Os efeitos do desemprego

Escrito por john kibilko | Traduzido por leticia vitória
Os efeitos do desemprego

O desemprego afeta não apenas aqueles que ficam sem emprego, mas suas famílias também

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O desemprego, particularmente o desemprego sustentado, tem efeitos óbvios e sutis nos indivíduos, nas comunidades, famílias, negócios e entidades políticas. O impacto pode ser sentido em níveis pessoais, comunitários e até nacionais, com os indivíduos e suas famílias sofrendo o peso dos efeitos emocionais, psicológicos, espirituais e físicos. Os números do desemprego, tão enfadonho e distante daqueles que trabalham, podem ter um efeito devastador naqueles que estão sem emprego. Esses mesmos números orientam as decisões empresariais e políticas que criam um ciclo vicioso de profecias autorrealizáveis -- perdas de empregos seguido de queda econômicas e de mais cortes nos empregos.

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Econômico/Político

É difícil separar os impactos econômicos e políticos da taxa alta de desemprego em uma sociedade, já que ambos são interligados e interdependentes em muitos níveis. Decisões políticas tomadas no nível macroeconômico para enfrentar o aumento do desemprego -- pacotes de estímulos, extensões de benefícios de desemprego, resgates direcionados à indústria -- tiveram consequências intencionais e não-intencionais. Gastar dinheiro público em esforços para estimular a economia e, em troca, criar empregos, pode (ou não) produzir resultados a curto prazo, mas a consequências frequentemente acompanham tais decisões. O déficit nacional, assim como a dívida, aumenta, e o PIB cai, criando um nervosismo entre os investidores e uma falta de vontade de investir um bom dinheiro em cima de algo ruim. Discussões políticas se viram para o aumento dos impostos para financiar os déficits que estão sempre em aumento, paralisando os investidores, congelando o capital e minando a habilidade dos negócios de se planejar para expansão e contratação de empregados. Os impostos aumentam em resposta a -- você adivinhou -- redução de receitas fiscais e o aumento dos gastos governamentais. A produção econômica cai à medida que menos pessoas trabalham e perdem a capacidade de adquirir bens e serviços. Os esforços de estímulos de boa-fé, como o programa de carros de máquinas velhas -- destinados a estimular as vendas de carros novos e resgatar a indústria automobilística -- têm um efeito deletério de aumentar os preços dos carros usados ​​(muitas máquinas velhas são, na realidade, carros de manutenção e re-vendáveis que foram destruídos), limitando ainda mais a capacidade de uma classe operária já perturbada de comprar um transporte acessível.

Mental/Físico/Emocional

Embora a evidência empírica esteja faltando para conclusões científicas a respeito da Grande Depressão, as evidências sugerem que as pessoas na década de 30 -- quando o desemprego se aproximou de 30%, às vezes -- sofreram muitos dos mesmos males vividos pelos trabalhadores desempregados modernos. Insônia, ansiedade e depressão são companheiros constantes para muitas pessoas desempregadas, especialmente entre os homens. A autoestima também despenca, particularmente entre os homens com pouco ou nenhum apoio familiar. Visitas ao médico aumentam, aumenta o consumo de medicamentos, e doenças são significativamente mais comuns do que entre os homens empregados. As crianças ficam deprimidas, muitas vezes absorvendo muito mais da tristeza e negatividade dos pais do que se imagina. As notas muitas vezes caem e as faltas na escola aumentam. A autoconsciência de muitas crianças e a autoestima estão diretamente ligadas aos sentimentos de autoestima de seus pais.

Relações familiares

A perda de um único ganha-pão em uma lar pode causar um enorme estresse -- financeiro, é claro, mas também efeitos auxiliares, como brigas entre os cônjuges, que, por sua vez, muitas vezes têm consequências trágicas para as crianças. As taxas de evasão escolar são maiores entre filhos de famílias onde o desemprego é de longo prazo. As crianças às vezes assumem os atributos emocionais e mentais e até físicos de seus pais estressados. A deterioração dos laços familiares não podem ser aliviados por qualquer sistema de apoio relacionados com o trabalho, já que isso se foi. O ressentimento, em todas as direções entre os membros da família, é um problema crônico para os desempregados e suas famílias, e o abuso -- particularmente físico de um homem desempregado com seus filhos e esposa -- aumenta, de acordo com um artigo publicado pelo British Medical Journal .

Social

Colapsos sociais -- através do aumento das taxas de criminalidade e programas sociais sobrecarregados -- também ocorrem, embora os dados estejam em conflito entre os índices de criminalidade. Estatísticas criminais da época da Grande Depressão, muito menos detalhadas do que as estatísticas atuais, oferecem pouca prova de que o crime aumentou dramaticamente entre os pobres, o que sugere que as correlações modernas entre pobreza e crime têm raízes mais profundas e sociológicas. Além do estresse financeiro de ser incapaz de fornecer os básicos como alimento, abrigo e roupas, as pessoas desempregadas têm de lidar com as frustrações agregadas encontradas quando tentam navegar pela rede de programas sociais destinados a aliviar seus fardos -- fazendo declarações para (e muitas vezes negado) benefícios de desemprego, inscrevendo-se para vales-refeição, "Medicaid" e outras formas de assistência pública, ou tentando encontrar um novo emprego (talvez sem transporte). Aumenta o consumo de drogas, não só entre os desempregados, mas entre os membros dentro da família. O desemprego entre os jovens e jovens adultos oferece terreno fértil para afiliações de gangues.

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