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Dez clássicos infantis que os adultos deveriam ler novamente

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Introdução

Cultivar o hábito da leitura nas crianças é uma das melhores formas de incentivar seu crescimento intelectual e moral. Desde o século 19, vários autores passaram a escrever livros especialmente dedicado a elas. Com histórias de aventura, lições de moral ou fábulas mágicas, essas obras cativaram gerações e são lembradas até hoje. Alguns desses enredos cativam meninos e meninas, mas não mantêm sua atração quando estes se tornam adultos. Outros, ao contrário, são tão bons que podem ser revisitados muitos anos depois. Confira dez dos maiores clássicos infantis, que merecem ser relidos.

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O Pequeno Príncipe

Publicado pela primeira vez em 1943, o livro "O Pequeno Príncipe", do francês Antoine de Saint-Exupéry, é um dos maiores clássicos da literatura mundial. O garoto de cabelos rebeldes que morava em um pequeno asteroide trazia várias lições de amor, tolerância e companheirismo, qualidades que eram raras na época em que a obra foi lançada (no auge da Segunda Guerra Mundial). Não raro, adultos que conheceram a história quando crianças voltam às suas páginas em busca de algo que se perdeu no caminho. A obra ganhou uma versão para o cinema, lançada em 1974 na forma de musical e dirigida por Stanley Donen.

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Reinações de Narizinho

Um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos, Monteiro Lobato ficou famoso especialmente por suas obras infantis. Ele criou um universo mágico, habitado por bonecas e espigas de milho falantes, fadas e bruxas. Todos esses personagens fantásticos habitavam uma fazenda mítica: o Sítio do Pica-Pau Amarelo. Um dos livros que melhor resume a obra do autor é "Reinações de Narizinho", publicado em 1931, e que traz histórias da menina de nariz arrebitado e suas inúmeras traquinagens. Aparecem ainda o garoto Pedrinho, a avó Dona Benta, a empregada Tia Anastácia, além de Emília e o Visconde de Sabugosa. Um clássico! Juntamente com outras obras de Monteiro Lobato, o livro foi adaptado para TV em várias emissoras, como Globo, Bandeiras e Cultura.

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As Aventuras de Tom Sawyer

Um dos segmentos de maior sucesso na literatura infantil, especialmente na segunda metade do século 20, é a das crianças-heróis, que se lançam nas mais fantásticas e perigosas aventuras em busca de tesouros ou para capturar algum vilão. Uma espécie de pedra fundamental dessa linha são os romances do norte-americano Mark Twain, lançados a partir do final do século 19. "As Aventuras de Tom Sawyer" traz o jovem e audaz personagem-título, que participa de histórias eletrizantes ao lado do amigo Huck Finn. Apesar da temática juvenil, ele traz um importante retrato do vale do rio Mississipi no período.

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O Maravilhoso Mágico de Oz

Em 1900, o escritor norte-americano L. Frank Baum lançou o livro "O Maravilhoso Mágico de Oz", cuja personagem principal é a pequena Dorothy Ventania. Vivendo em uma fazenda no estado do Kansas, ela é levada para um reino mágico após uma tempestade. Lá, precisa encontrar um poderoso feiticeiro que a ajude a voltar para casa. O livro representou uma novidade na literatura infantil da época, já que não se baseava em lições de moral. O sucesso foi tão grande que ganhou uma versão para o cinema em 1939, dirigida por Victor Fleming e protagonizada por Judy Garland.

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Alice no País das Maravilhas

Em 1862, o britânico Charles Lutwidge Dodgson resolveu contar uma fábula para Alice Liddel, uma garotinha de apenas dez anos com quem desenvolveu forte amizade. Nessa história, criada por ele mesmo, uma menina cai em uma toca de coelho e vai parar em um universo fantástico, cheio de magia e personagens misteriosos. O sucesso desse enredo levou Dodgson a lançá-lo três anos depois, em um livro chamado "Alice no País das Maravilhas". A obra traz alusões a passagens da vida do autor, incluindo sátiras aos inimigos dele. Ganhou várias versões para o cinema, inclusive uma dirigida por Tim Burton, lançada em 2010.

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O Jardim Secreto

Lançado em 1911 pela britânica Frances Hodgson Burnett, "O Jardim Secreto" é considerado um divisor de águas na literatura infantil. Foi o primeiro a apresentar um menino e uma menina como personagens principais da história. A menina Mary Lennox perde os pais e vai morar com um tio. Na nova morada, encontra um jardim abandonado há mais de dez anos e onde ninguém entra. Com o primo, Collin, desbrava o local proibido. Ambos começam então uma curiosa aventura, envolvendo amizade e muitos mistérios. Em 1993, a obra ganhou uma versão para o cinema, dirigida por Agnieszka Holland.

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O Menino Maluquinho

Um dos maiores nomes da literatura brasileira contemporânea, o cartunista e escritor mineiro Ziraldo criou uma série de personagens infantis e de humor antológicos. Uma de suas mais famosas criações é, sem dúvida, "O Menino Maluquinho", livro que chegou às livrarias pela primeira vez em 1980. O personagem, conhecido pela indefectível panela na cabeça, era alegre e levado. Com os amigos, divertia-se e causava confusões o dia todo. Retrato da infância brasileira em épocas mais ingênuas, a obra se tornou um sucesso absoluto. Vendeu três milhões de exemplares e ganhou versões para teatro, televisão, cinema e histórias em quadrinhos.

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Meu Pé de Laranja Lima

A literatura infantil brasileira parecia viver apenas de Monteiro Lobato e alguns títulos menos cotados quando José Mauro de Vasconcelos lançou "Meu pé de Laranja Lima", em 1968. O livro conta a história de Zezé, menino pobre de cinco anos que vive com a numerosa família. Ao se mudar para uma nova casa, descobre que pode se comunicar com a árvore no quintal. Formam ambos uma grande amizade e o pequeno garoto recebe o afeto que não tinha da família. O livro ganhou várias versões para o cinema, sendo a mais recente a de 2012, dirigida por Marcos Bernstein.

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Peter Pan

Em 1904, o britânico James Matthew Barrie criou Peter Pan. Ele apareceu pela primeira vez na peça teatral "O Menino que Nunca Quis Crescer". Sete anos depois, o menino aparecia em um romance infantil. O livro que levava seu nome trazia todos os personagens conhecidos até hoje, como a menina Wendy, o pirata Capitão Gancho e a fada Sininho. Todos se encontram na Terra do Nunca, onde o herói se mantém criança para sempre. A obra ganhou várias adaptações para o cinema, sendo a mais famosa a animação de 1953, dirigida por Clyde Geronimi, Hamilton Luske e Wilfred Jackson.

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O Homem que Calculava

O professor brasileiro Júlio César de Mello e Souza se enveredou pelos caminhos da literatura de forma curiosa. Com o pseudônimo Malba Tahan, ele inseriu nas histórias que criou um pouco de sua especialidade: a matemática. Assim foi com sua obra mais famosa, "O Homem que Calculava". O livro, de 1938, traz as aventuras do persa Beremiz Samir. Vivendo na Bagdá do século 13, o personagem resolvia várias questões usando seu talento para as contas. Mas nem só de cálculos vive a história: há ainda várias lendas e histórias curiosas, como a que conta a origem do jogo de xadrez.