Dicloridrato de malarsomina no tratamento da dirofilariose

Escrito por sandra parker | Traduzido por julio vizo
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Dicloridrato de malarsomina no tratamento da dirofilariose
A dirofilariose é prevalente em cães e pode ser tratada com o uso de dicloridrato de malarsomina (dog image by Mat Hayward from Fotolia.com)

A dirofilariose é uma infecção parasitária, geralmente encontrada em cães, que ataca o sistema circulatório. Os animais adquirem com larvas de dirofilariose através da picada de um mosquito infectado, o hospedeiro intermediário. As larvas viajam através do sistema circulatório e se instalam no coração, onde permanecerão pelo resto de suas vidas. A dirofilariose causa doença cardíaca crônica e parada cardíaca aguda em alguns cães. Animais doentes são tratados com ivermectina oral uma vez por mês para prevenir a infecção, no entanto, usá-la em cães já doentes pode causar uma reação fatal.

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O que é Immiticide

A melarsomina, também conhecida como Immiticide, é um fármaco utilizado para o tratamento de dirofilariose em cães. É o único atualmente aprovado pela ANVISA para o tratamento de verme do coração (dirofilariose) em cães. Um veterinário prescreverá esse medicamento como uma injeção intramuscular nos músculos lombares. Ele só mata os vermes adultos no cão infectado, não tendo nenhum efeito sobre as larvas.

História

O dicloridrato de malarsomina é um medicamento à base de arsênico. Os primeiros protocolos de tratamentos da dirofilariose envolveram a administração de arsênio intravenosa a cães, ao longo de vários dias e até uma semana. O problema desse tratamento é que ele não só era tóxico para os vermes, mas também para os cães. O dicloridrato de malarsomina é um fármaco seguro e não resulta em toxicose como o seu antecessor. Ele é apenas aprovado para utilização em cães. O dicloridrato de malarsomina não é recomendado para uso humano ou em outras espécies de animais.

Efeitos colaterais

Apesar desse medicamento ser extremamente eficaz e considerado seguro, ele tem efeitos colaterais. O mais comum envolve a formação de tromboembolismo devido a vermes mortos que viajam através do sistema circulatório. Quanto mais pesada for a carga de vermes, maior o risco de embolia. Outros efeitos colaterais menos graves incluem dor e inchaço nos locais da injeção, tosse, letargia, febre e falta de apetite. A dor e o inchaço são atribuídas à morte dos vermes.

Posologia

O dicloridrato de malarsomina é geralmente administrado em duas injeções, sendo a segunda 24 horas após a primeira. Em cães com infestações pesadas, o veterinário dará uma injeção inicial e seguirá a posologia das duas injeções após um intervalo de 30 dias.

Cuidados pós tratamento

O veterinário deve manter os cães tratados com dicloridrato de malarsomina sob observação rigorosa durante os primeiros dias de tratamento para reduzir o risco de embolia. Após a liberação, você deve restringir o exercícios e movimentos do animal por várias semanas. Veterinários por vezes administram ivermectina oral para matar as larvas que persistem e colocam os animais em um esquema de prevenção da dirofilariose pelo resto da vida.

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