Efeitos neurológicos da escoliose

Escrito por william norman | Traduzido por mariana dsp
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Efeitos neurológicos da escoliose
A escoliose é o desalinhamento da coluna (Comstock Images/Comstock/Getty Images)

A escoliose, um desalinhamento da coluna, pode causar não só dores nas costas, mas também problemas neurológicos. Como a coluna agrava os efeitos degenerativos da idade, os adultos podem ter dor nas extremidades, ou até mesmo perda de função. Corrigir o alinhamento da espinha, seja através de procedimentos cirúrgicos ou não cirúrgicos, pode tirar a pressão dos nervos e dar a eles a chance de se cicatrizar.

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Nervos e espinha

O site Spine-health descreve o cordão espinhal como o principal nervo do sistema nervoso central. Conforme ela vem do cérebro e desce, acompanhando a coluna, 31 pares de grandes nervos brotam das raízes nervosas, pelos espaços entre as vértebras, ou ossos espinhais. Esses nervos continuam se ramificando, formando os nervos periféricos menores, que se estendem pelo dedos das mãos e dos pés.

Escoliose

A escoliose, que é a presença de uma curva em formato de C ou S na coluna, não tem causas conhecidas em 85% dos casos, de acordo com a Mayo Clinic. Os sinais da escoliose incluem passos tortos, ombros e quadris que parecem estar desalinhados, costelas protuberantes de um lado, fadiga, problemas respiratórios e dor nas costas.

Compressão do nervo

A escoliose costuma causar dores nas costas, mas também pode ser o motivo para sentir dor na perna. O dr. Dean McCance descreve a espinha, no New York Daily News, como um tubo que começa a se deteriorar com o passar dos anos, beliscando os nervos. Essa mudança causa um fenômeno que faz com que o paciente comece a perder um pouco de controle sobre o pé, começando a arrastá-lo pelo chão, em vez de movê-lo normalmente. O dr. Robert S. Pashman, do site eSpine, diz que adultos com escoliose podem ter pioras na compressão do nervo e nas dores nas extremidades, conforme a condição agrava a degeneração relacionada à idade.

Tratamentos

Se a escoliose causar problemas nervosos, corrigir esse desalinho pode trazer alívio. Um estudo publicado pela BMC Musculoskeletal Disorders diz que uma combinação de técnicas de manipulação e reabilitação física usadas em 22 pacientes melhorou a coluna deles em, pelo menos, 25%. As técnicas incluíram o uso de pesos nos quadris, ombros ou cabeça dos pacientes, além de exercícios de equilíbrio e deitar-se em blocos de espuma para criar tração.

McCance diz que tratamentos cirúrgicos podem aliviar a compressão nos nervos ao colocar a espinha no lugar certo. De acordo com o site Spine-health, essa cirurgia consiste em remover os discos entre os ossos e preencher os espaços com enxertos ósseos ou materiais substitutos, com o apoio de parafusos e hastes. O cirurgião poderá fazê-la pela frente ou por trás.

Complicações cirúrgicas

Esses procedimentos têm riscos. O site Spine-health observa que esses riscos podem incluir infecções, falha no procedimento, problemas com o equipamento cirúrgico e, em casos muito raros, paralisia. Os cirurgiões podem fazer testes de resposta durante o procedimento para certificarem-se de que a espinha funciona normalmente.

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