Diferenças entre adaptações fisiológicas e estruturais

Escrito por will milner | Traduzido por pamela oliveira
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Diferenças entre adaptações fisiológicas e estruturais
As girafas se distinguem por suas adaptações estruturais (Thinkstock/Comstock/Getty Images)

O termo adaptação, na biologia evolucionista, é usado em dois sentidos. Descreve o processo pelo qual os organismos evoluem para se adequarem ao seu ambiente. E também é usado para descrever uma característica particular de um organismo que o ajuda a sobreviver em seu ambiente. Nos dois casos, há uma diferença entre adaptação estrutural e fisiológica.

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Traços estruturais

Uma adaptação estrutural, em relação aos traços, se refere a uma parte do corpo de um organismo que mostra sua adaptabilidade ao nicho em que habita. Por exemplo, a espessa pelagem do urso polar permite que ele sobreviva ao frio intenso. Os espinhos do cardo são outro exemplo, eles o impede de ser devorado. Alguns traços se desenvolveram para ajudar o organismo a sobreviver, mas depois se tornaram inúteis devido a uma mudança de ambiente. Eles são conhecidos como traços vestigiais. Os dentes sisos são um exemplo de traço vestigial. Os humanos usavam esses dentes para mastigar tecido vegetal, mas agora isso não é mais necessário. Como esses dentes deixaram de ter utilidade, não são mais considerados adaptações.

Traços fisiológicos

Um traço fisiológico se refere a uma habilidade física e bioquímica que faz um organismo mais apto viver em seu ambiente. Exemplos incluem a produção de hormônios ou feromônios e como um organismo é capaz de gerar novas células. A divisão entre estrutural e fisiológico é sutil e, algumas vezes, não é claro se um traço é fisiológico ou estrutural. Dentes, por exemplo, são um traço estrutural, mas a capacidade de absorver cálcio e transformá-lo em dentes é fisiológica. Traços fisiológicos são, em geral, internos, envolvendo alguma parte do organismo, enquanto traços comportamentais se referem a algo que o animal faz ao interagir com o ambiente.

Processo de adaptação estrutural

A adaptação estrutural, como processo, se refere ao desenvolvimento de traços estruturais com o passar do tempo. A adaptação ocorre devido à evolução por mutação e seleção natural. Exemplos incluem o gradual alongamento do pescoço das girafas ao longo de milhares de anos, enquanto os animais com pescoço mais alongado competiam com seus contemporâneos de pescoço mais curto e o traço ia sendo passado a diante e reforçado a cada geração. Outro exemplo é o desenvolvimento de diferentes tipos de bicos das espécies de tentilhões estudadas por Darwin. Grupos de uma mesma espécie ficaram separados em diversas ilhas, nas quais fontes diferentes de alimento estavam disponíveis. Como consequência, os grupos desenvolveram tipos de bico diferentes para permitir a eles aproveitarem as fontes de alimento mais abundantes.

Processo de adptação fisiológica

Esse processo se refere a como os processos fisiológicos se desenvolvem nos organismos com o tempo. Um exemplo é o desenvolvimento da habilidade dos mamíferos de produzirem leite, que surgiu a partir da pré-existente habilidade de suar. Traço fisiológicos e seu desenvolvimento dependem do desenvolvimento de traços estruturais. Por exemplo, as glândulas mamárias precisavam se desenvolver para que um organismo produzisse leite, da mesma forma que a habilidade fisiológica de gerar esses traços estruturais precisasse ser desenvolvida. Essencialmente, esses são dois lados da mesma moeda, e definir se algo é estrutural ou fisiológico depende do contexto.

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