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Curiosidades sobre a novela Saramandaia

Cidade das diferenças
Divulgação

Introdução

“Saramandaia", nova novela da 23h da Globo representa uma cidade fictícia onde tudo é possível. Lá existe um lobisomem à solta, um homem com asas e outro que bota formigas pelo nariz. Quem não era nascido em 1976, quando Dias Gomes escreveu a versão original, não pode perder o "remake", que conta com 57 capítulos e tem livre adaptação de Ricardo Linhares. Muitos personagens permanecem nesta nova produção, como os inesquecíveis Dona Redonda, João Gibão e Zico Rosado. Além disso, outros novos foram criados especialmente para os atores Tarcísio Meira, Lília Cabral e Fernanda Montenegro. Confira a seguir algumas curiosidades sobre essa grande produção brasileira!

Uma crítica aos políticos
TV Globo / Raphael Dias

Bole-Bole & Saramandaia

A trama se desenvolve dentro de um realismo fantástico, onde coisas estranhas acontecem e a população convive com isso. João Gibão (Sergio Guizé), irmão do prefeito Lua (Fernando Belo - foto), tem um sonho de que a cidade Bole-Bole deveria se chamar Saramandaia, pois dessa forma a paz finalmente reinaria. Conciliador e político correto, o prefeito resolve fazer um plebiscito para saber se o povo concorda com essa mudança e duas correntes passarão a existir: os bolebolenses e os saramandistas. A partir daí muita confusão vai acontecer. O prefeito foi interpretado por Antônio Fagundes, em 1976.

Bastantemente estranho
TV Globo / Alex Carvalho

Nas noites de quinta

O professor Aristóbulo (Gabriel Braga Nunes - foto) vira lobisomem. Risoleta (Débora Bloch) é apaixonada por ele e o segue para tentar ver o que já desconfia: sua transformação. Mas nunca consegue. O personagem não dorme há mais de 10 anos e na cidade todos comentam sua "estranheza noturna". Aristóbulo é dono de um discurso próprio e rebuscado e no palanque, quando acompanha o coronel Zico Rosado (José Mayer), as cenas são hilárias. Palavras como "bastantemente", "pratrasmente" e "exagerância alimentícia" dão o tom de sua fala. Na obra original, Aristóbulo foi interpretado por Ary Fontoura.

"Mimos" com o filho e o falecido
TV Globo / Renato Rocha Miranda

Mãe de lobisomem

Dona Pupu (Aracy Balabanian - foto) também tem suas esquisitices. Mãe de Aristóbulo, acha que ele só vai ter paz quando se casar e incentiva a paixão de Risoleta, a dona da pensão, por seu filho. Estranheza mesmo é que Papu é viúva de Belisário (Luiz Henrique Nogueira), assassinado numa emboscada, mas sua cabeça permanece mumificada dentro de um vidro e ele faz companhia para a esposa, interagindo com ela em pensamentos. Dona Papu foi personagem da atriz Elza Gomes na trama de Dias Gomes.

Complexado e com visões
TV Globo / Alex Carvalho

Homem de asas

João Gibão (Sergio Guizé - foto) costuma ter premonições e sonhou com a mudança do nome da cidade. Espera que dessa forma a paz e a tolerância reinem ali e assim não seja mais vítima de chacotas por sua "corcunda", que na verdade são asas de nascença. Sua mãe, Leocádia (Renata Sorrah), as corta quando crescem e é a única a saber desse segredo. Apaixonado por Marcina (Chandelly Braz - foto), evita intimidades para que ela não descubra sua deformação. A namorada arde de desejo, fica vermelha e o que toca se inflama. Na primeira versão, Juca de Oliveira fez o personagem.

A matriarca dos Rosado
Globo / Alex Carvalho

Dona Candinha

Fernanda Montenegro (foto) faz Candinha, a matriarca da família Rosado, e tem um amor reprimido do passado, justamente por Tibério (Tarcísio Meira), membro da família inimiga, os Vilar. Candinha nunca tira do pescoço o medalhão de ouro com a foto dele e ainda espera que fiquem juntos. Vive arrumada para quando seu grande amor for buscá-la. Ela enxerga galinhas imaginárias dentro de casa, que ninguém vê. Para a família ela está ficando "caduca". As galinhas de cena são de verdade e "aprontam" muito no estúdio.

