Diferentes piercings de tribos africanas

Escrito por samantha laros | Traduzido por laila teixeira
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Diferentes piercings de tribos africanas
Membros de tribos africanas fazem piercings para refletir sua personalidade e espiritualidade (Ulet Ifansasti/Getty Images News/Getty Images)

O que o vocalista do Incubus, Brandon Boyd, tem em comum com o mais antigo corpo mumificado descoberto por humanos? Ambos têm as orelhas alargadas, visual obtido quando se faz um furo na pele que é progressivamente aumentado, colocando discos de metal, madeira ou plástico cada vez maiores nele. Historiadores crêem que humanos da época das múmias que, hoje, têm 5.000 anos acreditavam que demônios entravam em seus corpos através das orelhas e colocar metal nos lóbulos os afastaria. Atualmente, muitas tribos africanas exibem piercings como parte do seu estilo de vida por motivos espirituais e sociais.

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Piercings como forma de arte

Para preservar suas antigas culturas e crenças, muitas tribos africanas mantêm suas práticas de fazer piercings, surgidas há milhões de anos. Através da África, piercings sinalizam orgulho, beleza e riqueza. O site African Conservancy's afirma: "A arte corporal africana transforma aquele que a usa em um objeto moldado por cores, movimentos, texturas, estampas e desenhos". Ao contrário das crenças ocidentais que enxergam piercings como tabu, muitas tribos africanas acreditam que furar e mesmo alargar partes do corpo forma caráter e cria disciplina e força.

Alargadores de orelha

Os Masai, uma tribo étnica que vive atualmente no Quênia e na Tanzânia são, historicamente, emigrantes do Norte da África e, no passado, governaram a maior parte do continente. Apesar de doenças, fome e do fluxo de turismo, os Masai preservam suas crenças e práticas originais, incluindo furar e alargar os lóbulos das orelhas em rituais. Tanto homens quanto mulheres alargam seus lóbulos com discos ocos e então, penduram joias de contas pelos furos criados através do processo de alargamento. Em danças e cerimônias tradicionais dos Masai, que incluem circuncisão de homens e mulheres, a pessoa que estiver recebendo honrarias estará usando muitos enfeites corporais.

Botoques

Descrita pela "National Geographic" como uma popular atração turística, a tribo Mursi é culturalmente rica. Vivem no sul da Etiópia e suas mulheres são conhecidas pelos botoques que usam para exibir beleza e individualidade. O botoque é um grande disco de cerâmica ou madeira usado pelas mulheres em seus lábios podendo ter até 12 centímetros de diâmetro. Aos 15 ou 16 anos cada jovem Mursi tem seu lábio cortado pela mãe ou por outra mulher da tribo. O corte é preenchido com madeira até que sare e depois é alargado ao longo de vários meses, através da inserção de pratos maiores no furo.

Piercings de nariz

No livro bíblico de Gênesis, Abraão dá um brinco dourado para Rebecca, a mulher com quem seu filho Isaque, se casa. A palavra usada no versículo para descrever o presente é "Shanf" que, em hebraico, significa brinco de nariz. Em referência a este versículo, homens das tribos nômades Berbere e Beja que vivem, respectivamente, no Saara e no Sudão, presenteiam suas esposas com alianças para serem usadas no nariz. Se uma mulher usa uma grande argola no nariz, a interpretação feita pelos demais é que ela se casou com um homem rico. Em caso de separação, a argola é da mulher que poderá vendê-la ou permutá-la para sua segurança financeira.

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