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Dez fatos sobre as plantas medicinais

A medicina tradicional pode oferecer alívio a sintomas de doenças comuns
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Introdução

As plantas medicinais são utilizadas há milênios na cura de problemas de saúde e podem ser usadas das mais variadas formas: como chás, unguentos, florais e mesmo os chamados fitoterápicos (remédios com base em plantas medicinais mas produzidos em laboratório). Trata-se de um conhecimento passado de geração para geração. As plantas passam a ser consideradas medicinais quando são usadas de forma tradicional como remédio, aliviando sintomas, prevenindo e curando doenças. É, em muitos casos, uma alternativa à medicina alopática, pois estas ervas trazem menos efeitos colaterais que os remédios convencionais.

O uso de ervas medicinais é considerado um método tradicional, usado há gerações
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As plantas medicinais no Brasil

Um levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), aponta que cerca de 80% da população de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, usam a medicina tradicional, mesmo que paralelamente à alopatia. Num país de flora diversa como o nosso, são centenas as combinações e variedades de remédios tradicionais, que variam de região para região. Vale lembrar que o fato de se tratar de uma planta, e não de um remédio produzido em laboratório, não anula a possibilidade de ocorrência de efeitos colaterais e mesmo reações adversas caso a erva seja ministrada de forma inadequada.

É possível comprar ervas medicinais em herbários públicos ou de universidades, feiras livres, lojas especializadas, sacolões e supermercados
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Onde e como adquirir as suas

É muito comum usar as plantas que crescem na região. No Centro-Oeste, são mais usadas as plantas do cerrado. No Norte, o foco é dado às ervas amazônicas. Já as plantas medicinais europeias são mais comuns nas cidades, onde são produzidas e comercializadas em massa. As espécies nativas são mais comuns no interior e em zonas rurais. É possível comprar ervas medicinais em herbários públicos ou de universidades, feiras livres, lojas especializadas, sacolões e supermercados. Tenha cuidado na hora de escolher as ervas, optando sempre por aquelas de aspecto mais fresco.

Não deixe de checar as contra-indicações e efeitos adversos das ervas com um médico
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Tenha cuidado na hora da compra

Começar um tratamento com ervas medicinais não significa carta branca para a auto-medicação. Por isso, consulte sempre um especialista antes de começar qualquer tratamento médico. Oriente-se quanto à melhor opção para você e siga de maneira rigorosa a dosagem recomendada pelo profissional, pois imprudências podem causar efeitos adversos ou mesmo não trazer os resultados esperados. O fato de se tratar de uma planta também não anula as contra-indicações. Por isso, confira sempre na embalagem se a planta é própria para uso em gestantes, lactantes ou pessoas com problemas cardíacos, renais e de fígado.

Plantas medicinas e fitoterápicos: parecidos, mas têm suas diferenças
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Mas qual é a diferença entre ervas medicinais e fitoterápicos?

A planta medicinal é aquela que conta com uma longa tradição de uso como medicamento na comunidade, que possui um longo e reconhecido histórico de cura de doenças e alívio de sintomas. As ervas devem estar embaladas de forma apropriada e no rótulo devem constar suas especificações. Já o fitoterápico é um remédio que traz a planta como sua matéria-prima, aproveitando seus benefícios para o organismo em, por exemplo, comprimidos. Esse tipo de remédio deve ser produzido em laboratórios autorizados e obter registro da Anvisa para ser comercializado. Chás, homeopatia, própolis e medicamentos manipulados não são considerados fitoterápicos.

Nunca compre ervas medicinais sem checar o nome científico da planta
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Um nome, mil regionalismos

Na hora de comprar ervas medicinais, seja em herbários, supermercados, sacolões ou feiras livres, observe sempre se a embalagem traz o nome científico da planta, porque um mesmo nome pode ser usado para diversas plantas diferentes, em partes distintas do País. Um exemplo é a erva-cidreira, cuja denominação pode indicar a erva-cidreira comum (Lippia alba), o capim-cidreira (Cymbopogon citratus) e a melissa (Melissa oficinalis). Também observe como foi armazenada a erva, pois a exposição ao ar e ao calor pode anular o princípio ativo da planta ou mesmo contaminá-la com fungos e outros microorganismos.

Nunca inicie um tratamento sem orientação médica
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As principais contra-indicações

Quem sofre de depressão, ansiedade, pressão alta, câncer, diabetes, epilepsia, problemas de coração, rins ou fígado deve sempre conversar com um médico antes de iniciar um tratamento, seja apenas com ervas medicinais ou com fitoterápicos. Assim é possível indicar produtos mais adequados ao problema levando em consideração as restrições de saúde e a posologia adequada. No caso de uma cirurgia vindoura, não deixe de comunicar o médico, pois algumas ervas e fitoterápicos podem interferir na reação do anestésico e até causar hemorragias.

O maracujá (foto) é um dos mais calmantes mais comuns
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As plantas calmantes

Entre as ervas medicinais mais utilizadas pela população estão as calmantes, que oferecem benefícios como diminuição da ansiedade em seus casos mais leves e insônia, além de melhorar de forma significativa a qualidade do sono. As opções mais comuns, receitadas até mesmo por médicos mais adeptos da alopatia, são o maracujá e a valeriana. A primeira pode ser consumida em sucos, alimentos, chás ou até fitoterápicos. Já a valeriana, o calmante natural mais usado na Europa, é usado em forma de chá, feita com a raiz, ou comprimidos fitoterápicos. Crianças e gestantes não devem usar valeriana.

Boldo e gengibre são eficazes contra problemas estomacais
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Alivie problemas de estômago de forma natural

Problemas simples de saúde, como gases, má digestão, enjoos, sensação de desconforto no estômago e no intestino, podem ser resolvidos com ervas como o gengibre, usado em muitos países como condimento. Pode ser usado como alimento, chá e pó, além dos fitoterápicos. É usado tradicionalmente como forma de tratar as náuseas e vômitos da gravidez, e tem potente ação anti-inflamatória. Já o boldo, que é considerado a erva mais utilizada como remédio no Brasil, é ideal para combater azia e má digestão. A planta deve ser ingerida em forma de chá. Grávidas, lactantes e pessoas com hepatite devem evitar seu uso.

As ervas funcionam bem como chá e como inalação caseira para tratar os sintomas da gripe
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Ervas medicinais como alívio da gripe

Plantas e ervas podem também ser utilizadas como remédio para os desagradáveis sintomas de gripes e resfriados. Invista em ervas com poder descongestionante, como os chás de alfavaca e guaco – este último também é muito eficaz para diminuir a tosse. Além disso, as folhas vindas de árvores de frutas cítricas, como as de laranjeira e limoeiro, são excelentes para uma inalação improvisada na cozinha. Ferva dois litros de água com folhas da planta ou algumas gotas de óleo essencial e, em seguida, aproxime o rosto do vapor d’água, usando uma toalha para evitar que ele se espalhe.

Chás naturais podem ser encontrados à venda ou produzidos em casa
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Não deixe de ter cuidado com as plantas medicinais!

As plantas com propriedades medicinais, quando usadas com esta finalidade, devem ser adquiridas de procedência confiável, estar frescas e bem embaladas. Os chás podem ser comprados em supermercados e lojas de produtos naturais, enquanto os fitoterápicos só podem ser vendidos em farmácias e lojas especializadas. Uma alternativa cada vez mais comum é plantar algumas ervas de sua preferência em um cantinho da casa. Algumas sugestões são manjericão, orégano e alecrim, que podem ser usadas em chás medicinais e como tempero fresco nos alimentos. Além disso, são plantas fáceis de criar e que duram muito tempo em vasos.