Doenças do bagre de água doce

Escrito por heather clark | Traduzido por bruno manuel silva morais
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Doenças do bagre de água doce
Bagre de água doce (catfish image by pearlguy from Fotolia.com)

Bagres de água doce não são apenas um alimento ecológico, mas também uma fonte de alimento valorizada em muitas partes do mundo. Devido à sua importância econômica e culinária, é dada especial atenção a doenças e aflições que podem afetar sua população.

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Doença viral do bagre-americano (CCVD)

CCVD é uma doença particularmente devastadora que pode ter um grande impacto econômico para fazendas de bagres. Causada por um vírus da herpes (Ictalurid herpesvirus 1), ela pode se espalhar rapidamente e matar grandes quantidades de bagres pequenos e a prole. Peixes infectados apresentam sintomas proeminentes, tais como hemorragias nas barbatanas, olhos salientes (exopthalamus) e abdômens inchados (ascite). Os peixes que não morrem de CCVD continuam a ser portadores secretos do vírus, que não é detectável através de cultura durante a fase latente. Métodos de controle incluem a separação de ovos em encubação e prole das comunidades transportadoras e a prevenção de manuseio estressante de juvenis durante os meses quentes.

Doença da brânquia proliferativa (PGD)

PGD ​​é uma doença grave que causa a morte através de privação de oxigênio. As origens dessa aflição permaneceram um mistério por algum tempo. No entanto, a causa acabou por ser descoberta: um protozoário conhecido como Aurantiactinomyxon ictaluri. Os esporos desse parasita são liberados na lama através dos intestinos dos vermes hospedeiros. Uma vez fora do hospedeiro, esses esporos se prendem às brânquias do bagre. Essa doença pode ocorrer em todas as fases da vida e é caracterizada por brânquias inchadas e manchadas de sangue. Peixes infectados cessam a alimentação e se movem letargicamente, lutando por oxigênio até que a morte ocorra. Não há cura conhecida para PGD; métodos de tratamento incluem a aeração da água e da troca para uma lagoa não afetada.

Doença do sangue marrom

Durante os meses mais frios, uma superabundância de amônia pode ocorrer em lagoas. Esta desencadeia um frenesi entre as bactérias que se alimentam de amônia, que produzem um material residual chamado nitrito. Em níveis elevados, os nitritos podem infiltrar-se nas brânquias do bagre, resultando na oxidação da hemoglobina das células vermelhas do sangue. O composto resultante, metemoglobina, não pode transportar oxigênio e pode, portanto, induzir o sufocamento. Bagres infectados podem ter sangue que varia na cor do avermelhado ao marrom profundo, dependendo do nível de saturação. Doença do sangue marrom é facilmente prevenida através da manutenção de níveis adequados de cloro (pelo menos 60 ppm durante os meses de outono) no abastecimento de água. Isso pode ser feito com a adição de sal (NaCl).

Doença de columnaris

Causada por uma bactéria conhecida como Flexibactum columnaris, essa doença pode ser particularmente devastadora para fazendas de bagres no sudeste dos Estados Unidos. É mais prevalente durante os meses quentes quando as águas aquecem até entre 25 a 32 ºC. Quando as bactérias se fixam na superfície das brânquias, espalham-se rapidamente, causando necrose. Os sintomas mais comuns incluem lesões na pele e brânquias, que são amarelo-marrom. Lesões avançadas podem ter úlceras centralizadas. Crescimentos acumulados das bactérias columnaris podem, por vezes, ser encontrados nas bocas de peixes infectados. A redução dos níveis de estresse entre a população de peixes é o método mais eficaz de prevenção. A terapia envolve o tratamento da água com produtos químicos considerados seguros para uso em peixes para alimentação. O permanganato de potássio é vulgarmente utilizado para o tratamento de água.

Septicemia entérica do bagre (ESC)

Dentro da indústria de criação de bagre, ESC lidera as doenças devastadoras. Causada pela bactéria Edwardsiella ictaluri, essa doença pode afetar todas as fases de bagre. Sinais de infecção incluem sintomas físicos, tais como olhos salientes, manchas vermelhas no corpo, abdômen inchado e buracos no topo da cabeça. Quando a doença progride, os peixes infectados diminuirão ou cessarão a alimentação e nadarão em padrões erráticos. Surtos de ESC geralmente podem ser tratados com um regime de alimentação de antibiótico de duas semanas. No entanto, a presença de ESC deve ser confirmada por um especialista antes do tratamento.

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