Diferenças entre hidrofluorcarbonos e clorofluorcarbonos

Escrito por john brennan | Traduzido por giovana moretti
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Diferenças entre hidrofluorcarbonos e clorofluorcarbonos
Os CFCs têm sido implicados como causa do esgotamento de ozônio (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

Clorofluorcarbonos e hidrofluorcarbonos (CFCs e HFCs) são classes de compostos orgânicos (compostos que contêm carbono). Eles são uma subcategoria dos haletos de alquila, compostos orgânicos que contêm átomos de halogênio (flúor, cloro, bromo e iodo). As diferenças entre esses dois tipos de compostos são suas composições e impactos ambientais.

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Composição

Os CFCs contêm cloro, flúor e carbono, enquanto os HFCs contêm hidrogênio, flúor e carbono. Os CFCs mais simples são o diclorodifluorometano, conhecido como Freon-12, e o triclorofluorometano. O primeiro tem a fórmula molecular CCI2F2, enquanto o segundo tem a fórmula molecular CCI3F. Um exemplo simples de hidrofluorcarbono é o CH2F2. Em ambos os casos, os átomos de hidrogênios normalmente presentes no metano foram substituídos pelos átomos de halogênio, mas o CFC não tem nenhum hidrogênio, enquanto o HFC não tem nenhum cloro.

Usos

Os CFCs são usados como refrigerantes, agentes de insuflação, solventes, e na fabricação de sprays aerossol. Eles foram adotados originalmente porque eram muito menos tóxicos que outras substâncias como o dióxido sulfúrico, o cloreto de metilo e a amônia, todos usados com frequência em refrigerantes no início do século XX. Em 1987, porém, 27 países assinaram o Tratado do Protocolo de Montreal, comprometendo-se a reduzir em 50% a produção de CFCs antes do ano 2000.

CFCs e o ozônio

As autoridades públicas estavam preocupadas com o CFCs devido ao seu impacto na camada de ozônio, que ajuda a proteger a vida da Terra contra os efeitos danosos dos raios ultravioletas. Os CFCs não são reativos, então, possuem vida útil longa, o que lhes dá tempo para se misturar com a atmosfera da Terra. Algumas moléculas de CFC alcançam a estratosfera superior, onde são expostas a mais raios ultravioletas. O UV tem energia suficiente para quebrar as ligações de cloro e carbono nas moléculas de CFC, criando um radical de cloro — uma espécie altamente reativa com um elétron não emparelhado. O radical de cloro age como um catalisador ao quebrar o ozônio e transformá-lo em oxigênio diatômico. Uma vez que o radical de cloro, como todos os catalisadores, não é consumido na reação, ele pode destruir potencialmente muitas moléculas de ozônio nesse processo.

HFCs e o meio ambiente

Os CFCs, inicialmente, foram substituídos primariamente pelos hidroclorofluorcarbonos, ou HCFCs, que são mais quimicamente reativos que os CFCs; consequentemente, eles têm vida útil menor e nunca conseguem chegar à estratosfera superior. No entanto, os HCFCs também podem destruir o ozônio, então, eles estão programados para uma eliminação total até 2030, período no qual eles serão completamente substituídos pelos HFCs. Os HFCs também têm impactos ambientais, porque eles têm potencial para contribuir com o aquecimento global. Felizmente, eles têm vida útil curta; de acordo com a EPA, a maioria tem vidas atmosféricas inferiores a 15 anos.

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