Os diretos das mulheres no Iraque

Escrito por marisa swanson | Traduzido por rodrigo andréa
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Os diretos das mulheres no Iraque
No Iraque a mulher sempre teve direitos, porém estes podem estar em perigo (muslim woman image by DXfoto.com from Fotolia.com)

Muitos pensam que a cultura do Oriente Médio está ligada à religião muçulmana. Muitos também pensam que a religião está ligada à falta de direitos da mulher. Mesmo apesar de o Iraque ter maioria muçulmana, o país historicamente teve uma política liberal em relação aos direitos femininos. Porém, a instabilidade do governo nas duas últimas décadas leva a crer que tais direitos estão em perigo.

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O partido Ba'ath

O partido Ba'ath organizou um golpe de estado (tomando o governo) no Iraque em 1968, o que inaugurou um duradouro governo e legislação que promoveu o direito da mulher: direitos iguais no país. Em 1970, A Constituição Iraquiana foi modificada. O documento formalmente garantia direitos iguais à mulher e mais especificamente o direito ao voto, de ir à escola e concorrer a cargos políticos.

Federação Geral das Mulheres Iraquianas

A Federação Geral das Mulheres Iraquianas (GFIW) foi criada pelo novo governo do partido Ba'ath para ajudar o governo a promover e assegurar os direitos femininos no Iraque. O GIFW administrou mais de 250 centros comunitários em meios rurais e urbanos que ofereciam capacitação para o trabalho e outros programas sociais para mulheres.
Nos meados dos anos 70 mais legislações foram aprovadas, como por exemplo a erradicação do analfabetismo, um ato que criou centros literários pelo país para garantir que todos cidadãos, incluindo as mulheres, aprendessem a ler. Durante esse tempo as mulheres ingressaram no mercado de trabalho e passaram a ocupar cargos que antes eram somente ocupados por homens.

Direito da mãe e de voto

A mudança de legislação em 1978 permitiu a mulheres divorciadas terem custódia dos filhos até os 15 anos, uma extensão da idade anterior, que era 10. Quando o período terminasse, a criança poderia escolher com quem gostaria de viver. Em 1980 várias mulheres foram concedidas o direito de votar e para concorrer a cargos políticos.

Intrusão da Guerra do Golfo

Devido ao envolvimento do Iraque na Guerra do Golfo nos anos 90, as Nações Unidas impuseram sanções econômicas ao país, o que arruinou com os recursos do país. Caso as famílias tivessem condições de pagar os estudos de apenas uma das crianças, normalmente escolhiam o menino. A principal quebra dos direitos da mulher foi a decisão de Sadaam Huseein de dissolver aspectos do governo e abarcar o islamismo e tradições tribais. Essa nova reforma política desfez o trabalho do partido Ba'ath e legalizou atividades extremistas tais como as ''matanças de honra" de mulheres devido a transgressões religiosas. Com uma economia cada vez pior, o governo dispensou a mulher dos trabalhos para dar espaço aos homens. De acordo com a organização de direitos humanos ''Human Rights Watch'' uma lei governamental em junho de 2000 forçou todos os ministérios estatais a decretar restrições a mulheres que trabalham fora de casa.

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