Qual a diferença entre uma fábula e um conto de fadas?

Escrito por frank b. chavez iii | Traduzido por jesse mourao
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Qual a diferença entre uma fábula e um conto de fadas?
Os folcloristas alemães Jacob e Wilhelm Grimm ajudaram a estabelecer os contos de fadas como assuntos dignos de estudo acadêmico (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

As pessoas provavelmente contam histórias desde a pré-história, quando os homens sentavam-se ao redor de uma fogueira para gabar-se de suas proezas como caçadores. As histórias servem para muitos propósitos. Os mitos, por exemplo, relatam sobre deuses e heróis de uma cultura. Alguns tipos, como as fábulas, podem ensinar, disfarçadamente, uma lição. Outros, como os contos de fadas, incitam a imaginação com contos mágicos ocorridos em épocas e lugares distantes.

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Fábula

Uma fábula é uma história curta, em prosa ou verso, que satiriza o comportamento humano ou apresenta uma moral. Os personagens de fábulas são geralmente animais, plantas ou objetos inanimados que falam e se comportam como pessoas. As fábulas mais velhas estão na antiga coleção indiana, chamada de "Panchatantra". Os estudiosos acreditam que foi escrita entre o terceiro e segundo século a.C. As fábulas que são consideradas as melhores do ocidente, como "A lebre e a tartaruga", "A raposa e as uvas" e "A leiteira e o balde de leite", são atribuídas ao escritor grego Esopo.

Escritores modernos de fábulas

Muitos escritores modernos também escreveram fábulas. No século XVII, o escritor francês Jean de La Fontaine reescreveu as fábulas de Esopo com comentários políticos e sociais para adultos. No final do século XVIII e início do XIX, o poeta russo Ivan Krylon traduziu as estórias de La Fontaine para o Russo, e criou as suas próprias fábulas. Embora fossem para adultos, suas estórias ficaram populares também entre as crianças. O escritor americano James Thurber escreveu fábulas que satirizavam a vida moderna em seu livro "Fables for Our Times" (Fábulas para nossos tempos), de 1940. O autor britânico George Orwell usou animais falantes e outros elementos da fábula em sua sátira política "Animal Farm" (Fazenda de animais), de 1945.

Orígens do conto de fada

Um conto de fadas é uma história curta, que envolve mágica e pode incluir criaturas folclóricas como fadas, duendes e elfos. Tais tipos de contos tiveram início na tradição oral de quase toda cultura na Terra. Entretanto, não eram considerados gênero literário até os séculos XVI e XVII. Os primeiros contos de fadas escritos foram criados para adultos por autores italianos e franceses, como Giovan Francesco Straparola, Giambattista Basile, a baronesa de Aulnoy, Marie Catherine Jumel de Barneville e Charles Perrault. As estórias da Baronesa de Aulnoy e Charles Perrault foram as primeiras a serem traduzidas para o inglês, no século XVIII.

Desenvolvimento

Os contos de fadas não foram escritos para crianças até meados de 1700. O editor inglês John Newbery começou a incluir contos de fada como "Chapeuzinho vermelho", "Cinderela", "Diamantes e sapos" e "O gato de botas" em seus livros infantis em 1743. Em 1750, Madame Le Prince de Beaumont publicou contos de fadas e histórias bíblicas misturados com lições de geografia e história em sua revista infantil "Magasin des Enfants". No século XVIII, a publicação de contos de "Noites da Arábia" ajudou a popularizar contos de fadas de outros países. No século XIX, educadores como Robert Bloomfield, Sarah Trimmer e Marry Sherwood denunciaram os contos de fadas como imorais. No entanto, a pesquisa feita pelos folcloristas alemães, os irmãos Grimm, fez dos contos de fadas um assunto aceitável para a pesquisa acadêmica. Em meados de 1800, suas coleções de contos de fadas foram reunidas em prateleiras de livrarias através dos trabalhos de Hasn Chistian Andersen, Andrew Lang, T.C. Croker e Sir George Dasent.

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