Os efeitos da atividade humana no ciclo de carbono

Escrito por eric moll | Traduzido por débora faggioni
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Os efeitos da atividade humana no ciclo de carbono
Os seres humanos interrompem o ciclo de carbono com a emissão de dióxido de carbono na atmosfera (NA/Photos.com/Getty Images)

O ciclo de carbono é um dos vários ciclos biogeoquímicos pelos quais os muitos compostos necessários para a vida, tais como água, nitrogênio, enxofre, carbono e fósforo são reciclados de forma contínua através de processos metabólicos, geológicos e meteorológicos. O carbono é encontrado na atmosfera sob a forma de dióxido de carbono e é dissolvido nos oceanos, como o carbono orgânico em organismos vivos e como parte de sedimentos minerais, como o carbonato de cálcio. Normalmente, os movimentos de carbono entre estes diferentes reservatórios se equilibram de modo que a quantidade de carbono em cada um é relativamente constante ou alterações se constatam apenas ao longo de milênios. Desde a revolução industrial, no entanto, os seres humanos têm queimado combustíveis fósseis liberando enormes quantidades de carbono na atmosfera, o que pode ter fortes impactos no clima e nos ecossistemas.

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Fatores biológicos

O carbono é um dos elementos mais importantes para a vida e, por definição, faz parte de todas as moléculas orgânicas. O dióxido de carbono na atmosfera é transformado em carbono orgânico por plantas fotossintéticas, algas e fitoplâncton, também conhecidos como "produtores". Quase todos os outros organismos, incluindo os animais, retiram o carbono que necessitam desses produtores. Todos os organismos, incluindo-se os produtores, liberam o dióxido de carbono como resultado da respiração celular, o processo pelo qual os hidratos de carbono são metabolizados para liberar a energia necessária para a vida. Entre os efeitos de fotossíntese e respiração celular, ciclos de carbono entre a atmosfera e a biosfera. As mais importantes exceções são os organismos, a maioria de fitoplâncton e outros animais com conchas à base de carbonato de cálcio, que estão enterrados debaixo do sedimento no fundo do mar antes de seu carbono ser liberado através da decomposição. Este carbono é removido de maneira eficaz a partir das partes biológicas e atmosféricas do ciclo do carbono, eventualmente sob a forma de calcário ou, em certas condições, de petróleo, carvão ou gás natural.

Fatores geológicos

Ao mesmo tempo que o calcário e minerais que contêm carbono são lentamente formados, sedimentos existentes sofrem erosão lentamente pelas forças do vento e da chuva. O calcário e outros sedimentos são dissolvidos pela água da chuva, liberando carbono de volta na biosfera. A subducção, que ocorre quando uma placa tectônica é forçada sob outra, é também uma parte importante do ciclo de carbono. Os sedimentos que contêm carbono são empurrados tão abaixo da superfície que derretem, finalmente liberando o seu carbono. Esse carbono é liberado, de repente, como parte de erupções vulcânicas e, gradualmente, como vazamentos através de fontes termais, fissuras e aberturas.

Combustíveis fósseis

O principal impacto dos seres humanos sobre o ciclo do carbono é através da queima de combustíveis fósseis, que libera o carbono abaixo da superfície da terra para a atmosfera. Os combustíveis fósseis, tais como petróleo, gás natural e carvão são usados ​​em quase todos os aspectos da economia global. Os automóveis são o exemplo mais visível, porém, muito mais dióxido de carbono é liberado por usinas de carvão e gás natural que produzem eletricidade para uso industrial e residencial. A agricultura industrial também funciona com energia de combustíveis fósseis. Todos os fertilizantes artificiais são sintetizados por um processo que queima estes compostos, geralmente gás natural. Vários estudos têm monitorado mudanças no dióxido de carbono ao longo do último meio século. O estudo mais longo, que ainda está em andamento, foi iniciado em 1958 por Charles Keeling, no Havaí, e mostra um rápido aumento nos níveis de carbono atmosféricos. Evidências de núcleos de gelo sugerem que os níveis de carbono estão mais altos do que eram em meio milhão de anos.

Desmatamento

O desmatamento, principalmente em áreas tropicais, faz com que mais carbono seja liberado através da decomposição e menos carbono seja retirado através da fotossíntese, o processo pelo qual as plantas e algumas bactérias utilizam a energia da luz solar para sintetizar carboidratos de dióxido de carbono da atmosfera. Embora algumas áreas foram definidas como reservas de vida selvagem, são muito mais vulneráveis ​​às queimadas, ao corte raso para fins de extração de madeira e às clareiras para terras de cultura.

O efeito estufa

A principal preocupação sobre os níveis de dióxido de carbono crescentes vêm do fato de se tratar de um gás de efeito estufa. Ele segura a radiação infravermelha da superfície da Terra, que, normalmente, escaparia para o espaço, isolando efetivamente o planeta e aumentando a sua temperatura. O Painel Internacional das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, juntamente com muitas pessoas na comunidade científica, acreditam que os seres humanos estão atrapalhando o ciclo de carbono de tal forma a mudar drasticamente o clima global, com consequências potencialmente marcantes para a biodiversidade, a agricultura, o clima e a saúde geral de cada ecossistema do planeta.

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