Efeitos colaterais do feijão-da-flórida

Escrito por lisa sefcik | Traduzido por fernanda lemi
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Efeitos colaterais do feijão-da-flórida
Diz-se que a mucuna pruriens aumenta a performance sexual e estimula a libido (sexy couple image by Dmitri MIkitenko from Fotolia.com)

Mucuna pruriens é um suplemento botânico utilizado na medicina indiana ayurvédica para tratar uma gama de condições médicas, incluindo a doença de Parkinson. Aqueles que comercializam e vendem produtos com esta espécie também afirmam que ela possui propriedades adicionais que afetam a libido sexual, a fertilidade e o crescimento humano.

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O que é a mucuna pruriens?

Mucuna pruriens, também chamada de feijão-da-flórida, feijão-cabeludo-da-índia e feijão-de-gado, é uma espécie dos chamados feijões-veludo, legumes originalmente cultivados na China e em algumas partes da Índia como uma hortaliça. Também é cultivado em partes do Himalaia e nas Ilhas Maurícias, onde as vagens e os feijões maduros são fervidos e consumidos. A mucuna pruriens ainda é cultivada na Índia como uma comida da "fome", e na Guatemala e no México é usada às vezes como um substituto do café. Ela é resistente à seca e poder crescer em solo pobre. Ela contém o composto tóxico levodopa (L-dopa), assim como alucinogênicos e fatores antinutricionais, tornando-a inacessível a insetos.

Toxicidade aos humanos

Os feijões de mucuna pruriens contêm uma alta concentração de L-dopa e, de fato, o feijão-veludo é usado como uma fonte da qual obter esse composto para tratar pacientes com a doença de Parkinson. Porém, pode causar dores intestinais e confusão mental em humanos quando consumido em grandes quantidades. Em 1977, ocorreu um surto de psicose em Moçambique quando a água que era usada para cozinhar os feijões era reutilizada e consumida.

A doença de Parkinson

Em 2004, pesquisadores no Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia em Londres conduziram um estudo sobre o efeito que o L-dopa da mucuna pruriens tinha sobre pacientes com a doença de Parkinson. Oito pacientes participaram em um ensaio cruzado e duplo-cego controlado, e receberam a L-dopa da M. pruriens e uma L-dopa/carbidopa padrão (LD/CD). Os pesquisadores concluíram que a L-dopa da M. pruriens agia mais rapidamente e diminuía a discinesia (a presença de movimentos involuntários) por um período de tempo maior, levando-os a acreditar que ela possuía certas vantagens em tratamentos a longo prazo da doença de Parkinson.

Afrodisíaco

Aqueles que vendem a mucuna pruriens como um suplemento para dietas dão a entender que ela aumenta a performance sexual e estimula a libido, apesar de não haver pesquisas que corroborem essas afirmações. Adicionalmente, a M. pruriens supostamente permite que os homens mantenham a atividade sexual por maiores períodos de tempo, atrasando a ejaculação precoce, pois ela possui qualidades depressoras do sistema nervoso central que resultam em menor sensitividade na área genital. Têm sido feitas alegações infundadas de que a M. pruriens aumenta níveis de testosterona, levando a uma contagem espermática maior e aumento testicular.

Outras afirmações sobre saúde

Afirma-se que a mucuna prupriens estimula hormônios de crescimento que resultam em aumento muscular. Ela supostamente também ajuda o corpo a queimar gordura.

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