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As desvantagens da troca iônica

Atualizado em 21 fevereiro, 2017

A troca iônica é amplamente utilizada para o tratamento de água tanto em sistemas de tratamento de água industriais quanto municipais. O processo oferece diversas vantagens em relação a outros métodos de tratamento. É ecológico, pode fornecer alta vazão de água tratada e tem baixo custo de manutenção. Mas junto dessas vantagens, há certas desvantagens associadas à troca iônica, tais como incrustações de sulfato de cálcio, incrustações de ferro, adsorção da matéria orgânica, contaminação orgânica provocada pela resina, contaminação bacteriana e contaminação por cloro.

A troca iônica é uma tecnologia comumente aplicada em estações de tratamento de água (Thinkstock Images/Stockbyte/Getty Images)

Poluição da resina por sulfato de cálcio

O regenerante mais comum (produto químico usado para recarregar a resina) utilizado pela resina catiônica é ácido sulfúrico. Algumas águas extremamente duras contêm quantidades elevadas de cálcio e, quando este de cálcio reage com o ácido sulfúrico em regeneração, produz sulfato de cálcio como precipitado durante o processo. Este precipitado pode sujar os grânulos de resina e bloquear os canos no recipiente.

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Poluição da resina por hidróxido férrico

A água que sai de reservas subterrâneas tem ferro solúvel, na forma de íons ferrosos. Pequenas quantidades deste ferro são removidas pelos amaciadores de troca iônica, mas se esta água entra em contacto com o ar antes do tratamento, os íons ferrosos são convertidos íons férricos. Estes precipitam como hidróxido férrico após a reação com água. Este composto pode entupir as esferas de resina e afetar sua eficiência. Isso pode até mesmo resultar em falha da coluna amaciante.

Adsorção de matéria orgânica

A água proveniente de lagos e rios geralmente contém grandes quantidades de matéria orgânica dissolvida. A cor amarela ou castanha desta água se deve à vegetação deteriorada e outras matérias orgânicas ali presentes. Estas substâncias orgânicas podem ser permanentemente adsorvidas nas esferas de resina, resultando em menor eficiência. Assim, a qualidade da água tratada é degradada. Esses contaminantes orgânicos podem ser removidos antes do tratamento com resina, tratando a água com alúmen para precipitar a matéria orgânica.

Contaminação orgânica da resina

A própria resina de troca iônica pode se tornar uma fonte de contaminação orgânica. A nova resina de troca iônica muitas vezes tem elementos orgânicos remanescentes nas esferas após a fabricação. Tal contaminação pode ser tratada passando a água tratada por uma unidade de ultra-filtração.

Contaminação bacteriana

Resinas de troca de íons não removem micro-organismos como bactérias da água, mas, por vezes, ajudam na proliferação dessas bactérias. Os leitos de resina podem acumular matéria orgânica, que serve como fonte de nutrientes para o crescimento continuado de bactérias. Quando água estéril é necessária, após o tratamento, a água desmineralizada produzida pela planta de tratamento de troca iônica deve ser tratada por aquecimento, a irradiação ultravioleta ou filtração fina. Leitos de resina de troca iônica também podem ser tratados com desinfetantes, como formaldeído, mas não com aquecimento ou cloro, que podem danificar a resina.

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Referências

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