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As dez principais diferenças entre as culturas brasileira e americana

Rob Carr/Getty Images Sport/Getty Images

Introdução

No cinema, na música, nas roupas, nos bens de consumo, nas marcas e em diversos outros elementos que nos cercam no dia a dia, a cultura americana está fortemente presente na vida dos brasileiros. Porém, mesmo sendo tão influenciados pelos estadunidenses, ainda há muitas diferenças entre nossa cultura e a deles. As distinções apenas começam pelo idioma e se estendem por muitos hábitos simples. A alimentação, a forma de tratar os amigos, a preocupação com o patrimônio e o nacionalismo são apenas algumas diferenças entre ambas sociedades. Veja aqui o que separa as culturas brasileira e americana.

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Cumprimento

Isso pode variar de acordo com a região do Brasil, seguindo a regra de um, dois ou três beijinhos no rosto para dar "oi" ou se despedir. Usamos o aperto de mão apenas em situações profissionais. Quando já temos certa intimidade, podemos até trocar um beijinho no rosto em um ambiente formal. No país do tio Sam, beijinho de rosto é algo bem raro, acontecendo apenas com seus amigos íntimos, daqueles que você consegue contar nos dedos, normal mesmo é o cumprimento de mão. Ao contrário dos brasileiros, os estadunidenses são bem mais reservados e não gostam de distribuir beijinhos no rosto.

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Hábitos alimentares

Nos Estados Unidos, não tem feijoada, pão de queijo, vatapá, inhame, coxinha, chimarrão e nada da nossa deliciosa culinária tropical. Na terra do fast food, nada mais comum que hambúrguer, pizza ou hot dog (o cachorro-quente dos gringos). Quando a comida é feita em casa, grande parte dos produtos é congelada e nada chega perto do nosso saboroso arroz com feijão. Mesmo consumindo muito café, os brasileiros só perdem para os americanos, que estão em primeiro lugar no consumo do grão per capita. Para qualquer lugar que você vá nos Estados Unidos, há americanos andando com copos térmicos cheios de algo com muita água que eles costumam chamar de café.

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Cupons

A prática dos cupons não pegou no Brasil, mas os Estados Unidos são a terra do cupom. Eles têm cupom pra tudo: comida, brinquedo, brozeamento artificial, corte de cabelo, corte de grama, manutenção do carro e para todos os produtos e serviços que você queira utilizar. Existe até um programa de TV sobre famílias que conseguem fazer uma compra de mês gigante gastando poucos dólares e utilizando infinitos cupons que recolheram em diversas revistas, jornais ou que vieram pelo correio. Você consegue pensar em uma família de cinco pessoas fazendo a feira do mês gastando menos de US$ 10 (cerca de R$ 25)? They can!

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Separação das etnias

Imigrantes são muito comuns nos Estados Unidos, por vários motivos. Muitas pessoas chegam lá com uma mão na frente e outra atrás, aprendem inglês de graça nas igrejas, encontram um trabalho em alguma loja ou restaurante e conseguem ter uma vida estável. Mas há grupos bem definidos de amizades: hipânicos, negros, asiáticos e brancos dificilmente se misturam. Há áreas para cada nacionalidade nas grandes cidades americanas. Diferentemente do que costuma ocorrer no Brasil, lá é comum ver negros tão bem de vida quanto brancos.

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Carros

Sendo os Estados Unidos o berço da fabricação em massa de automóveis, lá é fácil adquirir um. Não é porque eles facilitam o pagamento em até seis anos, como no Brasil. Ter carro lá é barato principalmente porque não existem tantos impostos quanto aqui. Seja novo ou usado, é muito fácil comprar um veículo na terra do tio Sam. Acredite ou não, lá é possível comprar um automóvel usado e bem conservado que leve sete pessoas por menos de US$ 4 mil (ou cerca de R$ 9 mil).

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Qualidade de vida

Espaço verde é algo que não falta nos Estados Unidos. Até nas grande cidades é fácil encontrar espaços para passar o tempo em meio à natureza, como o Central Park, em Nova York, um dos maiores parques urbanos do mundo. Mas a qualidade de vida americana também pode ser vista na limpeza das ruas e nas casas e prédios bem conservados. Os estadunidenses prezam muito pela aparência e fazem questão de manter o lar no melhor estado de conservação. Aquelas casas grandes e bonitas dos filmes realmente fazem parte do estilo de vida norte-americano.

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Conhecimentos gerais

Muitos acusam os cidadãos dos Estados Unidos de apenas olharem para o próprio umbigo. De forma generalizada, em termos geográficos, essas pessoas podem estar certas. Uma pesquisa americana de 2006, realizada entre jovens de 18 a 24 anos, revelou que 20% dos entrevistados acreditavam que o Sudão ficava na Ásia, enquanto 10% afirmaram que o país se situava na Europa. O país, entretanto, está situado no continente africano. A mesma pesquisa revelou que alguns entrevistados não sabiam nem ao menos onde Nova York estava no mapa. O estudo elaborado pela National Geographic concluiu que os jovens americanos não estão preparados para o mundo globalizado.

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Séries

O último episódio da novela das oito é capaz de parar o Brasil, porém novela não é algo muito comum nos Estados Unidos. Elas existem, mas têm menor importância que no Brasil, pois são poucas as pessoas que as assistem. O que faz sucesso mesmo por lá são as séries. Diferentemente das novelas tupiniquins, uma série pode durar anos e é transmitida uma vez por semana. As séries podem ser de vários gêneros, suspense, ficção científica, drama ou comédia, como é o caso de "Friends", uma das séries de maior sucesso da TV americana, que durou dez anos.

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Patriotismo

Algumas pessoas gostam de dizer que brasileiro só é patriota durante a Copa do Mundo. Sendo verdade ou não, uma coisa é fato: o americano é muito mais patriota que o brasileiro. Eles sentem muito orgulho do próprio país e amam a bandeira americana. É bem comum vê-la hasteada ao lado da porta de entrada principal das casas. O patriotismo tem muita ligação com as forças armadas americanas, pois nos Estados Unidos são muito comuns pessoas que servem ou já serviram ao país, e todas se sentem honrados em prestar esse serviço à nação.

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Esportes

Nos esportes, a preferência nacional brasileira é o futebol. Isso acaba deixando de lado as outras modalidades. Nos Estados Unidos, várias modalidades disputam a preferência da população, sendo beisebol, basquete e futebol americano os mais cotados. Além disso, os estadunidenses valorizam muito mais os jogos e competições. Desde pequenas, as crianças praticam diversas atividades esportivas na escola, e isso perdura até a faculdade. Um reflexo disso pode ser visto nos resultados das Olimpíadas. Nos jogos olímpicos de Londres, em 2012, os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar, com 104 medalhas, enquanto o Brasil ficou em 22º, com 17 premiações.