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Qual a diferença entre um ímã permanente e um temporário?

Atualizado em 20 julho, 2017

Ímãs são energizados de forma atômica. A diferença entre um ímã permanente e um temporário está em suas estruturas atômicas. Ímãs permanentes têm seus átomos alinhados o tempo todo, enquanto que os temporários têm os átomos alinhados apenas enquanto estão sob influência de um campo magnético externo e forte. Superaquecer um ímã permanente vai rearranjar sua estrutura atômica e transformá-lo em um ímã temporário.

O comportamento dos elétrons em materiais magnéticos diferencia os tipos de ímãs (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Noções básicas de magnetismo

Materiais com propriedades magnéticas possuem campos magnéticos. Um prego de aço comum não tem um campo magnético forte o bastante para atrair um clipe de papel. Entretanto, a magnetização pode aumentar a força do campo magnético do prego. Basta colocar um ímã permanente forte ao lado do prego e isso fará com que este último tenha um campo magnético mais forte, agindo como um ímã temporário. O prego é referido como um ímã temporário porque, assim que o ímã permanente for retirado, o prego perderá o campo magnético forte que atraiu o clipe de papel.

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Um ímã permanente com seu campo magnético ilustrado (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Ímãs permanentes

Ímãs permanentes se diferem dos temporários pela capacidade de continuarem magnetizados sem a influência de um campo magnético externo. Normalmente, ímãs permanentes são feitos de materiais magnéticos "rígidos", sendo que essa palavra se refere à capacidade do material de se tornar magnetizado e continuar assim. O aço é um exemplo de um material magnético rígido.

Muitos ímãs permanentes são criados ao expor o material magnético a campos externos muito fortes. Uma vez que o campo externo é removido, o material estará convertido em um ímã permanente.

Um típico ímã permanente atraindo filamentos metálicos (Photodisc/Photodisc/Getty Images)

Ímãs temporários

Ao contrário dos permanentes, os ímãs temporários não conseguem continuar magnetizados sozinhos. Materiais magnéticos brandos, como o ferro e o níquel, não atrairão clipes de papel após um forte campo magnético externo ter sido removido.

Um exemplo de um ímã temporário industrial é o eletroímã usado para remover a sucata em um ferro velho. Uma corrente elétrica, que flui através de uma bobina envolvendo uma placa de ferro, induz um campo magnético. Quando a corrente flui, a placa pega a sucata. Quando a corrente para, a placa solta a sucata.

Um eletroímã é usado para pegar sucata (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

Noções básicas da teoria atômica dos ímãs

Materiais magnéticos têm elétrons girando ao redor do núcleo do átomo, criando individualmente um pequeno campo magnético. Isso faz com que, essencialmente, cada átomo seja um ímã menor dentro de um ímã maior. Estes ímãs minúsculos são chamados de dipolos, pois possuem um pólo norte e um pólo sul magnéticos. Dipolos individuais tendem a se juntar com outros, formando dipolos maiores que são chamados de domínios. Estes domínios têm campos magnéticos mais fortes do que os dipolos individuais.

Materiais magnéticos que não estão magnetizados têm seus domínios atômicos arranjados em direções opostas. Entretanto, quando o material é magnetizado, os domínios se alinham em uma orientação comum e agem como um grande domínio, com um campo magnético ainda maior do que um único domínio. É isso que dá força a um ímã.

A diferença entre um ímã permanente e um temporário é que, uma vez que a magnetização para, os domínios do ímã permanente continuarão alinhados e terão um campo magnético forte, enquanto os domínios do ímã temporário vão se rearranjar de uma forma não alinhada e terão um campo magnético fraco.

Uma maneira de estragar um ímã permanente é superaquecê-lo. O calor excessivo faz os átomos do ímã vibrarem violentamente, perturbando o alinhamento dos domínios atômicos e seus dipolos. Depois de esfriarem, os domínios não vão se realinhar sozinhos como antes e, estruturalmente, se tornarão ímãs temporários.

Uma ilustração dos orbitais de elétrons girando em um átomo (Ryan McVay/Photodisc/Getty Images)
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Referências

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