Diabetes e o metabolismo lipídico

Escrito por melissa kelly | Traduzido por samantha g. silva
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O processo metabólico dos lipídios está relacionado à quebra dos carboidratos e da gordura, dois elementos fundamentais da diabetes mellitus. O metabolismo lipídico ocorre no pâncreas e a maioria das etapas desse processo é regulada pela insulina. Problemas com a insulina, relacionados tanto à diabetes tipo 1 quanto à diabetes tipo 2, podem causar um impacto profundo no processo metabólico dos lipídios.

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O que são lipídios?

Os lipídios são um grupo extenso de moléculas, que incluem: ácidos graxos, vitaminas, esterois, ceras, entre outros. Como os lipídios englobam uma categoria muito ampla, são utilizados de diferentes formas pelo corpo e operam diversas funções. Os lipídios são processados através da corrente sanguínea, o que faz com que passem por interações complexas, dependendo de suas funções, da quantidade de energia do corpo e da necessidade de glicose.

Metabolismo lipídico normal

No metabolismo lipídico normal, a primeira etapa consiste na hidrólise dos lipídios para a produção de glicerol e ácidos graxos. Posteriormente, o glicerol é metabolizado em uma molécula intermediária, fosfato de diidroxiacetona, antes de ser metabolizado em glicose para o sangue ou glicogênio. Enquanto isso, o ácido graxo é convertido em acetil-CoA, sendo então utilizado na produção de ácidos graxos ou iniciando o ciclo do ácido cítrico, que o converterá em dióxido de carbono e água.

O papel da insulina no metabolismo lipídico

Entende-se que, uma vez que a insulina opera um papel tão importante no metabolismo dos carboidratos, ela também afetará o metabolismo dos lipídios, incluindo a síntese dos ácidos graxos no fígado, quebra das gorduras no tecido adiposo e absorção de gorduras. Açúcar em excesso, devido à deficiência de insulina, é armazenado no tecido adiposo na forma de triglicerídeos (um tipo de lipídio).

Diabetes tipo 1 e o metabolismo lipídico

Geralmente, pacientes com diabetes tipo 1 possuem anomalias relacionadas ao uso dos lipídios pelo corpo, ainda que o índice glicêmico esteja controlado. A deficiência de insulina, associada com a diabetes tipo 1, inibe a habilidade do corpo de armazenar lipídios no tecido adiposo, fazendo com que os lipídios circulem livremente na forma de ácidos graxos e lipoproteínas. Os ácidos graxos são oxidados pelo fígados, formando as cetonas. Em níveis elevados, as cetonas podem aumentar o pH do sangue ou levar à cetoacidose, que ocorre quando o corpo, na ausência de açúcar, começa a utilizar a gordura como fonte de energia.

Diabetes tipo 2 e o metabolismo lipídico

Na diabetes tipo 2, os tecidos não respondem adequadamente à insulina e começam a armazenar o excesso de energia da glicose no tecido adiposo. Esses lipídios em excesso acumulam em áreas como fígado, músculo esquelético e, algumas vezes, nos rins e nas células beta pancreáticas. Esse processo intensifica o ganho de peso e a desregulação do açúcar característico da doença. Na verdade, a diabetes tipo 2 tende a se desenvolver em pacientes com regulagem indevida do processo metabólico lipídico ocasionada pelo excesso de energia armazenada.

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