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Os efeitos da figueira-do-diabo

Atualizado em 10 maio, 2017

A datura stramonium, também conhecida como trombeta, trombeteira, estramônio, figueira-do-demo, figueira-do-diabo, figueira-do-inferno, figueira brava e zabumba, é uma erva venenosa por séculos utilizada como tóxico e erva medicinal. O uso recreativo da planta foi relatado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), embora tal erva seja considerada altamente perigosa para o consumo humano. A ingestão do seu suco, de suas suas sementes ou do chá feito a partir de suas folhas, envenena o organismo e pode ter efeitos muito fortes e graves.

Efeitos no sistema nervoso

A planta contém diversos compostos tóxicos ao corpo humano, incluindo a atropina e a escopolamina, as quais interferem no sistema nervoso. O CDC relata que uma pessoa que tenha ingerido-a pode ter alucinações, ansiedade, confusão e, em alguns casos, entrar coma. Os efeitos no sistema nervoso iniciam, em geral, uma hora após a ingestão, podendo durar de 24 a 48 horas.

As alucinações causadas podem ser visuais ou auditivas. Um relatório de novembro de 2006 do "USA Today" intitulado "Usuários da figueira-do-diabo correm para o hospital", mostra que algumas pessoas têm alucinações severas e acabam tornando uma ameaça a si mesmo ou para outra pessoa.

A hipertermia ou alta temperatura corporal também pode ocorrer como resultado da ingestão da erva, uma vez que a planta interfere na capacidade de resfriamento do corpo. É possível que a pele fique ruborizada e seca ao toque.

Efeitos cardiovasculares

A figueira-do-diabo aumenta o ritmo de impulsos e a pressão arterial. A atropina química contida na planta pode causar arritmia cardíaca ou alguma anormalidade no ritmo cardíaco, podendo resultar numa parada cardíaca, de acordo com um artigo de 2002 no "O jornal permanente" intitulado "Envenenamento por figueira-do-diabo - um relato do caso".

Outros efeitos

A erva pode causar náuseas ou vômitos em alguns indivíduos, além da retenção urinária ou incapacidade de urinar. Os compostos químicos presentes na planta em questão são antiespasmódicos que podem interferir na capacidade da bexiga de contrair e liberar a urina do corpo. A utilização da referida causa aumento da sede, aumentando de imediato a necessidade de ingestão de líquidos. Uma intervenção médica para evitar complicações do sistema urinário pode ser necessária a um indivíduo que não consegue esvaziar a bexiga após usá-la. Ocorre, ainda, a diminuição da mobilidade gastrointestinal, o que impede o organismo de expelir os produtos químicos da planta, fazendo com que os efeitos durem um longo período de tempo.

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