Definição de uma avaliação cognitiva

Escrito por aruna murthy anaparti | Traduzido por elia regina previato
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Definição de uma avaliação cognitiva
Nossas emoções são baseadas em como percebemos uma situação em particular (MRT vom Schädel image by Marem from Fotolia.com)

A avaliação cognitiva reforça o fato de que nossas emoções são baseadas em como percebemos uma situação em particular. Diferentes situações evocam diferentes tipos de emoções como raiva, medo, culpa, alegria, empatia ou tristeza. Às vezes, uma determinada situação pode ser percebida de maneira diferente por diferentes pessoas e desencadear reações bastante diferentes. Por exemplo, quando alguém é promovido, esse incidente pode induzir raiva naqueles que sentirem foram preteridos injustamente, enquanto aqueles próximos da pessoa que está sendo promovida podem se sentir felizes por ela. A base da avaliação cognitiva foi lançada pelo renomado psicólogo Richard Lazarus, na década de 1960, e foi essencialmente explicada através do conceito de avaliação primária e secundária. Ele propôs esses conceitos, descrevendo como o estresse é percebido pelas pessoas.

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Teoria de Lazarus

Richard Lazarus primeiro definiu a teoria da avaliação cognitiva das emoções. Ele deu a entender que uma situação era considerada ameaçadora ou estressante dependendo da percepção pessoal do evento ou condições por parte da pessoa que estivesse naquela situação. Ele explicou que os processos de avaliação cognitiva desempenham um papel importante na forma como uma pessoa reage a diferentes situações. Uma pessoa reagiria com raiva, culpa ou alegria, dependendo de como visse uma determinada situação. Considerando isto, a avaliação cognitiva pode ser definida como o processo pelo qual uma pessoa categoriza uma situação e seus aspectos em relação ao seu potencial ameaçador. O processo de avaliação cognitiva pode ser dividido em três categorias: primária, secundária e reavaliação.

Avaliação preliminar ou primária

Avaliação primária pode ser classificada como sendo irrelevante, benigna e positiva ou estressante. No caso de uma situação não ser percebida como prejudicial de alguma forma, a avaliação primária é vista como irrelevante, já que o resultado da situação não nos afeta de alguma forma. A situação é percebida como benigna e positiva quando o resultado possível é positivo e há probabilidade de ajudar-nos de alguma forma. As emoções relacionadas com essa avaliação incluem alegria, exultação, amor e paz. A situação é tida como fatigante se houver probabilidade de o resultado ser negativo e na forma de desafio, ameaça ou dano/perda. As emoções associadas a essa avaliação incluem o medo, a raiva e a tristeza.

Avaliação secundária

Quando somos confrontados com uma situação adversa, algo precisa ser feito para controlá-la e evitar repercussões posteriores. A avaliação secundária vem em seguida da avaliação primária de uma situação. Isso inclui, necessariamente, a avaliação da situação e uma reação adequada, o que aborda essencialmente o que pode ser feito para lidar com uma situação em particular. A reação à situação é decidida ao analisar cuidadosamente o que está em jogo e que pode ser feito para reduzir as consequências negativas.

Reavaliação

A reavaliação acontece quando se repensa a estratégia para lidar com a situação tendo em vista novas informações fornecidas pelas circunstâncias. Isso pode aumentar ou aliviar o stress, dependendo do que for a nova informação. Por exemplo, se você não estiver pronto para uma entrevista, um adiamento na data irá aliviar o estresse, no entanto, se a entrevista for realizada mais cedo que previsto, vai somar ao stress já existente.

As emoções e a avaliação cognitiva

A teoria da avaliação cognitiva sugere que sua reação a uma situação baseia-se na forma como ela é interpretada por você e não sobre a situação em si. Assim, uma situação que é estressante para uma pessoa pode não ser para outras. Por exemplo, os exames escolares podem ser estressante para alguns alunos, enquanto outros podem encará-los como um desafio. Lazarus afirma que as emoções são o resultado da avaliação cognitiva da situação, seguido da resposta fisiológica e as medidas adequadas para lidar com a ela. Por exemplo, a visão de uma cobra será naturalmente vista como uma ameaça, seguida por respiração rápida, aumento da frequência cardíaca e, finalmente, resultando na fuga da pessoa. Para aqueles que não têm medo de cobras, porém, a visão pode ser seguida de interesse e captura para melhor visualização.

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