Árvore humana
Globo / João Miguel Júnior

Raízes prendem ao passado

Tibério Vilar (Tarcísio Meira - foto) abafou seu amor por Candinha para perpetuar a briga de sua família com os Rosado. São três gerações de amor e ódio e representa bem a rivalidade entre famílias, muito comum no interior do Brasil. No passado Tibério foi um homem forte e arrogante, mas hoje vive sentado numa poltrona, preso às lembranças. Por ficar tanto tempo sentado, começaram a nascer raízes de suas pernas que o prendem ao chão. De vez em quando sua governanta tira folhas e galhos dele, o que o deixa muito irritado.

O chão treme quando ela passa
TV Globo / Alex Carvalho

Dona Redonda e seu apetite

Vera Holtz faz Evangelina, a Dona Redonda (foto), que na primeira versão foi interpretada por Wilza Carla. A personagem tem mais de 250 quilos e é casada com o franzino Encolheu (Matheus Nachtergaele). A equipe da Globo trouxe o inglês Mark Coulier, premiado pela caracterização de Meryl Streep como Margaret Thatcher em "A Dama de Ferro", para ajudar na consultoria de criação do corpo da personagem. A cada gravação a atriz leva cerca de 4 horas para se transformar e mais uma depois, para retirar. Dona Redonda explodirá, mas nos capítulos finais.

Paixão que derrete
TV Globo / Divulgação

Paixão que derrete

Vitória (Lília Cabral - foto) é uma empresária bem sucedida em São Paulo. Filha de Tibério, retorna à cidade após ficar viúva e reencontrará seu amor do passado Zico Rosado, paixão que por rivalidades familiares não foi adiante. Mas logo esse sentimento voltará com tamanha força que ela "se derreterá" por ele. Vai tentar resistir a esse amor, mas não conseguirá. Mãe de Zélia (Leandra Leal), namorada do prefeito, Pedro (André Bankoff), ambos ferrenhos ativistas "saramandistas" e Tiago (Pedro Tergolina), que vive novamente a sina familiar de se apaixonar por alguém dos Rosado.

Conservadorismo e briga pelo poder
TV Globo / Divulgação

Formigas pelo nariz

Zico Rosado (José Mayer - foto), fazendeiro e fabricante da cachaça Bole-Bole é casado com Helena (Ângela Figueiredo), mas não esquece Vitória, seu amor do passado. Durante anos dominou a cidade até que o prefeito Lua foi eleito, pelo povo, já cansado das brigas entre as famílias rivais. É contra a mudança do nome da cidade e vai articular para que não aconteça. Quando fica nervoso, formigas saem de seu nariz. Nas gravações, parte delas são de verdade e parte são computação gráfica. Stela (Laura Neiva) é a única a domar o coração duro do avô Zico.

Poder de ressuscitar
Globo / Alex Carvalho

Lágrimas que "curam"

Stela (Laura Neiva - foto) tem um dom especial: quando chora, suas lágrimas fazem renascer qualquer ser morto. Seu pai morreu a mando dos Vilar e comenta-se que sua mãe faleceu no parto, mas existe um segredo nesse passado. Stela se apaixonará por Tiago (Pedro Tergolina - foto), por quem se apaixonará, filho de Vitória e portanto da família rival, numa espécie de versão "Romeu e Julieta", já que seu avô jamais permitirá essa união. Talvez só o santo padroeiro da cidade possa ajudar. Ricardo Linhares, para homenagear o autor da obra original, criou a igreja São Dias Gomes, com imagem do santo e tudo!

O homem do tempo
TV Globo / Raphael Dias

Serviço de meteorologia

Um casal que caracteriza bem a diversidade e a crítica contra o preconceito que a trama propõe é sem dúvida Encolheu (Matheus Nachtergaele - foto) e Redonda. O personagem é chefe de gabinete do prefeito e foi atropelado por um boi, teve todos os seus ossos quebrados e sente em seu corpo qualquer mudança climática. Sua paixão por Redonda o faz alimentá-la demais. Seu amor é verdadeiro e ele não se incomoda com seu aspecto físico. "Saramandaia" traz esses e outros personagens de forma divertida e recheada de efeitos especiais, temas tão importantes e ainda atuais.