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Dez erros comuns na decoração da casa

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Introdução

Decorar a casa é uma tarefa divertida. Não há nada melhor que deixar o seu cantinho com a sua cara. Mas, muitas vezes, o trabalho pode também ser árduo. Afinal, são tantos os detalhes na hora de comprar móveis, pintar paredes e escolher acabamentos que é muito fácil errar e arruinar um projeto que na teoria parecia perfeito. Antes de começar a projetar seu lar, confira os dez erros mais comuns na decoração da casa e passe longe deles. Assim, você evita gastos desnecessários e atrasos nas reformas.

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Não planejar

A primeira coisa antes de começar um projeto de decoração é fazer um planejamento de todos os gastos e necessidades para cada ambiente. Parece lugar-comum, mas não planejar é uma das falhas mais recorrentes e graves. A maioria dos problemas se deve à falta de um cronograma bem determinado e principalmente de um orçamento detalhado de cada etapa da decoração. Com um plano bem desenhado do começo ao fim, sendo a decoração feita com a ajuda de um profissional ou sozinho, é possível evitar imprevistos, atrasos e dinheiro desperdiçado.

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Usar materiais ruins

Muitas vezes, o barato pode sair caro. Fique atento à qualidade dos materiais utilizados. Se as opções disponíveis forem muito mais baratas que a média, desconfie. Em várias situações, os materiais podem ser de qualidade duvidosa: móveis sem impermeabilizante e tratamento contra cupim, tintas com muitos produtos químicos que deixam mau cheiro e ocasionam dores de cabeça e alergia, tecidos e revestimentos frágeis e pouco duráveis. Consulte arquitetos ou decoradores que já conhecem os melhores tipos de material para as suas necessidades e garanta a durabilidade da decoração.

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Escolher móveis pequenos ou grandes demais

Um dos principais aliados de quem está decorando e reformando é a trena. Não deixe de andar com uma e medir cada canto da sua casa e cada móvel que agradar antes de comprar. A escala dos móveis e do tamanho do cômodo é essencial para a harmonia do lugar. Sofás, estantes e mesas muito grandes roubam um espaço precioso, enquanto móveis pequenos demais podem causar desconforto em quem os usa. Uma opção inteligente para deixar a casa mais espaçosa e prática é aproveitar móveis de dupla função, como por exemplo uma mesa de centro que faz as vezes de pufe.

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Esquecer-se dos "bastidores"

Na hora de decorar, é imprescindível lembrar não somente dos revestimentos e das obras aparentes, mas também do que vai por dentro das paredes. Apesar de serem a parte mais chata e desinteressante de qualquer projeto, as instalações elétricas e hidráulicas são extremamente importantes para garantir a segurança e o conforto dos moradores. Fique atento a vazamentos e problemas elétricos. Na próxima vez que for decorar ou fazer um projeto de iluminação, leve em consideração que tudo o que não for aparente também afeta o resultado final.

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Não pensar na iluminação

Não adianta encher a casa com móveis de primeira qualidade e paredes com cores vivas se a iluminação for deficiente. Os erros mais comuns na hora de iluminar os cômodos são a falta ou o excesso de iluminação direta e o abuso de lâmpadas de luz branca, que são ideais apenas na cozinha e no banheiro. Quartos e salas pedem fachos de luz mais quentes e indiretos, ou seja, nem sempre um lustre com capacidade para seis lâmpadas é o ideal. Use spots direcionais ou abajures para iluminar pontos específicos da casa e deixá-la mais aconchegante.

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Escolher cores inadequadas

Na hora de decorar sua casa, pense na harmonia das cores e na incidência de luz no cômodo. Se você deseja pintar uma parede com tons vivos, os mais chamativos podem deixar o ambiente achatado ou estreito. Certas cores também podem absorver muita luz e deixar o cômodo muito mais escuro e lúgubre. Para não errar, opte por paredes de tons mais neutros e abuse do colorido nos detalhes decorativos. Assim, caso você enjoe da paleta cromática da sua casa, basta renovar os objetos.

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Cair nos modismos

A decoração, assim como a roupa, tem tendências e modismos e que são substituídos por outros ao longo do tempo. Evite que sua decoração fique datada e não decore um cômodo todo com a mesma tendência. Se você gosta de referências industriais, escandinavas ou provençais, por exemplo, em vez de transformar sua casa em um showroom de cada tendência, misture elementos de outras eras e crie um estilo que tenha mais sua cara. O ecletismo é uma ferramenta essencial para não pesar na mão na hora de decorar.

Zoonar RF/Zoonar/Getty Images

Não pensar na circulação

Na hora de trazer os móveis para casa, uma das coisas em que menos se pensa é na circulação dos ambientes. Para garantir a funcionalidade, é necessário pensar no espaço mínimo necessário para o morador circular entre móveis e paredes. Uma circulação razoável tem de 50 a 60 cm, já a circulação ideal tem de 75 a 90 cm. Em cômodos pequenos, é preciso pensar se vale a pena ter dois sofás, uma mesa de centro ou uma mesa de jantar de seis lugares, por exemplo. Invista em menos móveis ou que possuam formatos e tamanhos não convencionais.

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Encher a casa de acessórios

Algumas pessoas gostam de encher a casa de acessórios. No entanto, o excesso de peças decorativas pode acabar deixando a decoração pesada e visualmente confusa. Faça uma triagem do que for essencial exibir e que combine com a decoração da sua casa. Caso você tenha muitos objetos de coleção, opte por exibir os mais significativos e nunca espalhe-os pela casa: os objetos ficam muito mais interessantes se mostrados em um único espaço, como se fosse uma mostra.

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Não pensar na necessidade da família

Finalmente, mas não menos importante, um dos grandes erros é não pensar em quem vai habitar a casa depois. Uma família com crianças e animais, por exemplo, deve dar preferência a móveis duradouros e à prova de sujeira e uso intenso. O mesmo vale para os acabamentos: um chão de porcelanato fino e claro não resiste a móveis sendo arrastados, brinquedos sendo espalhados e animais que possam vir a sujar o piso. A decoração precisa servir ao estilo de vida de quem mora, e não o contrário.