Dicas para jogos de faz-de-conta com crianças autistas

Escrito por julie vickers | Traduzido por gabriela bazzo
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Dicas para jogos de faz-de-conta com crianças autistas
Brincadeiras de faz-de-conta ajudam crianças com autismo a desenvolver habilidades sociais (i'm listening image by Yuriy Mazur from Fotolia.com)

O transtornos do espectro autista é uma condição de desenvolvimento que afeta a função cerebral e causa sintomas como comportamentos repetitivos, dificuldades de comunicação e dificuldade nas interações sociais. Os sintomas do transtorno podem ser brandos ou severos, mas em crianças pequenas eles se manifestam como uma dificuldade em fazer amigos e de participar de brincadeiras, principalmente as de faz-de-conta. Algumas crianças autistas também apresentam obsessão por alguns objetos ou por partes de objetos. De acordo com a Sociedade Nacional de Autismo dos EUA, é importante ensinar e estimular as crianças autistas a participarem de brincadeiras de faz-de-conta, pois elas estimulam portadores do transtorno a desenvolver o pensamento flexível.

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Atividades culinárias

Faça com que as crianças participem de atividades na cozinha, como fazer biscoitos de chocolate. Deixe-as usar utensílios, mas com supervisão cuidadosa e permanente. Depois, organize uma tarde de chá e coma os biscoitos com as crianças. Estimule-as a lembrar a sequência de tarefas na cozinha, escreva a receita e ilustre cartões com os passos. Se possível, encape os cartões para mantê-los limpos. Coloque os cartões em uma mesa com massinha e cortadores de biscoito para que as crianças possam fingir fazer biscoitos com a massa. Você também pode fazer uma massa salgada, cortar biscoitos e assar em fogo baixo, pintar pequenas manchas marrons e envernizá-lo. Coloque os biscoitos de mentira, os cartões de receita e copos de plástico e em algum canto da casa para incentivar as crianças a brincarem de tarde de chá.

Criaturas loucas

O fonoaudiólogo Tahirih Bushey e o site Autismgames.com recomendam um jogo chamado "Faça o que faço" que usa animais de brinquedo. Sente-se com as crianças para assistir a um videoclipe, que demonstra como usar a imaginação para "criar algo novo com peças antigas e, em seguida, nomeá-lo". Deixe as crianças cortarem as fotos dos animais em partes, que podem ser recombinadas para criar seus próprios "criaturas malucas". Cole a montagem sobre uma folha papel para fazer uma imagem e ajude as crianças a criar um nome maluco.

Jogos com bonecos

Em seu livro "Dificuldades de discurso e linguagem" (título em tradução livro) a autora Hannah Mortimer recomenda um jogo de fingir chamado "Ring-a-ling", que requer um grande boneco de luva e dois telefones de brinquedo. Este jogo incentiva as crianças a se envolverem em interações sociais e desenvolverem habilidades de conversação. Finja que o boneco disca um número no telefone. Depiois, diga a uma das crianças: "É para você!" e convide-a a levantar o auscultador do outro telefone. Use uma voz tímida para o boneco, que deverá falar frases como, como "Olá? Quem é?" Incentive a criança a responder, dizendo o seu nome. O boneco então pergunta: "Você vai ser meu amigo?" Estenda a atividade, permitindo que as crianças se revezem para telefonar para o boneco e respondam as perguntas.

Roteiros sociais

Crianças autistas podem não ter consciência dos roteiros sociais, que são sequências previsíveis de eventos, comportamentos e diálogos que acontecem regularmente em diversas situações. Escolha uma situação específica que as crianças autistas encontrem um desafio e reveze turnos entre os participantes. Escreva um roteiro história que usa nomes reais das crianças e estabeleça uma sequência de comportamentos durante o jogo. Por exemplo: "Tom vê Lucy jogando um jogo de tabuleiro e dados com a Sra. Adams. Tom diz: "Posso jogar também?" A Sra. Adams diz: '"Sim, logo depois que terminar este jogo". Tom espera sua vez e depois joga com a Sra. Adams e Lucy. Lucy vence o jogo e Tom diz: "Muito bem, Lucy". Prossiga com a atividade utilizando fantoches para cenários imaginários e situações fictícias para desenvolver ainda mais a compreensão das habilidades sociais.

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