter 500 mil moradores, número que foi ultrapassado há muito tempo, causando muitos problemas estruturais para os brasilienses. Nos últimos 20 anos, a população de Brasília quase dobrou. Foi de 1.598.415 em 1990 para 2.570.160 no censo de 2010.

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São Paulo: o maior estado

O estado de São Paulo segue em primeiro lugar no número de habitantes entre todas as 27 unidades federativas brasileiras. Em 10 anos, São Paulo aumentou 11,61% da sua população, ganhando mais 4.292.720 habitantes. Em números totais, o estado tem 41.262.199 moradores, segundo o censo de 2010. Se compararmos com a população mundial, São Paulo é maior que muitos grandes países. Canadá, Argentina, Venezuela, Marrocos, Peru e Arábia Saudita são exemplos de países que possuem menos habitantes que a paulicéia desvairada.

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Cidade baiana perdeu metade da população

Enquanto alguns municípios crescem e quase dobram de tamanho com investimentos industriais, outros com menos sorte entram no limbo para se tornar cidades fantasmas. Maetinga, localizada na região centro-sul da Bahia, é o município que mais perdeu moradores nos últimos tempos. No censo de 2000 a cidade possuía 13.686 moradores, mas em 2010 esse número diminuiu para 7.038, uma queda de 49% no total da população. Outros municípios que seguiram o exemplo de Maetinga são Itaúba, no Mato Grosso, que perdeu 46,58% dos seus habitantes, e Brejo da Areia no Maranhão, que viu sua população encolher em 46,47%.

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Menos católicos, mais evangélicos

O Brasil continua um país de maioria católica, porém a cada censo realizado o número de pessoas que dizem ter essa religião diminui. Segundo o censo de 2010, houve uma queda de 9% no número de católicos em comparação com a contagem do ano 2000. Um total de 123.200.000 brasileiros se declararam católicos, formando 64,6% da população do país. Já os evangélicos aumentaram 6,8% em dez anos. O último censo mostrou que eles são 42.300.000 de pessoas, compreendendo 22,2% do total de brasileiros.

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Mais estrangeiros

Com o boom da economia brasileira dos últimos anos e a grave crise que vem fechando várias empresas na Europa, o número de estrangeiros que decidem morar no Brasil está em alta. Entre 2000 e 2010, o número de pessoas de outros países e brasileiros que decidiram voltar ao Brasil aumentou 87%. Atualmente são 268.486 estrangeiros morando em território nacional. A maioria dos estados que eles escolhem para viver são São Paulo, Minas Gerais e Paraná, seguidos por Rio de Janeiro e Goiás.

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Mais diversidade

Além de uma melhor renda, o Censo 2010 mostrou que o brasileiro está também menos preconceituoso e mais diverso. O número de casais homossexuais declarados na contagem da população foi de 60 mil. Metade desses casais do mesmo sexo, 32.202, moram na região Sudeste. O Nordeste vem logo em seguida com 12.196 casais. São Paulo é a unidade federativa com mais casamentos do mesmo sexo, 16.872 no total. Já Roraima é o estado com menos casais declarados: apenas 96.

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Melhor renda, mas ainda desigual

O ritmo acelerado do crescimento econômico brasileiro entre os anos 2000 e 2010 foi sentido também no último censo. A renda média do brasileiro aumentou 15% nesse período, saindo de R$ 2.297,00 para R$ 2.653. Ainda somos um país com uma renda per capita baixa, porém estamos crescendo consideravelmente. No Brasil, 41,5% da população sobrevive apenas com um salário mínimo e 30% recebe de 1 a 2 salários mínimos. Apenas 1% da população ganha mais de 20 salários mínimos por mês, o que mostra que nosso país continua bastante desigual.