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Curiosidades sobre as cobras corais

Atualizado em 23 março, 2017

As cobras corais são parentes biológicas das cobras e mambas e mais de 70 espécies dessas serpentes venenosas são encontradas pelo mundo. As corais ganham sua denominação devido aos círculos vermelhos pelo corpo da maioria das espécies. Essas pequenas serpentes têm um veneno potente, mas não são agressivas e as mortes por suas picadas são bastante raras.

As cobras corais têm esse nome devido aos círculos de corais pelo corpo (Brent Stirton/Getty Images News/Getty Images)

Alcance e habitat

Todos os países têm uma população de cobra coral, exceto o Chile e o Canadá. A maioria dessas cobras vive em florestas tropicais, mas também pode prosperar em desertos, pântanos e florestas. Aproximadamente 60 espécies de cobras corais vivem nas Américas.

Comportamento

Elas são predadoras noturnas, embora às vezes sejam ativas durante dias nublados. Se alimentam de lagartos, outras serpentes e sapos, já que sua mandíbula é muito pequena para engolir presas muito grandes. As cobras corais acasalam durante o final da primavera e início do verão. As fêmeas põem de 3 a 14 ovos, que eclodem após cerca de 10 a 12 semanas. Temidas como são, essas serpentes não são agressivas. Elas se enrolam e levantam a cauda quando ameaçadas para se protegerem.

Veneno

O veneno da cobra é uma neurotoxina que interrompe a capacidade do cérebro de comunicar-se com os músculos do corpo. Eventualmente, ele pode levar a uma paralisia respiratória, cardíaca e morte. A cobra coral tem dentes minúsculos e ocos que não não retráteis como os das víboras. Seus pequenos dentes e maxilares fracos a obrigam a mastigar suas vítimas em vez de as engolirem de uma vez e, embora a picada não seja muito doída, ela injeta uma quantidade considerável de veneno na corrente sanguínea da presa. Uma vítima da picada pode falar devagar, ter visão dupla e eventualmente ficar paralisado.

Impostoras

As cobras corais nas Américas têm círculos vermelhos grossos, alternando com círculos pretos rodeados por anéis brancos ou amarelos, e todo essa padrão cerca completamente a cobra. Outras espécies, como a cobra coral falsa (Simpohis rhinostoma) imitam a coloração da cobra coral. Essas impostoras geralmente não têm os círculos brancos ou amarelos e estes não estendem além da metade da serpente. Essa coloração é chamada mimetismo batesiano, uma adaptação evolutiva das cobras inofensivas que afasta os predadores que pensam estão diante de uma cobra potencialmente letal.

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