As desvantagens do tratado NAFTA

Escrito por josh fredman | Traduzido por carolina pires
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As desvantagens do tratado NAFTA
O NAFTA e outros tratados de livre comércio causaram sérias tensões ao modo de vida americano (rust image by Stanislav Halcin from Fotolia.com)

NAFTA é o Tratado Norte Americano de Livre Comércio, um bloco econômico trilateral entre os Estados Unidos da América, o Canadá e o México. O NAFTA remove várias barreiras internacionais de comércio comuns, como tarifas, cotas e subsídios de importação. Isto vem tendo efeito significativo no panorama econômico americano - nem todos sendo positivos. Por fim, a questão de quais são as "desvantagens" do NAFTA dependem de quem pergunta, mas algumas das consequências do tratado ainda parecem obviamente desvantajosas.

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Aumento dos déficits econômicos nos EUA

O NAFTA fez com que o comércio entre os três países membros mais do que dobrasse. No entanto, dadas as disparidades econômicas relativas entre os Estados Unidos e seus dois vizinhos, a redução de barreiras econômicas levou a maiores déficits econômicos. O déficit em relação ao Canadá era de R$45 bilhões, em 2009, durante a queda na crise econômica global. Antes disso, era de R$157 bilhões, em 2008, R$138 bilhões, em 2007, e R$146 bilhões, em 2006. Com o México, o déficit econômico era de R$98 bilhões, em 2009, R$131 bilhões, em 2008, R$151 bilhões, em 2007, e R$131 bilhões, em 2006. Estes dados demonstram claramente uma relação desequilibrada.

Terceirização e declínio das manufaturas dos Estados Unidos

Uma das maiores fraquezas estruturais de qualquer acordo de livre comércio é o fato que estes dão as grandes companhias de manufaturas um bom motivo, o lucro, para moverem suas operações para o país com custos mais baratos de mão-de-obra e matéria prima.

De acordo com um relatório de 2010 preparado para o Congresso pelo seu Comitê Econômico Articulado, os trabalhos com manufaturas nos Estados Unidos diminuíram em quase 50% desde 2000, mesmo com o aumento da população nacional. O NAFTA entrou em vigor em 1994. A questão de qual papel exatamente ele desempenhou no declínio dos trabalhos com manufaturas americanas continua polêmica, mas os fatos mostram que, enquanto as perdas de empregos com manufaturas foram minimizadas durante os anos de "boom" da década de 1990, o NAFTA coincidiu com perdas de empregos sem precedentes quando confrontado com as recessões em 2001 e 2008.

Se nada mais, o NAFTA foi, ao menos, pouco eficiente em proteger as manufaturas americanas de climas econômicos desfavoráveis, e pode muito bem ter contribuído com seu declínio. No entanto, por relativamente poucos destes empregos terem sido terceirizados especificamente para o Canadá ou México, a responsabilidade direta do NAFTA é necessariamente limitada.

Salários suprimidos, perdas na arrecadação de impostos e redução de sindicatos

Para manter os Estados Unidos competitivo dentro da zona de livre comércio do NAFTA, muitas empresas americanas cortaram gastos de forma dramática. Isto pode ser feito de várias formas como, por exemplo, fazendo produtos mais baratos.

Mais sérias, no entanto, são as ações tomadas pelas companhias para cortar seus gastos com mão-de-obra e reduzir obrigações com impostos. Fazem isso pegando manufaturas do norte industrial, onde a mão-de-obra é altamente qualificada e os sindicatos de trabalhadores são fortes, e deslocando-as para os estados do sul ou do leste interior, onde políticas econômicas conservadoras permitem que empresas façam seus negócios de forma muito mais barata. Vinte e dois estados têm leis trabalhistas que mostram a consequência prática da supressão de salários. Além disso, estes estados tendem a ter menores impostos e, muitas vezes, oferecem incentivos generosos para que grandes companhias se instalem ali.

As consequências de menores salários para os trabalhadores e da arrecadação de impostos reduzida para os governos são a redução nos índices de qualidade de vida material medidos pelo poder econômico individual, serviços sociais do estado e infraestrutura. Novamente, a responsabilidade direta do NAFTA por este comportamento de "corrida para o fundo" é limitada, mas torna-se mais clara no amplo contexto de práticas de livre comércio em geral.

Degradação ambiental

Mudando a produção para fora dos Estados Unidos, as empresas podem tirar proveito de leis ambientais mais soltas - particularmente no México, onde o NAFTA tem interesse. A mesma produção, processada de forma mais barata e suja, necessariamente resultará em consequências ambientas ruins, tanto regionalmente, em termos de poluição e destruições do ecossistema, como em termos globais, como a diminuição de recursos além do aumento das emissões de gases que provocam o efeito estufa.

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