Dosagem da acetilcisteína no tratamento de insuficiência renal

Escrito por evelyn de matias | Traduzido por fabiana silva
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Dosagem da acetilcisteína no tratamento de insuficiência renal
Acetilcisteína para insuficiência renal (Image by Flickr.com, courtesy of Robert S. Donovan)

A insuficiência renal ocorre quando há grandes danos aos rins causados por doenças como diabetes e hipertensão, bem como pela intoxicação causada pelos medicamentos. A administração adequada da dose de acetilcisteína pode ajudar a melhorar as condições de um paciente submetido ao tratamento de diálise. Ela também ajuda a reduzir os riscos da insuficiência renal em pacientes suscetíveis a desenvolver a doença após a cirurgia cardíaca. As dosagens e vias de administração da acetilcisteína varia de acordo com o paciente.

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Indicações

A acetilcisteína, um composto contendo tiol, é indicada para o tratamento de infecções respiratórias, bronquite aguda e crônica e suas exacerbações, produção de muco espesso e doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema). Também é indicada para o tratamento da insuficiência renal, onde sua administração após o radiocontraste suprime a lesão tubular proximal causada por oxidante mediado por estresse que pode danificar os rins.

Benefícios

A acetilcisteína oferece inúmeros benefícios. Sua administração na dosagem adequada pode resultar na diminuição significativa de eventos de mortes causadas por acidentes cardiovasculares, evitar o aumento da pressão arterial e aumentar o fluxo sanguíneo para os rins, reduzindo o acúmulo de resíduos indesejados no corpo, que leva a sintomas de origem urêmica como a falta de ar, inchaço do tornozelo, vômitos e tonturas.

Quando usado com hidratação adequada, esse medicamento ajuda a proteger contra a nefropatia induzida por contraste radiográfico em pacientes cardíacos submetidos à angioplastia. Seu uso tem sido considerado um suplemento adicional para proteger as células contra o envelhecimento e o câncer. Ele também fornece níveis elevados de suplementos antioxidantes para o corpo e impede a toxicidade causada pelo acetaminofeno, que pode danificar o fígado.

Dosagem e administração

A acetilcisteína pode ser encontrada em frascos de vidro de 4, 10 e 30 mL, e pode ser administrada diluindo 20% de sua solução com injeção de água estéril ou através de inalação, e por inalação ou injeção de cloreto de sódio. Também pode ser administrado com 10% de solução não diluída.

O fármaco pode ser administrado oralmente, por via intravenosa e como um inalante. Recomenda-se administrar uma dose de nebulização, de 3 a 5 mL da solução a 20%, ou 6 a 10 mL da solução a 10%, 3 a 4 vezes ao dia. A instilação direta do medicamento pode ser feita a cada hora, na dose de 1 a 2 mL da solução de 10 a 20%. A administração oral requer a diluição da solução a 20% em bebida não alcoólica, até o medicamento atingir a concentração final de 5%.

Advertência

A acetilcisteína em doses elevadas causa náuseas quando ingerida com o estômago vazio. Os outros efeitos colaterais incluem urticária, broncoespasmo, sintomas na nasofaringe e gastrointestinais como vômitos, diarreia e dor abdominal. As doses não devem exceder 500 mg quando tomado por via oral, para evitar a ocorrência de efeitos colaterais.

Também deve-se ter atenção na administração em pacientes com sensibilidade conhecida ao componente da droga, em recém-nascidos, pacientes asmáticos com histórico de úlcera péptica, mulheres grávidas e amamentando.

Ao tomar esse medicamento, a administração de diuréticos, analgésicos e inibidores ECA deve ser suspensa durante o tempo do procedimento. Reações alérgicas graves, como erupções cutâneas, inchaço da face, das extremidades e da língua, tontura, coceira grave e dificuldade de respirar foram relatadas.

Considerações

Como a solução de acetilcisteína não contém um agente antimicrobiano, deve-se tomar um cuidado extra para evitar a contaminação da solução estéril. O medicamento deve ser preparado e utilizado em até uma hora. A solução não diluída restante deve ser armazenada em geladeira e usada dentro de 96 horas.

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